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Aos 37 anos, o brasileiro Moysés Bezerra da Rocha Gonçalves perdeu a vida em combate na linha de frente da guerra na Ucrânia, em uma morte que a família confirmou, teria ocorrido em 28 de maio e será sepultada longe de casa

Publicado em 10/06/2026 às 15:12
Atualizado em 10/06/2026 às 15:16
Brasileiro Moysés Bezerra, de Itajubá, morre em combate na guerra da Ucrânia; família aguarda atestado e posição do Itamaraty sobre o caso.
Brasileiro Moysés Bezerra, de Itajubá, morre em combate na guerra da Ucrânia; família aguarda atestado e posição do Itamaraty sobre o caso.
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Na linha de frente do conflito, o brasileiro estava entre os ao menos 53 conterrâneos vitimados na guerra desde 2022, segundo o iG. A família aguarda o atestado de óbito e um pronunciamento do Itamaraty sobre as circunstâncias, e o sepultamento deve ocorrer na Ucrânia, longe de Itajubá.

Mais um brasileiro morreu em combate na guerra da Ucrânia. A vítima é Moysés Bezerra da Rocha Gonçalves, de 37 anos, natural de Itajubá, no Sul de Minas Gerais, e a morte foi confirmada pela família. Segundo os familiares, o brasileiro estava na linha de frente do conflito e teria morrido no dia 28 de maio.

Ainda de acordo com a família, eles aguardam a emissão do atestado de óbito e um pronunciamento oficial do Itamaraty sobre as circunstâncias da morte. Por causa da distância, do tempo decorrido e da burocracia, o sepultamento deve ocorrer na Ucrânia, mas parentes e amigos se reuniram em um culto em Itajubá, no último sábado, dia 6 de junho, para uma despedida simbólica. O caso se soma ao de outros brasileiros vitimados na guerra desde fevereiro de 2022.

Quem era o brasileiro morto na Ucrânia

O brasileiro morto era Moysés Bezerra da Rocha Gonçalves, de 37 anos, natural de Itajubá, cidade do interior de Minas Gerais. Segundo a reportagem do iG, a morte foi confirmada pela família e teria ocorrido em 28 de maio, quando ele estava na linha de frente do conflito na Ucrânia. Os familiares afirmam aguardar o atestado de óbito e um posicionamento oficial do Itamaraty sobre o que aconteceu.

Até a publicação da reportagem, o brasileiro ainda não tinha as circunstâncias da morte esclarecidas pelas autoridades. De acordo com o iG, o Itamaraty foi procurado para dar mais detalhes, mas não houve retorno até o fechamento do material. A ausência de uma confirmação formal deixa a família na espera por respostas.

A despedida em Itajubá e o sepultamento na Ucrânia

Mesmo com a morte do brasileiro longe de casa, a família encontrou uma forma de se despedir. Parentes e amigos se reuniram para um culto em Itajubá no último sábado, dia 6 de junho, em uma despedida simbólica, já que o corpo não está no Brasil. O gesto reuniu a comunidade em torno da memória de Moysés.

Segundo o iG, o sepultamento do brasileiro deve ser realizado na própria Ucrânia. A decisão é atribuída à distância, ao tempo transcorrido desde o ocorrido e à burocracia envolvida no traslado de corpos em meio a uma guerra. Esse tipo de obstáculo é comum nas situações que envolvem mortes de estrangeiros em zonas de conflito.

Os números que não batem entre iG e Itamaraty

O caso do brasileiro se insere em um cenário de números divergentes sobre as vítimas na guerra. Segundo levantamento do iG, até o início de 2026, a guerra na Ucrânia havia feito ao menos 53 vítimas brasileiras desde o começo do conflito, em fevereiro de 2022, sendo 30 mortos e 23 desaparecidos. Esses dados foram reunidos a partir de entrevistas com familiares e amigos, análise de redes sociais e consulta a outras reportagens.

Já os números oficiais do Itamaraty apontam um quadro diferente do levantado pela imprensa. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, até o início deste ano, 17 brasileiros tiveram a morte confirmada e outros 41 permanecem oficialmente desaparecidos. A pasta considera apenas os casos comunicados às autoridades, o que não encerra as incertezas das famílias, muitas vezes diante de informações desencontradas e da falta de confirmações formais.

O peso da guerra além das vítimas brasileiras

Para além das vítimas brasileiras, as estimativas internacionais apontam números muito maiores de mortos no conflito. Segundo o jornal The New York Times, autoridades dos Estados Unidos calculam que cerca de 120 mil pessoas tenham morrido do lado da Rússia, número bem superior ao da Ucrânia, onde aproximadamente 70 mil mortes teriam sido contabilizadas. Os dados ajudam a dimensionar a escala da guerra em que o brasileiro foi morto.

No caso específico dos brasileiros, o iG informa ter reunido os nomes dos 30 mortos e dos 23 desaparecidos. Em um dos registros, a identificação foi mantida fictícia a pedido da família, que preferiu não ter o nome real citado, detalhe que mostra o cuidado com pessoas enlutadas. A reportagem afirma ainda ter procurado a Embaixada da Ucrânia no Brasil, sem obter retorno até a publicação.

A morte do brasileiro Moysés Bezerra da Rocha Gonçalves recoloca em evidência a presença de brasileiros em uma guerra distante e os riscos que ela representa. Entre a dor das famílias, a espera por confirmações oficiais e a divergência nos números, o caso expõe as incertezas que cercam quem decide ir para a linha de frente do conflito. Por enquanto, restam o luto em Itajubá e as perguntas ainda sem resposta.

E você, o que pensa sobre brasileiros que vão lutar em guerras no exterior? Comente sua opinião, com respeito às diferentes visões e à memória das vítimas.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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