Brasileiro de 68 anos conquista o Monte Everest após 18 anos de preparação, enfrenta ventos acima de 100 km/h, temperaturas de -50°C e completa o desafio dos sete cumes
Aconteceu em 2022, mas vale a pena recordar esse feito incrível. Aos 68 anos, o paranaense Joel tornou-se o brasileiro mais velho a alcançar o cume do Monte Everest, no Nepal, após 18 anos de preparação, três tentativas anteriores e enfrentando ventos superiores a 100 km/h e temperaturas de -50°C.
“Sete horas da manhã no Nepal. Essa é a parte mais difícil da escalada em direção ao cume do Everest, que não dá para ser visto do campo base”, relatou Joel na ocasião, durante a subida ao Monte Everest, considerada a etapa mais desafiadora do trajeto final.
Até os 50 anos, ele levava uma vida sedentária. A decisão de mudar a rotina marcou o início de um processo que durou quase duas décadas até alcançar o ponto mais alto do planeta. A preparação exigiu disciplina contínua e adaptação física progressiva.
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Monte Everest exige resistência física e adaptação ao ar rarefeito
A escalada é considerada perigosa. Há registros de mais de 300 mortes no percurso até o topo do Monte Everest. Joel enfrentou rajadas superiores a 100 quilômetros por hora e temperaturas que chegaram a -50°C.
O ar rarefeito impõe pausas frequentes durante a subida para permitir que o corpo se adapte às condições extremas.
A progressão ocorre de forma lenta e controlada, respeitando os limites físicos impostos pela altitude.
Joel realizou três tentativas anteriores antes de alcançar o cume. O processo exigiu construção gradual de resistência muscular e cardiovascular, além de preparo psicológico para suportar o ambiente hostil.
Rotina de treinos começou antes das 6h da manhã
A disciplina marcou a preparação. Segundo Renato Ramalho, dono da academia onde Joel treinava, ele era o único atleta com a chave do local. A academia abre às 6h, mas muitas vezes Joel chegava às 4h30.
O treinamento constante foi determinante para a tentativa no Monte Everest. A transformação física começou após os 50 anos e se estendeu por 18 anos até a conquista do cume.
O alpinista Valdemar Niclevicz, primeiro brasileiro a chegar ao topo do Everest em 1995, aos 29 anos, destacou que ninguém escala a montanha do dia para a noite. Segundo ele, é um processo de construção física e mental.
Família acompanhou a subida a mais de 15 mil quilômetros
Em Curitiba, a mais de 15 mil quilômetros de distância do Nepal, a família acompanhava a expedição por meio de um localizador. O sinal, no entanto, falhava com frequência, aumentando a apreensão.
Daniel Kriger, filho de Joel, relatou que a comunicação podia ficar interrompida por até cinco dias. A tensão crescia principalmente nos momentos finais da tentativa de alcançar o cume do Monte Everest.
Ele descreveu o período como difícil tanto para quem sobe quanto para quem aguarda notícias à distância. A incerteza sobre o desfecho mantinha todos em alerta constante.
Conquista completa o desafio dos sete cumes
Com a chegada ao topo do Monte Everest, Joel concluiu o desafio conhecido como sete cumes, que consiste em escalar os pontos mais altos de cada continente.
A lista inclui o Monte Denali, na América do Norte, o Aconcágua, na América do Sul, o Maciço Vison, na Antártica, o Kilimanjaro, na África, o Elbrus, na Europa, e o Carstensz, na Oceania.
Joel afirmou que seu objetivo era conquistar os sete cumes. Ele retornou logo após o feito ao Brasil na. Do netinho, ganhou um novo apelido após a conquista: “Homem-Aranha”.
Com informações de G1.

