Arqueólogos da Universidade de Gdańsk localizaram a posição original de Dąbrówno, na antiga Floresta de Galinda, e revelaram vestígios urbanos, cemitério medieval, sinais de incêndio, forja e mais de 500 artefatos entre os séculos XIV e XV
Arqueólogos da Universidade de Gdańsk localizaram a posição original de Dąbrówno, uma cidade medieval perdida no norte da Polônia, e identificaram vestígios do antigo assentamento, revelando novos dados sobre a formação urbana inicial da região e sobre mudanças posteriores no núcleo habitado.
Localização do assentamento
A cidade medieval foi encontrada em um planalto abaixo de Zamkowa Góra, perto do Lago Dąbrowa Mała, na antiga Floresta de Galinda.
Levantamentos geofísicos mostraram um traçado urbano organizado, com edifícios distribuídos em duas fileiras e uma praça de mercado central, elementos associados ao planejamento medieval.
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As anomalias magnéticas detectadas sob a superfície permitiram delinear a estrutura da cidade medieval sem a necessidade de grandes escavações no terreno.

Mudança e abandono
Os pesquisadores apontam que o assentamento parece ter sido transferido de lugar em algum momento, deixando para trás a área que passou a ser chamada de Stare Miasto, ou Cidade Velha.
As razões e o período exato dessa mudança ainda não foram definidos. Mesmo assim, casos parecidos já foram observados em outros assentamentos medievais abandonados.
A equipe também identificou semelhanças entre Dąbrówno e Barczewko, outro sítio antigo estudado anteriormente pelos mesmos arqueólogos.
Organização urbana e nome histórico
A disposição espacial dos dois locais e a adaptação ao relevo indicam princípios de planejamento compartilhados entre os assentamentos.
Os pesquisadores relacionaram o nome histórico Dąbrowna, ou Ilgenburg, à palavra prussiana ilgis, que significa “longo”, possivelmente em referência ao formato alongado das fortificações.
Registros históricos indicam que Dąbrówno foi destruída em 1410 pelas forças de Ladislau II Jagelão, antes da Batalha de Grunwald.
A cidade medieval, porém, tem origens anteriores, ligadas à expansão da Ordem Teutônica, e recebeu direitos oficiais em 1326, provavelmente nesse mesmo local.
Artefatos e destruição
As escavações encontraram mais de 500 artefatos datados de meados do século XIV ao início do século XV, entre eles armamentos, equipamentos equestres e cerâmica.
Vestígios de uma forja apontam atividade produtiva local. Restos queimados de construções de madeira indicam que o assentamento foi destruído por um incêndio.
A madeira recuperada foi datdaa do final do século XIII ou início do século XIV, reforçando a antiguidade da ocupação.
Cemitério medieval e geofísica
Os arqueólogos também localizaram um cemitério medieval, com um esqueleto enterrado conforme costumes cristãos e fragmentos de cerâmica.
O ponto do sepultamento sugere a proximidade de uma igreja e reflete a coexistênica entre colonos e populações prussianas nativas convertidas.
Para os pesquisadores, técnicas não invasivas, especialmente a geofísica, impulsionam novas descobertas e transformam esses sítios em cápsulas do tempo da vida urbana medieval.
Com informações de Heritagedaily.

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