Enquanto parte de Minas Gerais enfrenta alagamentos e ventos de até 60 km/h, outras 75 cidades estão sob baixa umidade e risco de incêndios florestais no alerta amarelo emitido pelo Inmet
O alerta amarelo emitido nesta terça-feira (28) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostra um cenário de contrastes em Minas Gerais. Enquanto 32 cidades estão sob risco de chuvas intensas, com precipitação de até 50 milímetros por dia e ventos que podem chegar a 60 km/h, outras 75 registram tempo seco, com umidade relativa do ar entre 20% e 30%.
A situação preocupa porque os dois extremos exigem atenção da população e das autoridades. De um lado, há risco de alagamentos, descargas elétricas e queda de galhos. Do outro, o ar seco aumenta a chance de incêndios florestais e problemas respiratórios, principalmente entre idosos e crianças.
Cidades sob alerta de chuva e vento
As chuvas mais fortes se concentram no Sul e no Centro-Oeste mineiro, atingindo cidades que já vinham registrando aumento de nebulosidade nos últimos dias.
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Segundo o Inmet, a previsão indica precipitação entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a 50 milímetros diários, acompanhada de ventos fortes e trovoadas.
Essas condições elevam o risco de corte de energia elétrica e queda de árvores, além de alagamentos em áreas urbanas.
A Defesa Civil recomenda que a população evite se abrigar sob árvores, não estacione veículos próximos a torres ou placas metálicas e desconecte aparelhos eletrônicos durante tempestades.
Municípios em alerta de tempo seco
Em contrapartida, o norte e o noroeste de Minas vivem situação oposta, com índices de umidade bem abaixo do ideal.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a umidade fique entre 40% e 70%, mas, em parte do estado, o percentual caiu para 20%, caracterizando níveis críticos para a saúde e para o meio ambiente.
Nessas áreas, a Defesa Civil reforça a importância de beber bastante líquido, evitar atividades físicas nas horas mais quentes do dia e manter ambientes umidificados.
O tempo seco aumenta o risco de queimadas, e qualquer foco de fogo pode se espalhar rapidamente devido à vegetação ressecada.
Diferenças regionais e influência climática
A divisão de alertas reflete a transição de massas de ar sobre o território mineiro.
Enquanto o avanço de uma frente fria traz instabilidade ao sul do estado, o ar quente e seco persiste nas regiões mais altas e interiores, reforçando a amplitude térmica e os contrastes climáticos típicos desta época do ano.
Meteorologistas explicam que essa combinação é comum entre o fim da primavera e o início do verão, quando o país passa a receber maior radiação solar e as chuvas se tornam mais frequentes no Sudeste, embora de forma irregular.
Recomendações das autoridades
O Inmet e a Defesa Civil orientam a população a acompanhar as atualizações diárias dos alertas, que podem mudar rapidamente conforme o deslocamento das frentes de instabilidade.
Em caso de emergências, os contatos de referência são 199 (Defesa Civil) e 193 (Corpo de Bombeiros).
Os órgãos também reforçam medidas preventivas: não se abrigar sob árvores, evitar uso de equipamentos elétricos durante tempestades e manter atenção a sinais de fumaça em áreas de vegetação.
Pequenas atitudes podem reduzir significativamente os riscos à vida e ao meio ambiente.
Na sua cidade, o tempo está mais para chuva ou para calor seco? O alerta amarelo reflete o que você tem visto aí? Deixe seu comentário e conte como está o clima na sua região.
