Após diagnóstico que mudou sua carreira, Mathieu Rihet abandona medicina, cria Novoflow com IA para clínicas e atrai investimento milionário
Aos 19 anos, Mathieu Rihet projetava uma carreira na medicina. O objetivo era tornar-se cirurgião cardiotorácico, profissão que exige precisão extrema. O diagnóstico de tremor essencial, porém, alterou completamente esse plano.
A condição neurológica, marcada por movimentos involuntários, trouxe dúvidas sobre o futuro em uma área tão delicada.
Em vez de insistir em um caminho que poderia se tornar inviável, Rihet decidiu redesenhar a própria história e apostar no empreendedorismo.
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Os jovens: Uma conexão improvável que virou sociedade
O ponto de virada ocorreu durante o segundo ano na Universidade Emory. Em meio à rotina acadêmica, Rihet encontrou no LinkedIn uma publicação de Georges Casassovici, então com 18 anos e ainda no ensino médio.
O estudante procurava um cofundador sem formação técnica para tirar uma ideia do papel. A aproximação começou no ambiente digital, em conversas sobre produto, visão de mercado e ambições de longo prazo.
O que era apenas troca de mensagens evoluiu para uma parceria estruturada.

Validação externa e decisão arriscada após abandonar medicina
A sociedade ganhou musculatura quando ambos foram aceitos na turma de primavera de 2025 da Y Combinator.
A aprovação na aceleradora funcionou como chancela relevante e incentivo decisivo. Diante da oportunidade, os dois optaram por abandonar a faculdade e dedicar-se integralmente à startup nascente.
A escolha, cercada de incertezas, refletia a convicção de que o projeto tinha potencial real.
Novoflow e a proposta dos jovens de reduzir gargalos
Nascia ali a Novoflow, startup voltada ao desenvolvimento de agentes de inteligência artificial para clínicas médicas. A inspiração veio das experiências pessoais de Rihet atuando como tradutora médica.
Ao vivenciar o cotidiano do sistema de saúde, ela observou gargalos operacionais, retrabalho administrativo e falhas na integração entre registros eletrônicos.
Situações rotineiras, mas capazes de impactar custos, tempo e qualidade do atendimento. A empresa passou a mirar justamente essas ineficiências.
Hoje, Rihet e Casassovici estão em São Francisco, onde estruturam a operação em um espaço que combina trabalho e moradia. O modelo busca reduzir despesas e acelerar decisões estratégicas.
O produto utiliza IA para automatizar tarefas administrativas e conectar sistemas distintos de prontuários eletrônicos, começando por funções críticas como recuperação de cancelamentos e agendamento de consultas.
Investimento e próximos passos
O mercado reagiu de forma positiva. A Novoflow levantou US$ 3,1 milhões em financiamento, em rodada liderada pelo investidor-anjo Justin Hamilton, com participação da N1 Ventures, Multifaceted Capital e Standard Partners Fund.
O aporte será destinado à expansão da equipe e ao aprimoramento tecnológico. Atualmente, a startup conta com um engenheiro fundador júnior e um executivo de contas.
A meta é contratar mais dois engenheiros e reforçar a frente comercial com outro executivo de vendas.
Apesar de ter deixado a universidade para empreender, Casassovici ainda concluiu o curso ao aderir ao sistema de aprovação/reprovação. Já Rihet afirma não ter planos de retorno.
Sua visão é de que a IA poderá assumir toda a gama operacional das clínicas médicas, da faturação ao agendamento e ao cumprimento de prescrições.
Uma aposta ousada, construída a partir de desafios pessoais e da vivência direta com problemas concretos do setor de saúde.
Com informações de Business Insider.

Duas mesntes brilhantes que tiveram uma idéia certeira. Trocaram a Faculdade pelo Empreendorismo, muito show e que eles continuem ganhando muito dinheiro , sem frescura de vitimismo ou lacração ****. Dois homens raiz, sem frescura e vitimismo.
A manchete também poderia ser “Jovens desistem de medicina para seguir sua real vocação/sonho”
Que é o mais provável na maioria das vezes. Já está chegando o momento em que a galera pensa “vale a pena toda a dor de cabeça, responsabilidade, má qualidade de vida, intrometidos no meio da carreira apenas por ganhar dinheiro?”
Apenas só é um início de mudança de mentalidade, oxalá que isso aumente em proporção. Não precisamos de mais médicos, precisamos de mais ordem e diversidade!
Como medico, posso te garantir que 1 ou 2 anos como aluno de medicina não são suficientes para encontrar gargalos num sistema tão complexo. Ainda mais considerando que eles estavam fazendo em um sistema de saude diferente do sus.
O que essa notícia descreve me parece nada menos do que mais uma demonstração de elitismo e concentração crescente de renda, enquanto a pobreza cresce em velocidade semelhante.
Você tem razão uma pessoa comum não mas uma inteligência artificial acharia esse gargalo em apenas alguns minutos.
Não necessita cursar medicina para saber os gargalos do sistema, não é algo específico da profissão e sim do sistema que gerencia clínicas, está mais voltado pra área de informática e gestão. Contudo, não é algo inédito, há outros sistemas similares desenvolvidos e em desenvolvimento…mais um player no mercado. Não é algo que mereceria este destaque dados na reportagem.
Tu te deu conta que nos EUA não tem SUS? Médico não sabe nada o que o paciente passa até conseguir uma consulta! Os moços estão certos,tem que agilizar pra não morrer esperando,mesmo pagando particular!