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Arranha-céu em Balneário Camboriú, com 400 metros, bate recorde nacional em teste de estaca hélice contínua antes de sair do papel, suporta 2.107 toneladas em uma única estaca, supera marca do Senna Tower e acirra disputa da engenharia entre os prédios gigantes do mercado imobiliário de luxo

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Escrito por Carla Teles Publicado em 16/07/2026 às 12:12 Atualizado em 16/07/2026 às 12:15
Arranha-céu em Balneário Camboriú, com 400 metros, bate recorde nacional em teste de estaca hélice contínua antes de sair do papel, suporta 2.107 toneladas em uma única estaca (5)
Arranha-céu em Balneário Camboriú faz teste de carga com estaca hélice contínua, supera Senna Tower e agita mercado imobiliário de luxo.
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O arranha-céu em Balneário Camboriú planejado pela Lotisa, com mais de 100 andares, alcançou o maior teste de carga em fundação já realizado no Brasil ao aplicar 2.107 toneladas sobre uma estaca hélice contínua, em estudo anterior ao lançamento previsto para o fim de 2026 no mercado imobiliário de luxo.

Um futuro arranha-céu em Balneário Camboriú, projetado pela construtora Lotisa para alcançar 400 metros, registrou o maior teste de carga em fundação já realizado no Brasil. O ensaio aplicou 2.107 toneladas sobre uma única estaca do tipo hélice contínua na região central da cidade, antes do lançamento comercial do empreendimento.

Segundo o NSC Total, em 15 de julho de 2026, o resultado superou o recorde anterior de 2 mil toneladas atribuído ao Senna Tower. Os dois testes foram executados pela Solugeot, empresa especializada em investigação geotécnica de alto desempenho.

Estaca suportou carga equivalente a 2.107 toneladas

Arranha-céu em Balneário Camboriú faz teste de carga com estaca hélice contínua, supera Senna Tower e agita mercado imobiliário de luxo.
Imagem: Divulgação.

O teste submeteu uma única estaca hélice contínua a uma carga de 2.107 toneladas. O objetivo desse tipo de ensaio é verificar como o elemento da fundação responde à pressão antes que o projeto avance para as próximas etapas.

O resultado estabeleceu uma nova marca nacional para testes de carga em fundações. A informação ganha relevância porque o edifício ainda está na fase de estudos e nem sequer foi lançado oficialmente pela incorporadora.

Marca anterior estava ligada ao Senna Tower

Antes do ensaio realizado para o projeto da Lotisa, o maior resultado informado no país era de 2 mil toneladas. A marca havia sido registrada durante os estudos de fundação do Senna Tower, outro empreendimento planejado para Balneário Camboriú.

O novo teste adiciona um capítulo à disputa técnica entre os prédios gigantes da cidade. Embora o Senna Tower mantenha vantagem na altura projetada, a futura torre da Lotisa assumiu o recorde relacionado à capacidade testada em uma estaca hélice contínua.

Técnica permite executar estacas sem retirar o equipamento

Arranha-céu em Balneário Camboriú faz teste de carga com estaca hélice contínua, supera Senna Tower e agita mercado imobiliário de luxo.
Imagem: Divulgação.

A estaca hélice contínua é formada por meio da perfuração do solo com uma haste helicoidal. Depois de atingir a profundidade planejada, o concreto é injetado enquanto o equipamento de perfuração é retirado gradualmente.

A armadura é inserida após a concretagem, formando um elemento destinado a transferir para o terreno as cargas da estrutura. No caso do futuro arranha-céu em Balneário Camboriú, o teste foi usado para avaliar o desempenho da solução diante das dimensões previstas para o edifício.

Ensaio ainda faz parte dos estudos de fundação

A aplicação das 2.107 toneladas não significa que a construção do prédio já tenha começado. O procedimento integra os estudos necessários para definir como será executada a fundação de uma torre com mais de 100 andares.

Essas análises ajudam as equipes a entender as condições do solo e a capacidade das estacas antes da elaboração definitiva das soluções. Quanto maior e mais pesado o edifício, mais rigorosa precisa ser a avaliação da base que sustentará toda a estrutura.

Projeto deve alcançar aproximadamente 400 metros

Arranha-céu em Balneário Camboriú faz teste de carga com estaca hélice contínua, supera Senna Tower e agita mercado imobiliário de luxo.
Imagem: Divulgação.

O empreendimento residencial deverá ter cerca de 400 metros de altura e mais de 100 pavimentos. Mesmo com essa dimensão, ficará abaixo do Senna Tower, projetado para ultrapassar a marca de 500 metros na mesma cidade.

A diferença de altura não reduz a complexidade do novo projeto. Uma torre de 400 metros exige integração entre fundações, estrutura, instalações, elevadores e comportamento diante dos ventos, além de planejamento compatível com uma construção vertical de grande escala.

Lançamento está previsto para o fim de 2026

A Lotisa pretende apresentar oficialmente o empreendimento até o final de 2026. Até lá, o projeto permanece em desenvolvimento, com estudos técnicos destinados a orientar as decisões de engenharia e a futura execução.

O edifício será implantado na região central de Balneário Camboriú. O endereço exato, o nome comercial e outros detalhes do residencial não foram informados na fonte, o que mantém parte do projeto sob expectativa antes do lançamento.

Valor de vendas deve superar R$ 2 bilhões

Arranha-céu em Balneário Camboriú faz teste de carga com estaca hélice contínua, supera Senna Tower e agita mercado imobiliário de luxo.
Imagem: Divulgação.

O futuro arranha-céu em Balneário Camboriú terá Valor Geral de Vendas superior a R$ 2 bilhões. O indicador representa a soma estimada das unidades que serão comercializadas no empreendimento.

O montante coloca a torre entre os projetos de grande porte do mercado imobiliário de luxo. A cifra, porém, não corresponde ao custo da obra, já que o VGV mede o potencial comercial do residencial e não o investimento necessário para construí-lo.

Engenharia envolve empresa de atuação internacional

A concepção estrutural, mecânica, hidráulica e elétrica está sob responsabilidade da WSP. A companhia global de engenharia participou de projetos como o One World Trade Center, nos Estados Unidos, e o edifício The Shard, no Reino Unido.

A contratação indica que diferentes sistemas serão desenvolvidos de forma integrada. Em uma torre dessa altura, decisões sobre estrutura, circulação de água, energia e instalações precisam considerar movimentos, cargas e limitações que não aparecem em prédios convencionais.

Vento terá análise especializada antes da construção

Arranha-céu em Balneário Camboriú faz teste de carga com estaca hélice contínua, supera Senna Tower e agita mercado imobiliário de luxo.
Imagem: Divulgação.

Os estudos sobre a ação dos ventos são conduzidos pela empresa canadense RWDI. Conforme a fonte, a companhia participou das análises de 16 dos 20 edifícios mais altos do mundo.

Em arranha-céus, o vento pode provocar deslocamentos perceptíveis nos pavimentos superiores e influenciar o conforto dos ocupantes. As análises orientam ajustes na forma do prédio, na estrutura e em possíveis sistemas destinados a controlar movimentos excessivos.

Lotisa compara resultado com testes do Burj Khalifa

Segundo a incorporadora, o desempenho obtido supera os testes realizados para o Burj Khalifa quando são considerados a carga aplicada e o tamanho das estacas. O edifício de Dubai é reconhecido como o prédio mais alto do mundo.

A comparação se refere especificamente aos ensaios de fundação mencionados pela empresa, e não à altura total das torres. O projeto catarinense terá aproximadamente 400 metros, enquanto a referência ao Burj Khalifa foi utilizada para destacar a escala do teste geotécnico.

Balneário Camboriú amplia disputa entre torres gigantes

O recorde reforça a posição da cidade como palco de projetos residenciais cada vez mais altos e tecnicamente complexos. Senna Tower e a futura construção da Lotisa passam a ocupar lados diferentes de uma disputa que envolve altura, fundações, tecnologia e valor imobiliário.

O novo arranha-céu em Balneário Camboriú ainda precisa avançar dos estudos para o lançamento e, posteriormente, para o canteiro. Você considera que essa corrida por prédios gigantes representa evolução da engenharia ou acredita que a cidade deveria limitar novas torres? Deixe sua opinião nos comentários.

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Carla Teles

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