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Aos 60 anos, enfermeira recebeu diagnóstico de câncer de ovário avançado no fígado e pulmões e acreditou que teria apenas um ano de vida, mas cirurgia de 12 horas com quimioterapia HIPEC aquecida a 42°C mudou o cenário e a deixou sem tumores visíveis

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 18/09/2026 às 23:30 Atualizado em 18/09/2026 às 23:31
Equipe médica realiza cirurgia em centro cirúrgico, imagem ilustrativa do procedimento associado ao tratamento HIPEC para câncer de ovário.
Imagem ilustrativa de equipe médica durante cirurgia. No caso de Caroline Ainslie, uma operação de 12 horas foi seguida pela aplicação da HIPEC, com quimioterapia aquecida a 42°C.
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Caroline Ainslie respondeu à quimioterapia, passou por cirurgia de 12 horas e recebeu HIPEC, tratamento que circulou quimioterapia aquecida a 42°C pelo abdômen durante 90 minutos.

Em março de 2026, Caroline Ainslie, de 60 anos, recebeu o diagnóstico de câncer de ovário avançado, com doença presente no ovário, fígado e pulmões. Ex-chefe divisional de enfermagem do University Hospital Southampton, no Reino Unido, ela acreditou que poderia ter apenas mais um ano de vida. O quadro era considerado inicialmente inoperável, e o tratamento começou com quimioterapia convencional.

O cenário mudou depois de três ciclos. Caroline apresentou uma resposta positiva ao tratamento, abrindo caminho para uma possibilidade antes descartada: uma cirurgia extensa para retirar os tumores visíveis. O procedimento durou aproximadamente 12 horas e foi seguido pela HIPEC, quimioterapia intraperitoneal hipertérmica, aplicada diretamente dentro do abdômen.

Diagnóstico de câncer de ovário avançado fez Caroline acreditar que morreria em apenas um ano

A descoberta da doença aconteceu em março de 2026, quando os exames identificaram câncer no ovário, fígado e pulmões. Segundo relato divulgado pelo University Hospital Southampton, Caroline descreveu aquele momento como devastador e chegou a acreditar que morreria dentro de um ano. A antiga enfermeira conhecia bem o ambiente hospitalar, pois havia trabalhado no próprio UHS como chefe divisional de enfermagem.

O câncer era considerado inicialmente inoperável, por isso os médicos começaram o tratamento com três ciclos de quimioterapia. A resposta de Caroline foi suficientemente positiva para reduzir a doença e permitir que a equipe reconsiderasse a cirurgia. Essa mudança transformou um tratamento inicialmente direcionado à extensão da vida em uma oportunidade de remover cirurgicamente os tumores visíveis.

Resposta à quimioterapia abriu caminho para cirurgia que inicialmente não era considerada possível

A redução da doença após os primeiros ciclos permitiu que Caroline fosse selecionada para uma operação de grande porte. O procedimento aconteceu no University Hospital Southampton e durou cerca de 12 horas, período no qual os cirurgiões trabalharam para retirar todos os sinais visíveis do câncer.

A cirurgia, porém, representava apenas uma parte da estratégia. Depois da remoção dos tumores, os médicos utilizaram a HIPEC para tentar atingir células cancerígenas microscópicas que poderiam permanecer dentro da cavidade abdominal. A técnica combinou, portanto, a retirada cirúrgica da doença visível com a aplicação localizada de quimioterapia aquecida.

HIPEC circulou quimioterapia aquecida a 42°C pelo abdômen durante 90 minutos

O tratamento utilizado em Caroline funciona de maneira diferente da quimioterapia intravenosa convencional. Segundo o ginecologista oncológico David Constable-Phelps, após a conclusão da cirurgia, uma solução contendo quimioterapia foi colocada diretamente dentro do abdômen da paciente.

A solução foi aquecida a 42°C e circulou pela cavidade abdominal durante 90 minutos com uma máquina de HIPEC. O objetivo era alcançar células cancerígenas microscópicas que não podiam ser identificadas a olho nu depois da retirada dos tumores. O aquecimento integra o próprio método e permite que a quimioterapia seja administrada diretamente na região tratada.

Cirurgia de 12 horas deixou Caroline sem evidência visível de câncer naquele momento

O resultado da operação marcou uma mudança profunda no quadro apresentado meses antes. Em comunicado divulgado em 10 de setembro de 2026, o University Hospital Southampton informou que Caroline estava sem evidência visível de câncer naquele momento. A paciente que havia iniciado o tratamento acreditando ter apenas um ano de vida agora enfrentava uma realidade muito diferente.

Isso, contudo, não significa que o acompanhamento tenha terminado. Caroline ainda deverá receber duas rodadas adicionais de quimioterapia intravenosa e continuará sendo monitorada pela equipe médica. A descrição de ausência de doença visível se refere, portanto, à situação informada pelo hospital naquele momento, sem representar uma garantia definitiva de cura.

University Hospital Southampton começou a utilizar HIPEC em 2022 e chegou ao 50º procedimento

O tratamento de Caroline faz parte de um serviço relativamente recente do University Hospital Southampton. A instituição implantou a HIPEC em 2022 e, em setembro de 2026, informou ter realizado seu 50º procedimento em pacientes com diferentes tipos de câncer.

Embora o caso de Caroline envolva câncer de ovário, a HIPEC também pode ser utilizada em pacientes selecionados com outros tumores disseminados dentro do abdômen, incluindo determinados cânceres de intestino e apêndice. A implantação do serviço recebeu financiamento da PLANETS Cancer Charity, organização beneficente sediada em Hampshire.

Caroline reservou viagem de esqui meses depois de acreditar que tinha pouco tempo de vida

A recuperação também permitiu que Caroline retomasse planos pessoais que pareciam distantes quando recebeu o diagnóstico. Depois de saber que estava sem tumores visíveis, a antiga enfermeira reservou férias de esqui para o ano seguinte, algo que dificilmente imaginava fazer quando acreditava que morreria dentro de um ano.

Caroline afirmou esperar que sua experiência ajude outras pessoas a entender que um diagnóstico de câncer não representa necessariamente o fim da vida. Sua própria trajetória passou por uma transformação em poucos meses: começou com um câncer avançado considerado inicialmente inoperável e chegou a uma cirurgia extensa depois da resposta à quimioterapia.

Caso de Caroline mostra como resposta inicial ao tratamento pode alterar possibilidades terapêuticas

A história de Caroline chama atenção justamente pela sequência dos acontecimentos. O diagnóstico ocorreu em março de 2026, quando a doença já estava presente no ovário, fígado e pulmões. Os primeiros ciclos de quimioterapia reduziram o câncer, a cirurgia tornou-se possível e a HIPEC foi aplicada após a retirada dos tumores visíveis.

Meses depois, o University Hospital Southampton informou que não havia evidência visível de câncer naquele momento, embora Caroline ainda precisasse concluir etapas adicionais do tratamento. A trajetória reúne, assim, diagnóstico avançado, resposta à quimioterapia, cirurgia de 12 horas e uso da HIPEC em um mesmo caso, sem transformar um resultado individual em promessa para outros pacientes.

O que mais chama sua atenção no caso de Caroline: a resposta à quimioterapia que tornou a cirurgia possível ou o uso da HIPEC aquecida a 42°C após a retirada dos tumores? Você acredita que avanços como esse podem transformar o tratamento do câncer no futuro? Deixe sua opinião!

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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