Mudança no desenho das cozinhas transforma o papel do fogão tradicional e impulsiona a busca por cooktops e fornos embutidos, combinação que amplia a circulação, melhora o aproveitamento do espaço e reforça a integração visual em projetos planejados cada vez mais conectados ao estilo da casa.
O fogão de piso deixou de ser a única referência em cozinhas planejadas e passou a disputar espaço com a combinação formada por cooktop e forno embutido, solução que separa as funções de cocção e assamento para melhorar o layout, ampliar a circulação e integrar melhor bancadas, ilhas e marcenaria.
A tendência aparece no 2025 U.S. Houzz Kitchen Trends Study, pesquisa com 1.620 proprietários dos Estados Unidos que reformaram, estavam reformando ou planejavam reformar a cozinha.
Cozinhas planejadas impulsionam novas escolhas
A mudança não significa o fim do fogão de piso, mas mostra que ele já não ocupa sozinho o centro das decisões em reformas.
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Segundo a Houzz, 53% dos entrevistados alteraram o layout da cozinha, uma escolha que coloca a distribuição do ambiente entre os pontos mais importantes dos projetos analisados.
Quando a planta é redesenhada, a lógica de concentrar queimadores e forno em um único bloco perde força.
Bancadas contínuas, ilhas de preparo e armários sob medida favorecem equipamentos separados, instalados de acordo com o uso real do espaço.

Nesse contexto, o cooktop pode ser colocado sobre uma bancada linear ou em uma ilha, enquanto o forno embutido costuma ocupar uma torre ou nicho em altura mais confortável.
Essa divisão permite organizar melhor as etapas de preparo, sem obrigar todas as funções a ficarem no mesmo ponto.
Cooktop e forno embutido ganham espaço nas reformas
Entre os grandes eletrodomésticos comprados nas reformas, 39% dos proprietários escolheram cooktops e 31% optaram por fornos de parede, categoria equivalente aos fornos embutidos.
O fogão integrado, chamado de range no levantamento, ainda aparece em 64% das escolhas, o que indica convivência entre os modelos, não substituição total.
A diferença está na flexibilidade.
O fogão de piso exige uma posição específica, com largura e altura determinadas pelo aparelho.
Já a dupla cooktop e forno embutido permite distribuir os equipamentos conforme a circulação, o tamanho da cozinha e o desenho dos armários.
Em cozinhas compactas, essa separação pode liberar áreas para armazenamento ou ampliar a superfície de apoio.
Nos ambientes maiores, ajuda a criar zonas distintas para preparo, cocção, finalização e limpeza, com menos dependência de um único ponto de trabalho.
Ambientes maiores favorecem cozinhas integradas
A reorganização também acompanha a ampliação das cozinhas.

O estudo aponta que 35% dos entrevistados aumentaram a área do cômodo e, entre eles, 29% incorporaram parte da sala de jantar.
Após a reforma, 53% das cozinhas passaram a ter 200 pés quadrados ou mais.
Com mais integração entre cozinha, sala de jantar e áreas de convivência, o eletrodoméstico deixa de ser escolhido apenas pela função.
Aparência, proporção e alinhamento com a marcenaria passam a pesar mais, especialmente em projetos de conceito aberto.
O cooktop contribui para esse visual por ficar nivelado à bancada.
O forno embutido, por sua vez, pode ser integrado aos armários e instalado em altura que reduz a necessidade de se abaixar para acompanhar ou retirar preparos quentes.
Visual moderno pesa na escolha dos eletrodomésticos
A Houzz identificou que 64% dos entrevistados priorizaram qualidade na compra de grandes eletrodomésticos, enquanto 50% citaram aparência e percepção estética.
Custo apareceu com 29%, seguido por tamanho, recursos especiais e eficiência energética.
Esse dado ajuda a explicar por que a cozinha deixou de ser tratada apenas como área operacional.
Em muitos projetos, ela funciona também como espaço de convivência, o que exige equipamentos eficientes, mas visualmente compatíveis com o restante da casa.
A mesma pesquisa registrou forte presença de outros aparelhos no planejamento.
Micro-ondas foram comprados por 70% dos entrevistados, coifas por 61% e lava-louças por 71%, sinal de que a cozinha reformada costuma ser pensada como um conjunto articulado de equipamentos.
Nova configuração muda a rotina dentro da cozinha
Na prática, separar cooktop e forno muda a forma de usar o ambiente.
A área de cocção pode ficar próxima da cuba, da bancada de apoio ou da ilha, enquanto o forno passa a ocupar um ponto mais ergonômico e menos isolado.
Essa configuração também facilita a organização visual.
Em vez de um bloco único aparente, o projeto pode alinhar cooktop, coifa, torre quente, micro-ondas e armários em uma composição mais limpa, principalmente quando há bancadas contínuas.
A substituição costuma ganhar força quando a reforma busca corrigir problemas de funcionamento e atualizar o estilo da cozinha.
No levantamento, 41% dos proprietários afirmaram que queriam deixar para trás um visual antigo, enquanto 35% citaram deterioração ou mau funcionamento da cozinha anterior.
O fogão de piso continua sendo uma solução funcional em muitos lares, especialmente quando há limitação de orçamento, espaço ou infraestrutura.
Ainda assim, reformas recentes mostram que cooktop e forno embutido passaram a ocupar um papel maior em cozinhas sob medida, onde layout, circulação e estética são definidos em conjunto.
