A segunda geração do Atlas 2027 chega como o SUV três fileiras mais ambicioso da Volkswagen nos Estados Unidos com motor EA888 Evo5 de 282 cavalos cockpit redesenhado sobre a plataforma MQB Evo e equipamentos que colocam o modelo em outro nível de conforto
A Volkswagen finalmente revelou a segunda geração do Atlas 2027 e o resultado é um SUV três fileiras que abandonou a postura de carro apenas correto para se transformar em uma proposta completa. O modelo chega com motor EA888 Evo5 turbo de 282 cavalos, interior totalmente redesenhado com tela de até 15 polegadas e bancos dianteiros com função de massagem, tudo construído sobre a plataforma MQB Evo.
O Atlas sempre ocupou um espaço estranho na linha da Volkswagen, conforme o AutoMais: tinha espaço de sobra para famílias americanas, mas faltava refinamento, tecnologia e um motivo claro para escolhê-lo em vez dos concorrentes. Agora a marca alemã corrigiu essas lacunas de uma vez, entregando um pacote que vai de acabamento em madeira real e couro Nappa até assistente de voz com inteligência artificial, sem abrir mão dos mais de cinco metros de comprimento que sempre foram o trunfo do modelo.
Motor EA888 Evo5 entrega 282 cavalos e prepara terreno para versão híbrida

O coração mecânico do Atlas 2027 é o motor EA888 Evo5, um 2.0 turbo que já equipa o Jetta GLI e o novo Tiguan, mas que no Atlas recebeu calibração própria.
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A potência chega a 282 cavalos e 35,7 kgfm de torque, o que representa 13 cavalos a mais do que a geração anterior, um ganho que faz diferença em um SUV três fileiras com mais de cinco metros e capacidade para sete ocupantes.
O conjunto trabalha com câmbio automático de oito marchas, tração dianteira de série e opção de tração integral 4Motion.
A Volkswagen promete melhor eficiência energética com o motor EA888 Evo5, embora os números oficiais de consumo ainda não tenham sido divulgados.
A fabricante também confirmou que uma versão híbrida do Atlas já está nos planos, mas só deve aparecer no facelift de meia vida, o que significa que a estreia elétrica parcial do modelo ainda vai demorar alguns anos.
Plataforma MQB Evo sustenta um SUV que cresceu ainda mais
O Atlas 2027 continua construído sobre a plataforma MQB Evo, a mesma base que sustenta o Tiguan, mas com dimensões consideravelmente maiores.
A Volkswagen confirmou que o modelo cresceu cerca de uma polegada no comprimento, algo em torno de 2,5 centímetros, enquanto largura, entre eixos e altura foram mantidos nos mesmos patamares da geração anterior.
Os números impressionam: o SUV três fileiras tem 5,09 metros de comprimento, 1,99 metro de largura, 1,79 metro de altura e 2,98 metros de distância entre eixos.
Isso o torna maior que o Hyundai Palisade, que mede 4,99 metros de comprimento, e reforça o posicionamento do Atlas como um dos maiores SUVs sobre a plataforma MQB no mundo.
Nos Estados Unidos, o modelo entra no segmento de SUVs médios e grandes, acima do Tayron e do Tiguan, que é considerado compacto no mercado americano.
Interior do Atlas 2027 mudou completamente e subiu de nível

Se por fora o Atlas 2027 evoluiu com faróis duplos em LED sobrepostos, grade mais larga e capô mais alto, por dentro a transformação é ainda mais radical.
A Volkswagen abandonou o cockpit antigo e adotou um painel totalmente novo com desenho limpo e horizontal, seguindo a linguagem visual que já aparece no Tiguan e em outros modelos recentes da marca.
A central multimídia chega a 15 polegadas nas versões superiores, enquanto as configurações de entrada usam tela de 12,9 polegadas.
O painel digital tem 10,25 polegadas em todas as versões, e a alavanca de câmbio saiu do console para a coluna de direção, liberando espaço no centro do veículo.
O acabamento agora inclui madeira real e couro Nappa nas versões mais caras, além de iluminação ambiente com até 30 cores que se integra ao sistema de som e aos modos de condução.
Conforto para toda a família com ventilação, massagem e sete entradas USB-C
Como o foco do Atlas 2027 é atender famílias grandes, a Volkswagen reforçou o conforto em todas as fileiras do SUV três fileiras.
Os bancos dianteiros oferecem até 12 ajustes elétricos, e nas versões mais completas contam com suporte de coxa e função de massagem, algo inédito para o modelo.
A segunda fileira ganhou ventilação própria e novas saídas de ar nas colunas centrais, resolvendo uma reclamação antiga de passageiros traseiros em viagens longas.
O Atlas 2027 também traz carregamento sem fio duplo, sete entradas USB-C, porta malas elétrico, cortinas traseiras e um seletor giratório no console central que controla volume, modos de condução e configurações do carro.
O assistente de voz com inteligência artificial completa o pacote tecnológico, mostrando que a Volkswagen levou a sério a missão de tirar o motor EA888 e a plataforma MQB do campo do “apenas suficiente”.
O Atlas 2027 não virá para o Brasil
Apesar de todo o avanço, o Atlas 2027 não tem planos para o mercado brasileiro. A Volkswagen desenvolveu o SUV três fileiras exclusivamente para Estados Unidos, China e Oriente Médio, onde o modelo é vendido como Teramont.
A produção acontece em Chattanooga, no Tennessee, em uma operação estratégica para atender o mercado local sem custos de importação.
No Brasil, o Atlas ficaria acima do Tiguan e não teria encaixe fácil no portfólio da Volkswagen por conta do nicho extremamente específico e do alto custo de importação.
A família Atlas representa cerca de 30% das vendas da marca nos Estados Unidos, o que mostra o peso do modelo para a operação americana. Além do Atlas 2027, existe a versão Cross Sport com apenas cinco lugares e proposta mais esportiva, que ainda não recebeu a nova geração.
O que você acha do novo Atlas 2027?
A segunda geração do Atlas 2027 mostra que a Volkswagen decidiu parar de entregar apenas o básico no segmento de SUV três fileiras.
Com motor EA888 de 282 cavalos, plataforma MQB Evo, tela de 15 polegadas e bancos com massagem, o modelo finalmente tem argumentos para competir de igual para igual com os rivais americanos e coreanos.
Você acha que a Volkswagen deveria trazer o Atlas para o Brasil? Um SUV três fileiras desse porte faz falta no mercado brasileiro? Deixe sua opinião nos comentários.

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