Descoberta sob o Liceo Científico Cavour revelou vestígios de uma domus romana de 1.800 anos, com afrescos, mosaico e possível ligação com uma área ocupada pela elite perto do Coliseu
Uma casa romana de cerca de 1.800 anos foi identificada sob o Liceo Científico Cavour, escola de Ensino Médio em Roma localizada a poucos passos do Coliseu. A descoberta surgiu após estudantes encontrarem tijolos e arcos em áreas subterrâneas da escola e acionarem professores, que chamaram arqueólogos para validar as estruturas.
Casa romana foi encontrada sob escola de Ensino Médio em Roma
O achado ocorreu em uma área que, durante anos, alimentou histórias entre alunos sobre estruturas misteriosas escondidas nas partes subterrâneas do colégio, inclusive sob o piso do ginásio.
As explorações feitas por estudantes levaram à identificação de elementos antigos diferentes da construção escolar.
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Após a comunicação aos professores, arqueólogos foram chamados para analisar o local. A avaliação confirmou que as estruturas pertencem a uma domus, tipo de grande residência romana associada a famílias de maior poder econômico.

Estrutura fica em área ligada à elite romana
O prédio que abriga o Liceo Científico Cavour tem origem no século 19, quando missionários católicos construíram a estrutura posteriormente usada pela escola.
Na transferência de posse, não havia registro conhecido de construções romanas sob o imóvel.
As escavações revelaram partes da chamada Domus Liceo Cavour. Segundo os arqueólogos, a residência fazia parte de um bairro de grande importância histórica, ocupado por integrantes da alta classe romana.
Pelo perfil da área, o material-base aponta que figuras históricas como Cícero, Pompeu e Otaviano, futuro imperador Augusto César, podem ter passado pela região.
As estruturas, porém, têm acesso difícil por causa das construções posteriores erguidas sobre os vestígios antigos.
Afrescos, mosaico e grafites apareceram nas escavações
A investigação da casa romana começou no início do ano, mas a descoberta foi amplamente divulgada em 28 de maio pela professora Claudia Marino e pelo arqueólogo Filippo Coarelli, da Universidade de Perugia.
Até agora, os pesquisadores associam a residência ao século 2 e apontam a possibilidade de que ela tenha pertencido à família Umbrius.
O material-base informa que pouco se sabe sobre essa família, mas há teorias de que sua origem estaria no centro-sul da Itália.
Conforme a Live Science, o interior da domus preserva afrescos figurativos e florais nas paredes e ao longo das abóbadas do teto.
Também foi encontrado um mosaico com grandes azulejos de formato irregular, descrito como parte de um padrão luxuoso da época.

(Crédito da imagem: Cantieri Narranti/Superintendência Especial de Roma)
Escola planeja continuar pesquisas e organizar visitas
Além dos elementos romanos, os arqueólogos identificaram grafites feitos por estudantes, turistas e outros exploradores subterrâneos no século 20.
O achado indica que parte das estruturas já havia sido acessada antes, embora não tivesse sido formalmente notificada às autoridades.
Apenas uma parte da casa romana foi explorada até o momento. Diante da dimensão do local, a escola de Roma planeja manter as pesquisas e organizar exposições, com estudantes atuando como guias turísticos no espaço.
Esta matéria foi elaborada com base em informações do material-base fornecido e da Live Science, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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