A reportagem publicada pela arquiteta Carol Reghim mostra o sistema de placas de EPS que substitui o tijolo, o espaçador fabricado em Birigui e os clientes que apostaram no método
O material que protege eletrodoméstico em caixa virou parede de casa no interior de São Paulo. Segundo a Carol Reghim, em reportagem publicada no canal da arquiteta em setembro de 2023, a profissional de Araçatuba desenvolveu e patenteou uma nova tecnologia de construção em que o isopor é o protagonista e substitui o tijolo, com direito a economia de até 20% no custo da obra.
O desempenho térmico é o cartão de visita do sistema. A casa de isopor consegue manter a temperatura interna em 23 graus durante todo o ano, conforme a reportagem de Carol Reghim destaca, um alívio e tanto no calor notório do noroeste paulista. A promessa vem acompanhada de obra limpa, prazo menor e praticidade da estrutura ao acabamento.
O isopor que substitui o tijolo
O EPS, nome técnico do isopor, não é estranho ao canteiro brasileiro. Segundo a reportagem de Carol Reghim, o material já era usado na construção civil em lajes, como isolante térmico que também reduz prazos, custos e traz praticidade estrutural, mas a novidade patenteada em Araçatuba muda o papel dele: de coadjuvante da laje a protagonista da parede.
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O segredo estrutural está na dupla de materiais. As peças de isopor se encaixam umas nas outras e, junto com o concreto armado, deixam a construção resistente, conforme a reportagem de Carol Reghim explica. O isopor entra como forma e isolamento permanente, o concreto entra como esqueleto, e a parede nasce leve, firme e térmica ao mesmo tempo.
A conta da economia: 20% mais barata e reboco medido no metro cúbico

A vantagem financeira tem duas pontas: o preço e a previsibilidade. Segundo a reportagem de Carol Reghim, a tecnologia pode deixar a obra 20% mais barata que o método convencional, e a natureza da parede padronizada torna a obra mensurável de um jeito que a alvenaria comum não permite.
A própria arquiteta traduz a régua no vídeo. Com as paredes no prumo e no esquadro, retinhas, 1 metro cúbico de massa de reboco rende 66 metros de parede, conforme Carol Reghim detalha, uma previsibilidade que corta o desperdício clássico do reboco grosso usado para corrigir parede torta. Na prática, o dono da obra sabe quanto material vai gastar antes de começar, e o pedreiro para de jogar cimento fora para esconder erro de tijolo.
23 graus o ano todo: a casa que nasceu de um incômodo térmico
A tecnologia tem uma história de origem pessoal. Segundo a reportagem de Carol Reghim, a arquiteta cresceu numa região de São Paulo na divisa com o sul de Minas, uma cidade bem mais fresca, e ao se mudar para Araçatuba sentiu a diferença no próprio corpo, com uma pergunta na cabeça: por que as nossas casas não são mais eficientes?
A inquietação virou pesquisa e depois patente. Ainda na faculdade ela começou a estudar sistemas construtivos térmicos, não conseguiu desenvolver na época e, depois de formada, foi atrás de outros métodos até chegar à tecnologia própria, conforme Carol Reghim conta na reportagem. O resultado protege justamente do que a incomodava: o calor de uma das regiões mais quentes do estado, domado por parede de isopor e temperatura estável de 23 graus.
100% regional: fabricante de Araçatuba e espaçador de Birigui

O mapa dos fornecedores é um capítulo à parte da economia. Segundo a reportagem de Carol Reghim, a arquiteta procurou fabricantes de fora e esbarrou no frete caro demais, até encontrar um fabricante na própria Araçatuba que comprou a ideia e executou com ela o primeiro modelo 100% em EPS.
A evolução do sistema também ficou em casa. O método atual usa um espaçador de plástico produzido por um parceiro em Birigui, deixando o sistema 100% fabricado na região, conforme o canal Carol Reghim no YouTube registra. Fornecedor perto significa frete baixo, reposição rápida e custo final menor, a engrenagem silenciosa que sustenta os 20% de economia prometidos.
A casa de Daniele: sustentável do projeto à parede
Os primeiros clientes explicam por que aceitaram construir com isopor. Segundo a reportagem de Carol Reghim, Daniele e o marido planejaram a casa própria com materiais sustentáveis e limpos, já pensavam em energia solar e autossuficiência, e não tiveram medo de apostar no método novo.
O casal lista os motivos da escolha. O material ajuda no controle de temperatura e de ruído e, o que eles consideram mais importante, entrega uma obra limpa, conforme a reportagem de Carol Reghim mostra. A dona da obra participou da montagem: ela mesma encaixou placas e preencheu o sistema com a orientação da arquiteta, satisfeita com a evolução da obra e com a economia gerada.
O teste de Jerônimo: 280 metros de parede em 40 dias
O outro cliente chegou desconfiado e saiu comprador. Segundo a reportagem de Carol Reghim, Jerônimo procurava lajes de isopor quando descobriu a nova finalidade do material, foi conhecer uma obra, viu uma pequena parede pronta e resolveu apostar num pedaço da construção para testar se funcionava de verdade.
O teste virou adesão completa. Convencido pelo custo-benefício e pela rapidez da montagem, ele adquiriu o sistema para toda a parte superior da obra: 280 metros de parede em EPS, com todas as paredes concluídas em cerca de 40 dias, conforme a reportagem de Carol Reghim registra. É o tipo de conversão que nenhuma propaganda compra: o cliente que testa um pedaço antes de confiar o resto da casa.
Sistema Lego: montar, encaixar e preencher
Quem executa a obra resume o método numa comparação de infância. Segundo a reportagem de Carol Reghim, Bernardo, o assistente responsável pela instalação, faz os cortes diretamente nas placas de isopor, e a montagem funciona como um sistema Lego: as peças se encaixam umas nas outras até fechar a parede.
A simplicidade muda quem pode trabalhar na obra. A própria cliente montou e preencheu as paredes com orientação da arquiteta, num exemplo de economia criativa, ecológica, sustentável e prática, conforme a reportagem de Carol Reghim descreve. Para a arquiteta, o ganho final é humano: obra longa, de 1 ano ou mais, desgasta o proprietário e a equipe, e uma obra rápida corta esse estresse pela raiz.
Onde a casa de isopor pode ser aplicada
O alcance do sistema vai além da moradia. Segundo a reportagem de Carol Reghim, além das residências, a aplicação pode ser feita em outras construções, como empresas, clínicas e escritórios, qualquer projeto que se beneficie de prazo curto, obra limpa e conforto térmico.
O pano de fundo é a evolução constante do setor. A construção civil passa por transformações contínuas, e as novas tecnologias estão sempre presentes, conforme a reportagem de Carol Reghim contextualiza. A casa de isopor de Araçatuba entra nessa onda com uma vantagem rara: nasceu, é fabricada e é montada inteirinha na mesma região que pretende refrescar.
Vale desfazer o preconceito mais comum contra o material. O EPS usado nas paredes é composto quase inteiramente de ar aprisionado em células fechadas, e é justamente essa estrutura que o torna um dos isolantes térmicos mais eficientes e leves do mercado, um fato conhecido de qualquer engenheiro. Dentro do sistema patenteado, ele nunca trabalha sozinho: o esqueleto de concreto armado responde pela resistência, e a placa branca responde pelo conforto. A dupla explica como uma parede que pesa uma fração da alvenaria segura casa, clínica e escritório com folga de norma.
A reportagem mostra as placas, a montagem tipo Lego, os clientes e a explicação da arquiteta sobre o sistema patenteado.
A casa de isopor de Araçatuba prova que inovação de construção não precisa nascer em laboratório de metrópole: às vezes ela nasce do calor do interior e de uma arquiteta que decidiu resolver o próprio incômodo. Conta pra gente nos comentários: tu morarias numa casa de parede de isopor?

