O Aqua Summit, entre 26 e 28 de novembro em Palmas (TO), reunirá especialistas e instituições para fortalecer a aquicultura no Brasil com foco em inovação, políticas públicas e sustentabilidade
A aquicultura no Brasil ganha um novo espaço de destaque com a realização do Aqua Summit, que ocorrerá entre os dias 26 e 28 de novembro, em Palmas, capital do Tocantins, segundo uma matéria publicada
O encontro pretende reunir produtores, pesquisadores, investidores e representantes do poder público para discutir o futuro do setor e consolidar o país como referência em produção sustentável de pescados.
O evento é uma parceria entre a Secretaria da Pesca e Aquicultura do Tocantins (Sepea), a Embrapa Pesca e Aquicultura e a empresa Holus Comunicação.
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A programação terá início na noite do dia 26 de novembro, com abertura no auditório do Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos.
As atividades de 27 de novembro ocuparão o mesmo espaço, enquanto a manhã do dia 28 será dedicada a visitas técnicas à sede da Embrapa Pesca e Aquicultura.
Segundo os organizadores, a proposta é criar um ambiente de integração e conhecimento, favorecendo a troca de experiências entre os diferentes elos da cadeia produtiva da aquicultura.
Sustentabilidade e inovação tecnológica impulsionam a cadeia produtiva
O secretário-executivo da Sepea, Roberto Sahium, destacou que o Aqua Summit será uma oportunidade de consolidar a aquicultura no Brasil como um setor estratégico para o desenvolvimento sustentável.
Ele ressalta que o Tocantins possui vantagens competitivas, como recursos hídricos abundantes, clima favorável e localização central, mas ainda precisa avançar em inovação e capacitação.
“O evento cria um espaço essencial para conectar produtores, pesquisadores e investidores, ampliando o conhecimento técnico e atraindo novos investimentos”, observou.
A chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Danielle de Bem Luiz, acrescenta que o encontro reflete a missão da Embrapa em unir ciência e prática.
Ao aproximar produtores, indústrias e formuladores de políticas, a instituição busca fortalecer o elo entre conhecimento e aplicação, promovendo segurança alimentar e geração de renda.
Essa sinergia entre pesquisa e mercado tem se mostrado fundamental para o avanço da sustentabilidade e da competitividade da aquicultura no Brasil.
Políticas públicas e capacitação fortalecem o setor produtivo
Desde a criação da Sepea, em 2023, o Tocantins tem promovido uma série de ações para aprimorar a gestão e a expansão da aquicultura no Brasil, com foco no produtor local.
Roberto Sahium destacou medidas de desburocratização e regularização, simplificando processos de licenciamento e cessão de áreas aquícolas.
Essas ações têm garantido mais agilidade e segurança jurídica para novos empreendimentos.
Outro destaque é o fortalecimento de parcerias com instituições de pesquisa, como a Embrapa e o Ruraltins (Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins), para levar assistência técnica, tecnologia e capacitação às comunidades aquícolas.
Segundo Sahium, essas iniciativas criam as bases para práticas produtivas mais sustentáveis e rentáveis.
Em 2024, também entrou em vigor a Lei nº 4.508, que instituiu o Programa Trilha da Pesca e Aquicultura.
O projeto já conta com Termos de Cooperação firmados com 14 municípios tocantinenses, sendo que 11 deles possuem minutas de políticas municipais de pesca e aquicultura em tramitação nas câmaras locais.
O diretor de Desenvolvimento da Aquicultura da Sepea, Thiago Tardivo, ressalta que a medida integra esforços regionais e reforça o protagonismo do estado no cenário nacional.
Produção, dados e perspectivas para o crescimento nacional
Atualmente, o Tocantins ocupa a 17ª posição entre os estados produtores do país, com 18.100 toneladas de peixes registradas no último ano, volume composto principalmente por tambaqui.
Em 2023, foram 17.556 toneladas e, em 2022, 17.350 toneladas, segundo o Anuário da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).
O Paraná lidera o ranking nacional, com mais de 250.300 toneladas produzidas em 2024.
Esses números indicam que há espaço para o crescimento da aquicultura no Brasil, especialmente em regiões como o Tocantins, que possui potencial para integrar os pilares ambiental, econômico e social da sustentabilidade.
Ao sediar o Aqua Summit, o estado se coloca como referência na discussão sobre inovação, tecnologia e políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor.
Com a presença de representantes governamentais, instituições de pesquisa e empreendedores, o evento deve marcar um novo capítulo para a cadeia produtiva, destacando o papel da ciência e da cooperação entre os setores público e privado na consolidação de uma aquicultura moderna e sustentável no país.
