Com o uso do agrosilício em propriedades do Leste de Minas Gerais, agricultores familiares reduzem custos de produção, melhoram o solo e garantem mais produtividade sustentável
O agrosilício está ajudando agricultores familiares do Leste de Minas Gerais a cuidarem melhor do solo e a produzirem mais sem aumentar gastos.
Neste ano, a regional da Emater em Governador Valadares distribuiu 980 toneladas do insumo em 28 municípios, alcançando cerca de 400 produtores, segundo uma matéria publicada.
Essa entrega gratuita só foi possível graças à parceria entre a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Emater-MG, prefeituras e a empresa Harsco Environmental.
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O grande destaque do programa é permitir que o produtor use agrosilício no lugar do calcário para corrigir o pH do solo.
Essa correção é essencial para que as plantas consigam absorver os nutrientes e se desenvolver de forma saudável.
Além da economia no uso de produtos químicos, o resultado aparece diretamente no aumento da produtividade da lavoura e na qualidade dos alimentos.
Correção do solo e agricultura familiar no Leste de Minas
A palavra-chave para entender o impacto do agrosilício está na agricultura familiar. Segundo o coordenador regional de Culturas da Emater-MG, Jader Murta, o programa não só distribui o insumo, mas também estimula os agricultores a analisarem e cuidarem melhor da terra.
Isso cria uma nova cultura no campo, com mais responsabilidade no uso dos recursos naturais e valorização da produção local.
A iniciativa também conversa diretamente com o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), já que alimentos cultivados em solos tratados com agrosilício chegam com mais qualidade à merenda escolar.
Assim, o que começa na correção do solo acaba beneficiando não só as famílias produtoras, mas também os estudantes que recebem uma alimentação mais saudável.
Histórias reais de quem já usa o agrosilício
O impacto do agrosilício fica claro quando se observa a rotina de produtores como Gislei Alves dos Santos, do município de São José do Divino.
Ele trabalha com pecuária de leite e produz 200 litros por dia, vendidos a uma cooperativa da região. Desde 2024, ele passou a usar o insumo na pastagem e na lavoura de cana, que serve de alimento para o rebanho.
Com o uso do agrosilício, Gislei conseguiu reduzir custos e melhorar a qualidade do capim e da cana, garantindo uma alimentação melhor para o gado.
Ele já percebeu uma melhora na rebrota e planeja dobrar a área plantada com cana, além de aumentar o espaço destinado ao pasto.
Esse tipo de resultado mostra que o programa não se limita à entrega do produto, mas também gera mudanças reais no dia a dia das famílias que vivem da terra.
Sustentabilidade no campo com parcerias e metas superadas
Outro ponto importante é a forma como o agrosilício está chegando até os produtores. O Programa de Doação de Fertilizantes, lançado em 2024, uniu órgãos públicos e a iniciativa privada para garantir que o insumo chegue a quem mais precisa.
Em 2025, a distribuição ultrapassou as metas: foram entregues 12.667 toneladas, quando a previsão era de 10 mil. Esse número reflete o compromisso em expandir o acesso ao produto e ampliar os benefícios no campo.
Segundo o superintendente de Inovação e Economia Agropecuária, Marlon Gomes Dias, essa união fortalece a agricultura familiar e democratiza o acesso a tecnologias que antes não chegavam a todos.
Já o coordenador técnico estadual de Culturas, Sérgio Brás Regina, destacou que, só em 2025, 111 municípios foram beneficiados.
No ano anterior, haviam sido cerca de 5 mil toneladas destinadas a 90 municípios. A cada safra, os números mostram que o programa cresce e se consolida como uma ferramenta de sustentabilidade para a agricultura.

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