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As 10 únicas pessoas que não estão na Terra agora vivem no condomínio mais exclusivo já criado pela humanidade, cercadas pelo vazio do espaço e separadas de bilhões de pessoas no planeta

Escrito por Ana Alice
Publicado em 30/04/2026 às 22:16
Atualizado em 30/04/2026 às 22:32
Saiba quem são as 10 pessoas que vivem fora da Terra agora, em missões na ISS e na estação chinesa Tiangong.
Saiba quem são as 10 pessoas que vivem fora da Terra agora, em missões na ISS e na estação chinesa Tiangong.
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Em órbita baixa, um grupo reduzido de astronautas mantém pesquisas e operações em duas estações espaciais, com rotinas técnicas acompanhadas da Terra e missões que mostram como a presença humana fora do planeta continua limitada.

A mais de 400 quilômetros de altitude, 10 pessoas vivem atualmente fora da Terra, distribuídas entre a Estação Espacial Internacional, a ISS, e a estação espacial chinesa Tiangong.

Enquanto a vida segue no planeta, esses astronautas e cosmonautas trabalham em laboratórios orbitais, dependem de sistemas de suporte à vida e cumprem rotinas científicas em um ambiente controlado a partir da Terra.

Na ISS, estão sete tripulantes ligados a programas espaciais dos Estados Unidos, da Rússia e da Europa.

Três chegaram a bordo da Soyuz MS-28, em novembro de 2025.

Outros quatro viajaram pela missão SpaceX Crew-12, lançada em fevereiro de 2026.

Na Tiangong, permanecem três astronautas chineses da Shenzhou-21, missão que teve a permanência ampliada por cerca de um mês, segundo a agência espacial chinesa.

Esse número resume, em escala humana, a presença contínua de pessoas em órbita baixa.

As missões envolvem tarefas de manutenção, experimentos em microgravidade, estudos sobre o corpo humano no espaço e testes de tecnologias usadas para sustentar operações de longa duração fora da Terra.

Astronautas na ISS mantêm operações em órbita

A Estação Espacial Internacional funciona como um laboratório orbital operado em parceria por diferentes agências.

A tripulação atual combina integrantes que chegaram por dois sistemas de transporte: a nave russa Soyuz e a Crew Dragon, da SpaceX, usada pela NASA dentro do programa comercial de voos tripulados.

A Soyuz MS-28 levou à estação o astronauta norte-americano Chris Williams e os cosmonautas russos Sergey Kud-Sverchkov e Sergei Mikaev.

O lançamento ocorreu em 27 de novembro de 2025, a partir do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, e a nave acoplou à ISS no mesmo dia.

Williams está em sua primeira missão espacial.

Na estação, atua como engenheiro de voo e participa de pesquisas e demonstrações tecnológicas ligadas à exploração humana do espaço.

O trabalho inclui atividades científicas em microgravidade e apoio à rotina operacional do laboratório.

Sergey Kud-Sverchkov ocupa função de comando na Expedição 74.

O cosmonauta já havia acumulado experiência em órbita antes da atual missão e integra a equipe responsável por coordenar tarefas no segmento russo da estação, incluindo checagens de sistemas, procedimentos de acoplamento e manutenção de equipamentos.

Sergei Mikaev também está em sua primeira viagem ao espaço.

Ele participa das operações diárias da ISS ao lado dos demais tripulantes e atua em tarefas técnicas relacionadas ao funcionamento do complexo orbital.

A missão dos três tem duração planejada de vários meses, dentro do esquema de rotação de tripulações entre Rússia, Estados Unidos e parceiros internacionais.

Missão SpaceX Crew-12 amplia equipe da estação espacial

O segundo grupo da ISS chegou pela missão SpaceX Crew-12, lançada em 13 de fevereiro de 2026 a partir da Flórida.

A tripulação é formada por Jessica Meir e Jack Hathaway, da NASA, Sophie Adenot, da Agência Espacial Europeia, e Andrey Fedyaev, da Roscosmos.

A missão faz parte do modelo em que a NASA contrata empresas privadas para transportar astronautas até a estação.

Com esse formato, a agência passou a usar regularmente veículos comerciais em suas rotações de tripulação, ao lado de acordos internacionais já existentes para o uso das naves Soyuz.

Jessica Meir é uma das astronautas do grupo com experiência anterior em órbita.

Em sua carreira, ganhou destaque por pesquisas na área biológica e por ter participado da primeira caminhada espacial exclusivamente feminina, realizada em uma missão anterior.

Na Crew-12, trabalha em experimentos ligados à biologia, à física e ao desempenho de equipamentos científicos em microgravidade.

Jack Hathaway vive sua primeira missão no espaço.

Como piloto da Crew-12, integra uma geração de astronautas treinada para operar em missões que combinam agências públicas e empresas privadas.

A bordo da ISS, participa de pesquisas e apoia a manutenção de sistemas necessários à operação da estação.

Sophie Adenot, astronauta francesa da ESA, também está em sua primeira missão orbital.

Sua presença reforça a participação europeia na ISS e inclui atividades científicas no módulo Columbus, usado para pesquisas desenvolvidas por instituições do continente.

Entre as áreas de trabalho estão biotecnologia, suporte médico em missões longas e testes de equipamentos.

Andrey Fedyaev completa o grupo da Crew-12.

O cosmonauta russo já havia viajado à ISS anteriormente e atua em tarefas operacionais, incluindo sistemas de ventilação, suporte à vida e integração entre atividades dos segmentos russo e internacional da estação.

Tripulação chinesa permanece na estação Tiangong

Além dos sete tripulantes da ISS, outros três humanos estão em órbita na estação chinesa Tiangong.

A missão Shenzhou-21 foi lançada em 31 de outubro de 2025, a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no noroeste da China.

A tripulação é formada por Zhang Lu, Wu Fei e Zhang Hongzhang.

Eles chegaram à Tiangong para uma permanência originalmente prevista em torno de seis meses, mas autoridades chinesas informaram em abril de 2026 que a missão seria estendida por aproximadamente um mês.

Zhang Lu comanda a missão e já tinha experiência anterior no espaço, obtida na Shenzhou-15.

Ele participa da fase de operação contínua da estação chinesa, que funciona como plataforma própria do país para pesquisas em órbita baixa.

Wu Fei tornou-se o astronauta chinês mais jovem enviado ao espaço, aos 32 anos no momento do lançamento.

Na Tiangong, atua como engenheiro de voo e participa de experimentos científicos, além de tarefas relacionadas ao funcionamento diário da estação.

Zhang Hongzhang é especialista de carga útil e faz sua primeira missão espacial.

Seu trabalho está ligado à condução e ao acompanhamento de experimentos a bordo, área usada pelo programa chinês para pesquisas em biotecnologia, medicina aeroespacial, materiais e tecnologias de suporte a missões futuras.

Como é a rotina de astronautas fora da Terra

A vida em órbita depende de procedimentos técnicos permanentes.

As tripulações precisam lidar com microgravidade, radiação, isolamento, ciclos de trabalho definidos e sistemas artificiais para respiração, abastecimento de água, controle de temperatura e comunicação com as equipes em solo.

Na ISS, astronautas e cosmonautas recebem cargueiros não tripulados com alimentos, combustível, peças e equipamentos científicos.

Em abril de 2026, uma nave Progress levou cerca de três toneladas de suprimentos ao complexo orbital.

Esse fluxo de cargas mantém a operação da estação e permite a continuidade dos experimentos.

Na Tiangong, a China adota uma operação própria, dentro de seu programa espacial tripulado.

A estação é usada para manter astronautas em órbita por períodos prolongados e testar tecnologias aplicáveis a missões futuras, conforme informações divulgadas pelo programa espacial chinês.

As duas estações mostram que a presença humana fora da Terra ainda envolve um grupo muito restrito.

Hoje, os 10 ocupantes em órbita representam a parcela da humanidade que vive e trabalha acima da atmosfera, em missões acompanhadas continuamente por equipes técnicas no planeta.

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Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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