O arranha-céu em Balneário Camboriú planejado pela Lotisa, com mais de 100 andares, alcançou o maior teste de carga em fundação já realizado no Brasil ao aplicar 2.107 toneladas sobre uma estaca hélice contínua, em estudo anterior ao lançamento previsto para o fim de 2026 no mercado imobiliário de luxo.
Um futuro arranha-céu em Balneário Camboriú, projetado pela construtora Lotisa para alcançar 400 metros, registrou o maior teste de carga em fundação já realizado no Brasil. O ensaio aplicou 2.107 toneladas sobre uma única estaca do tipo hélice contínua na região central da cidade, antes do lançamento comercial do empreendimento.
Segundo o NSC Total, em 15 de julho de 2026, o resultado superou o recorde anterior de 2 mil toneladas atribuído ao Senna Tower. Os dois testes foram executados pela Solugeot, empresa especializada em investigação geotécnica de alto desempenho.
Estaca suportou carga equivalente a 2.107 toneladas

O teste submeteu uma única estaca hélice contínua a uma carga de 2.107 toneladas. O objetivo desse tipo de ensaio é verificar como o elemento da fundação responde à pressão antes que o projeto avance para as próximas etapas.
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O resultado estabeleceu uma nova marca nacional para testes de carga em fundações. A informação ganha relevância porque o edifício ainda está na fase de estudos e nem sequer foi lançado oficialmente pela incorporadora.
Marca anterior estava ligada ao Senna Tower
Antes do ensaio realizado para o projeto da Lotisa, o maior resultado informado no país era de 2 mil toneladas. A marca havia sido registrada durante os estudos de fundação do Senna Tower, outro empreendimento planejado para Balneário Camboriú.
O novo teste adiciona um capítulo à disputa técnica entre os prédios gigantes da cidade. Embora o Senna Tower mantenha vantagem na altura projetada, a futura torre da Lotisa assumiu o recorde relacionado à capacidade testada em uma estaca hélice contínua.
Técnica permite executar estacas sem retirar o equipamento

A estaca hélice contínua é formada por meio da perfuração do solo com uma haste helicoidal. Depois de atingir a profundidade planejada, o concreto é injetado enquanto o equipamento de perfuração é retirado gradualmente.
A armadura é inserida após a concretagem, formando um elemento destinado a transferir para o terreno as cargas da estrutura. No caso do futuro arranha-céu em Balneário Camboriú, o teste foi usado para avaliar o desempenho da solução diante das dimensões previstas para o edifício.
Ensaio ainda faz parte dos estudos de fundação
A aplicação das 2.107 toneladas não significa que a construção do prédio já tenha começado. O procedimento integra os estudos necessários para definir como será executada a fundação de uma torre com mais de 100 andares.
Essas análises ajudam as equipes a entender as condições do solo e a capacidade das estacas antes da elaboração definitiva das soluções. Quanto maior e mais pesado o edifício, mais rigorosa precisa ser a avaliação da base que sustentará toda a estrutura.
Projeto deve alcançar aproximadamente 400 metros

O empreendimento residencial deverá ter cerca de 400 metros de altura e mais de 100 pavimentos. Mesmo com essa dimensão, ficará abaixo do Senna Tower, projetado para ultrapassar a marca de 500 metros na mesma cidade.
A diferença de altura não reduz a complexidade do novo projeto. Uma torre de 400 metros exige integração entre fundações, estrutura, instalações, elevadores e comportamento diante dos ventos, além de planejamento compatível com uma construção vertical de grande escala.
Lançamento está previsto para o fim de 2026
A Lotisa pretende apresentar oficialmente o empreendimento até o final de 2026. Até lá, o projeto permanece em desenvolvimento, com estudos técnicos destinados a orientar as decisões de engenharia e a futura execução.
O edifício será implantado na região central de Balneário Camboriú. O endereço exato, o nome comercial e outros detalhes do residencial não foram informados na fonte, o que mantém parte do projeto sob expectativa antes do lançamento.
Valor de vendas deve superar R$ 2 bilhões

O futuro arranha-céu em Balneário Camboriú terá Valor Geral de Vendas superior a R$ 2 bilhões. O indicador representa a soma estimada das unidades que serão comercializadas no empreendimento.
O montante coloca a torre entre os projetos de grande porte do mercado imobiliário de luxo. A cifra, porém, não corresponde ao custo da obra, já que o VGV mede o potencial comercial do residencial e não o investimento necessário para construí-lo.
Engenharia envolve empresa de atuação internacional
A concepção estrutural, mecânica, hidráulica e elétrica está sob responsabilidade da WSP. A companhia global de engenharia participou de projetos como o One World Trade Center, nos Estados Unidos, e o edifício The Shard, no Reino Unido.
A contratação indica que diferentes sistemas serão desenvolvidos de forma integrada. Em uma torre dessa altura, decisões sobre estrutura, circulação de água, energia e instalações precisam considerar movimentos, cargas e limitações que não aparecem em prédios convencionais.
Vento terá análise especializada antes da construção

Os estudos sobre a ação dos ventos são conduzidos pela empresa canadense RWDI. Conforme a fonte, a companhia participou das análises de 16 dos 20 edifícios mais altos do mundo.
Em arranha-céus, o vento pode provocar deslocamentos perceptíveis nos pavimentos superiores e influenciar o conforto dos ocupantes. As análises orientam ajustes na forma do prédio, na estrutura e em possíveis sistemas destinados a controlar movimentos excessivos.
Lotisa compara resultado com testes do Burj Khalifa
Segundo a incorporadora, o desempenho obtido supera os testes realizados para o Burj Khalifa quando são considerados a carga aplicada e o tamanho das estacas. O edifício de Dubai é reconhecido como o prédio mais alto do mundo.
A comparação se refere especificamente aos ensaios de fundação mencionados pela empresa, e não à altura total das torres. O projeto catarinense terá aproximadamente 400 metros, enquanto a referência ao Burj Khalifa foi utilizada para destacar a escala do teste geotécnico.
Balneário Camboriú amplia disputa entre torres gigantes
O recorde reforça a posição da cidade como palco de projetos residenciais cada vez mais altos e tecnicamente complexos. Senna Tower e a futura construção da Lotisa passam a ocupar lados diferentes de uma disputa que envolve altura, fundações, tecnologia e valor imobiliário.
O novo arranha-céu em Balneário Camboriú ainda precisa avançar dos estudos para o lançamento e, posteriormente, para o canteiro. Você considera que essa corrida por prédios gigantes representa evolução da engenharia ou acredita que a cidade deveria limitar novas torres? Deixe sua opinião nos comentários.
