Aviso do NWS aponta visibilidade mínima nas estradas e risco extra para quem dirige nas primeiras horas do dia.
Uma faixa extensa de neblina radiativa avançou pelo sudeste dos Estados Unidos e deixou a manhã de sexta feira com deslocamento perigoso em vários trechos.
O aviso vale para 78 condados de Georgia, Carolina do Sul e Florida, com visibilidade extremamente baixa em rodovias e vias urbanas.
Apesar do nome, neblina radiativa não tem relação com radiação nuclear e costuma surgir em noites úmidas, com resfriamento do solo e pouco vento.
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O que aconteceu e por que isso chamou atenção
A neblina se deslocou para o sudeste e criou condições ruins de viagem para até cinco milhões de pessoas.
O cenário atinge principalmente quem dirige, já que em muitos pontos a visão pode ficar limitada a um quarto de milha à frente nas primeiras horas do dia.
As áreas mais cobertas incluem o centro, leste e sudeste de Georgia, o centro e sudeste de Carolina do Sul e partes do norte do Panhandle de Florida.
Onde a neblina está mais intensa e quais cidades entram no radar

Algumas das cidades mais impactadas são Augusta e Macon em Georgia, além de Columbia e Charleston em Carolina do Sul.
Imagens de satélite da NOAA mostraram a formação de neblina também em partes de Alabama, Mississippi, Carolina do Norte e Tennessee na madrugada de sexta feira.
Nesses estados, surgiram avisos de inundação ligados ao excesso de umidade e ao deslocamento lento de uma massa de ar úmido.
O que é neblina radiativa e por que recebe esse nome
O termo descreve a neblina que se forma quando o solo perde calor rapidamente durante a noite, sob céu mais limpo e ventos fracos, saturando o ar úmido perto da superfície.
Ela aparece com mais frequência no outono e no inverno, quando as noites são mais longas e o resfriamento fica mais intenso.
O resultado é uma camada baixa e espessa que pode persistir até o sol aquecer o solo ao longo da manhã.
Chuva forte no caminho e prazos das alertas nesta sexta feira
Grandes áreas desses três estados podem registrar mais de cinco polegadas de chuva até sábado.
A maior parte dos avisos de neblina densa em terra deve seguir até pelo menos 10 a. m. ET, com tendência de melhora conforme o sol aquece o solo.
Em áreas costeiras e marítimas, há alertas mais longos até 1 p. m., incluindo águas das costas de Georgia e Carolina do Sul, o porto de Charleston e algumas baías do Panhandle de Florida.
Qualidade do ar e relatos de odor químico na região
A neblina baixa pode reter poluentes locais perto do solo por mais tempo, o que chama atenção em regiões urbanas com tráfego e atividade industrial.
Antes de se dissipar, partículas de fábricas e de escapamentos podem permanecer próximas à superfície por horas, o que pode agravar sintomas em pessoas com asma.
Moradores de Georgia relataram em redes sociais cheiro de produtos químicos e a impressão de resíduos em vidros de carros após passar pela neblina.
Pontos de atenção para quem precisa dirigir
A orientação prática é reduzir a velocidade, usar faróis e manter distância segura do veículo à frente.
O risco aumenta em curvas, pontes, entradas de rodovia e trechos com pista úmida, onde a visibilidade muda rapidamente.
Com chuva prevista e umidade alta, a combinação de neblina radiativa e piso molhado exige atenção redobrada durante toda a manhã.
A ocorrência desta sexta feira coloca Georgia, Carolina do Sul e Florida em alerta para trânsito mais lento e risco maior de incidentes no começo do dia.
Com avisos até 10 a. m. ET em terra e até 1 p. m. em áreas costeiras e marítimas, a tendência é de melhora gradual, mas o impacto segue direto para quem depende de estrada nas primeiras horas.

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