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Arco colossal de 36 mil toneladas em chernobyl marca avanço histórico — tecnologia inédita foi capaz de conter vazamento nuclear histórico

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 10/04/2026 às 17:39
Arco de contenção de aço inox cobrindo reator nuclear em Chernobyl com estrutura gigante e área industrial ao redor
Estrutura de contenção construída sobre o reator de Chernobyl mostra o arco metálico projetado para reduzir vazamentos de radiação desde 2016
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Barreira gigante com aço inox, isolamento rochoso e sistema deslizante foi projetada para reduzir drasticamente a radiação liberada desde o acidente de 1986

Uma das maiores operações de engenharia já realizadas em ambiente nuclear extremo foi concluída em Chernobyl, na Ucrânia.

Engenheiros de cerca de 40 países participaram da construção do maior domo de contenção móvel do planeta, projetado para cobrir o reator da unidade quatro, destruído em 26 de abril de 1986, conforme registros da Agência Internacional de Energia Atômica.

Desde então, equipes atuam continuamente na remoção de materiais radioativos e no monitoramento da estrutura, em um esforço global para conter os efeitos do acidente que expôs mais de meio milhão de pessoas à radiação.

Dimensões gigantescas marcam a estrutura nuclear

Inicialmente, cada etapa da construção exigiu operações complexas, com guindastes levando dias para posicionar partes do arco.

Além disso, a estrutura atingiu uma altura equivalente a um prédio de 35 andares, enquanto sua largura foi comparável à de um porta-aviões.

Consequentemente, o revestimento externo cobre aproximadamente 84 mil metros quadrados, formando uma barreira robusta contra a radiação.

Por isso, o projeto passou a ser considerado um dos maiores desafios estruturais já executados em ambiente contaminado.

Estrutura de contenção em Chernobyl vista de outro ângulo revela o arco metálico de 36 mil toneladas já posicionado sobre o reator, destacando a escala do projeto e o complexo industrial ao redor responsável pelo controle da radiação desde 2016

Materiais avançados garantem isolamento e resistência

Primeiramente, o exterior do arco foi construído com aço inoxidável, material escolhido por sua resistência à corrosão e durabilidade.

Além disso, no interior, uma camada de rocha atua como isolamento, reforçando a contenção da radiação.

Enquanto isso, o teto completa o sistema, formando um composto estrutural altamente complexo.

Assim, essa combinação foi projetada para reduzir drasticamente qualquer vazamento radioativo ao longo do tempo.

Histórico do acidente reforça urgência da contenção

Anteriormente, na madrugada de 1986, por volta de 1h30, uma explosão destruiu o reator nuclear, dando início a um dos maiores desastres da história.

Na sequência, moradores da cidade de Pripyat foram evacuados às pressas e nunca retornaram, conforme relatos históricos.

Além disso, a região permanece inabitável, com estimativas indicando que poderá continuar assim por até 20 mil anos.

Portanto, a instalação da nova estrutura buscou evitar que áreas mais amplas enfrentassem consequências semelhantes.

Estrutura foi projetada para resistir a eventos extremos

Por outro lado, o domo foi projetado para suportar incêndios intensos, terremotos de magnitude 6.0 e tornados de classe 3.

Ainda assim, o maior desafio esteve na fase de posicionamento da estrutura sobre o reator.

Inicialmente, o arco permaneceu a cerca de 300 metros do local final antes de ser deslocado.

Sistema inovador permitiu mover 36 mil toneladas

Entretanto, devido ao peso total de 36 mil toneladas — cerca de seis vezes o peso da Torre Eiffel — o uso de rodas foi descartado.

Dessa forma, engenheiros desenvolveram uma solução inédita para viabilizar o movimento.

Assim, a estrutura foi deslocada sobre 116 bases de aço, que deslizaram sobre painéis de teflon, material conhecido por sua baixa fricção.

Além disso, esse mesmo material é utilizado em superfícies antiaderentes, o que facilitou o deslizamento controlado do arco.

Enquanto isso, equipes especializadas acompanharam cada etapa, garantindo precisão durante o deslocamento.

Operação consolidou um marco na contenção nuclear

Por fim, o arco foi posicionado diretamente sobre o reator e o antigo sarcófago, concluindo uma das etapas mais críticas do projeto em 2016.

Consequentemente, tornou-se possível avançar na retirada de materiais radioativos acumulados desde 1986.

Assim, a estrutura passou a reduzir significativamente os riscos ambientais associados ao local.

Portanto, essa operação representa um dos maiores feitos da engenharia moderna em ambientes extremos, conforme relatado por equipes internacionais envolvidas no projeto .

Diante desse cenário, mesmo com a contenção já em funcionamento desde 2016, será que a estrutura será suficiente para manter o controle da radiação ao longo de milhares de anos?

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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