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Aos 111 anos, dona Sebastiana segue morando sozinha no Jardim Ângela, recebe acompanhamento da UBS em casa e virou um retrato raro de autonomia em São Paulo

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 11/02/2026 às 14:13
Atualizado em 12/02/2026 às 20:40
Aos 111 anos, dona Sebastiana mora sozinha no Jardim Ângela e recebe visitas da UBS, tornando-se símbolo de longevidade e autonomia em São Paulo.
Aos 111 anos, dona Sebastiana mora sozinha no Jardim Ângela e recebe visitas da UBS, tornando-se símbolo de longevidade e autonomia em São Paulo.
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Longevidade no Jardim Ângela cruza rotina independente e visitas quinzenais da UBS, em um acompanhamento que combina prevenção, atendimento domiciliar e vínculo antigo com a rede pública de saúde em São Paulo, enquanto a Prefeitura descreve o cuidado com “superidosos” e registra detalhes familiares, avaliação de fragilidade e atuação da Estratégia Saúde da Família.

Aos 111 anos, Sebastiana Xavier de Andrade segue morando sozinha no Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo, mesmo com acompanhamento domiciliar regular feito por equipes da UBS Jardim Herculano e da Estratégia Saúde da Família, segundo registro institucional da Prefeitura.

A situação aparece em uma publicação oficial que descreve o atendimento a “superidosos” na rede municipal, categoria usada para pacientes com mais de 90 anos, e cita Sebastiana como um caso que combina longevidade, assistência em casa e manutenção da própria rotina.

No mesmo material, a Secretaria Municipal da Saúde informa que Sebastiana e outra moradora do bairro, Julita Alves dos Santos, de 110 anos, recebem visitas quinzenais, com suporte multiprofissional, enquanto permanecem vinculadas à unidade desde a inauguração do serviço.

Atendimento domiciliar da UBS Jardim Herculano

Aos 111 anos, dona Sebastiana mora sozinha no Jardim Ângela e recebe visitas da UBS, tornando-se símbolo de longevidade e autonomia em São Paulo.
Aos 111 anos, dona Sebastiana mora sozinha no Jardim Ângela e recebe visitas da UBS, tornando-se símbolo de longevidade e autonomia em São Paulo.

Embora o cuidado aconteça dentro de casa, a publicação ressalta que o atendimento não substitui a condução do dia a dia por terceiros, e sim se soma a uma rotina que segue organizada no próprio endereço, com visitas programadas e monitoramento periódico.

Na prática, as equipes relatadas incluem profissionais da UBS e da ESF, além de apoio de áreas como serviço social, psicologia, fisioterapia e nutrição, em um modelo que leva procedimentos e consultas para dentro do domicílio quando necessário.

Entre as ações descritas estão vacinação, coleta de exames laboratoriais e consultas de rotina, com a participação das agentes comunitárias de saúde, que fazem a ponte entre as casas do território e o acompanhamento dentro da unidade.

Longevidade média no Jardim Ângela e o contraste com 111 anos

O retrato de Sebastiana ganha peso quando o texto oficial apresenta um dado de contexto sobre a região: de acordo com o Pro-Aim/Ceinfo, a longevidade média no Jardim Ângela é de 61,5 anos, muito abaixo do que ela já ultrapassou.

Ainda segundo a mesma fonte municipal, a diferença entre a média local e a idade das duas moradoras passa de cinco décadas, contraste usado para dimensionar como esses casos se destacam no próprio entorno, sem sugerir que sejam regra.

População idosa atendida pela UBS na zona sul de São Paulo

Ao detalhar o trabalho da UBS Jardim Herculano, a gerente Laina Ramos afirma que a unidade acompanha cerca de 3.500 pessoas com mais de 60 anos e também uma parcela menor de pacientes muito longevos, incluindo 63 com mais de 90 e quatro com mais de 100.

No relato institucional, a equipe descreve a presença de seis equipes de ESF, além de profissionais multiprofissionais e cirurgiões-dentistas, em um acompanhamento que inclui atenção física e também ações voltadas à saúde mental.

Aos 111 anos, dona Sebastiana mora sozinha no Jardim Ângela e recebe visitas da UBS, tornando-se símbolo de longevidade e autonomia em São Paulo.
Aos 111 anos, dona Sebastiana mora sozinha no Jardim Ângela e recebe visitas da UBS, tornando-se símbolo de longevidade e autonomia em São Paulo.

O assistente social Fábio Correia de Araújo, citado na mesma publicação, atribui ao trabalho com idosos uma experiência de rotina e diz que a unidade oferece, entre outros serviços, fisioterapia e acompanhamento psicológico, sempre dentro do escopo da atenção básica.

Família numerosa e biografia registrada no atendimento

A publicação também traz elementos biográficos de Sebastiana para contextualizar a longevidade sem transformá-la em dado abstrato, registrando que ela teve 11 filhos, todos de parto normal, em casa, e que parte deles já morreu.

No mesmo trecho, o texto diz que a idosa indicou o número quatro com a mão ao falar dos filhos que perdeu e, em seguida, enumerou a família que permanece: 20 netos, mais de 30 bisnetos e cinco tataranetos, conforme o registro municipal.

No recorte dedicado ao Jardim Ângela, a Secretaria afirma que Sebastiana e Julita têm em comum uma vida simples, famílias numerosas, “bom humor” e “doçura”, além de longevidade com “cabeça boa” e “boa saúde”, expressões usadas no texto oficial.

Avaliação multidimensional, idoso pré-frágil e visitas quinzenais

O acompanhamento descrito é apresentado como cuidado contínuo, justamente porque a idade exige prevenção e atenção permanente, mesmo quando há autonomia nas tarefas diárias e manutenção de hábitos que permitem permanecer no próprio endereço.

Conforme a Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa, aplicada pela equipe, Julita aparece como “idoso saudável” e Sebastiana como “idoso pré-frágil”, classificação citada para justificar o formato das visitas quinzenais e o suporte multiprofissional.

Mesmo com essa classificação, a publicação pontua que Sebastiana mora sozinha, e o detalhe funciona como o principal marcador de autonomia no caso, por envolver independência dentro da própria casa, mas com presença periódica da rede de saúde.

Superidosos em São Paulo e acompanhamento na rede municipal

Ao ampliar o panorama, a Prefeitura também cita outros pacientes muito longevos acompanhados pela rede municipal, como Elena Marcelina de Jesus, de 114 anos, atendida em casa por equipe de UBS e por uma unidade de referência voltada à saúde do idoso.

No conjunto, o material aponta que pacientes 90+ já fazem parte da realidade do sistema municipal e usa esses casos para ilustrar como a atenção básica tenta manter vínculos, prevenir agravamentos e organizar o cuidado no território, inclusive para quem não sai mais de casa.

Com base no que a Secretaria descreve sobre Sebastiana, como você avalia a decisão de um idoso muito longevo morar sozinho: um sinal de autonomia preservada ou um risco que exige presença mais constante da família e da rede pública?

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Zezita Belmiro Mendes.
Zezita Belmiro Mendes.
14/02/2026 19:56

Eu conheço uma senhora em nova descoberta no Recife que fez 122 anos dia 7 de janeiro desse ano..já inscrevemos ela no kinibuk.mas até agora não tivermos resposta .

Valdivia ramos
Valdivia ramos
14/02/2026 04:31

O idoso não pode viver sozinho. Dada sua fragilidade, declínio cognitivo e físico.
Um absurdo esse caso!

Valéria Vieira
Valéria Vieira
13/02/2026 18:46

Minha mãe tem 89 anos e trabalha de cozinheira no restaurante da minha irmã, apesar de não ter compromisso de estar presente todos os dias se ela não for entra em depressão, não há qyem tire ela dessa rotina, ela diz que se parar morre! Mora sozinha e limpa o apto tbem, tenho 2 irmãos que moram ao lado e minha irmã busca ela todos os dias para trabalhar de seg a sexta-feira e de domingo faz almoço para os filhos e netos que ela adora!

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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