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A virada sustentável no turismo e nos negócios

Escrito por Paulo H. S. Nogueira
Publicado em 02/12/2025 às 07:15
Atualizado em 02/12/2025 às 18:39
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A sustentabilidade se transformou em um eixo estruturante para empresas, governos e cadeias produtivas no Brasil e no mundo.

O debate, embora tenha começado décadas atrás, ganhou velocidade impressionante após crises climáticas recorrentes, pressões sociais por transparência e a consolidação do conceito de ESG, que reúne os pilares ambiental, social e de governança.

Esse movimento pôde ser observado novamente no 10º Expo Fórum Visite São Paulo, realizado em 1º de dezembro de 2025, onde especialistas discutiram a urgência de integrar práticas sustentáveis ao setor turístico e às atividades econômicas que o compõem. Segundo o site Visite São Paulo, o evento contou com a participação de Fernando Beltrame, Alexis Pagliarini e Hélio Brito, todos referências nacionais no tema.

A partir dessa conversa, tornou-se evidente que a sustentabilidade precisa deixar de ser discurso e avançar como estratégia concreta. E é justamente nesse ponto que as reflexões trazidas da COP30, realizada em novembro em Belém, se conectam ao cenário brasileiro.


A influência histórica das COPs no debate sobre sustentabilidade

As Conferências das Partes, mais conhecidas como COPs, começaram em 1995 e, desde então, criaram uma narrativa internacional sobre responsabilidade ambiental. Embora diversos acordos tenham enfrentado desafios para serem implementados, cada edição impulsionou mudanças em políticas nacionais e no setor privado.

Segundo a ONU, a COP30 reforçou a urgência de adaptação climática e apontou que eventos extremos já afetam diretamente economia, turismo e infraestrutura. Durante o Expo Fórum, Fernando Beltrame destacou que “se as COPs não fossem realizadas, a crise climática estaria em um cenário ainda mais preocupante”.

Essa visão mostra que debates globais continuam essenciais, sobretudo para países que dependem do turismo ou possuem grande vulnerabilidade climática, como o Brasil.

Transição sustentável no turismo brasileiro

O turismo sempre dialogou com sustentabilidade, mas agora o setor enfrenta uma nova exigência. Consumidores querem destinos mais responsáveis. Empresas precisam reduzir impactos ambientais. Governos buscam investir em políticas que preservem patrimônio natural e cultural.

De acordo com o Ministério do Turismo, tendências globais que relacionam preservação ambiental, inclusão social e gestão ética influenciam diretamente o comportamento dos viajantes. Por isso, práticas ESG tornaram-se parte da competitividade do setor.

Ainda assim, o Expo Fórum mostrou que existe um longo caminho. Alexis Pagliarini ressaltou que o turismo pode se tornar uma vitrine de soluções sustentáveis, mas depende de métricas transparentes e compromissos permanentes.

Nesse sentido, a sustentabilidade deixa de ser apenas estratégia ambiental e passa a integrar modelos de gestão.

Sustentabilidade como motor de eficiência e inovação

A sustentabilidade se fortaleceu nos últimos anos como ferramenta de inovação. Segundo o Instituto Ethos, empresas que adotam práticas ESG tendem a reduzir custos, melhorar reputação e atrair investimentos responsáveis.

Durante o Expo Fórum, Hélio Brito reforçou essa visão ao explicar que tecnologias de monitoramento, eficiência energética e gestão integrada fortalecem cadeias produtivas e melhoram indicadores ambientais de todo o setor.

Além disso, a digitalização criou condições para que negócios acompanhem emissões, usem menos recursos e tomem decisões mais rápidas. Dessa forma, a sustentabilidade passa a ser vista como vantagem competitiva e não como custo adicional.

A importância da adaptação climática para o desenvolvimento

A adaptação climática surgiu como um dos temas centrais da COP30 e também como ponto de alerta no Expo Fórum. Especialistas afirmaram que mudanças no regime de chuvas, aumento de temperaturas e eventos extremos exigem planejamento urgente.

Segundo o governo brasileiro, 2024 registrou um dos maiores acumulados de desastres climáticos em décadas. Isso reforça a necessidade de preparar cidades, empreendimentos turísticos e indústrias para um ambiente mais instável.

É nesse contexto que a sustentabilidade se conecta diretamente à gestão pública e ao setor privado. Para que destinos turísticos prosperem, é preciso garantir segurança, infraestrutura e proteção dos ecossistemas. Por isso, adaptar-se tornou prioridade para todas as áreas da economia.

A relação entre sustentabilidade, educação e transformação produtiva

O debate no Expo Fórum evidencia que sustentabilidade não se limita a práticas ambientais. Ela envolve boa governança, transparência, diversidade, inclusão e educação.

Segundo dados do IBGE, setores que investem em formação técnica e inovação têm maior capacidade de adaptação. Assim, o turismo, que depende intensamente de mão de obra qualificada, encontra na educação ambiental um fator decisivo para crescer de maneira responsável.

Além disso, políticas públicas precisam dialogar com as necessidades do setor. Governos municipais e estaduais têm buscado novas agendas climáticas e programas de certificação que incentivam experiências mais sustentáveis.

Como a COP30 influencia o futuro do turismo e das empresas

A COP30 não apenas reforçou compromissos ambientais, mas também aproximou setores que antes caminhavam separadamente. Segundo o governo do Pará, mais de 60% das pautas discutidas envolviam adaptação climática, energia limpa, financiamento verde e proteção de comunidades tradicionais.

Esses pilares impactam diretamente o turismo, que depende da preservação natural, da estabilidade climática e de práticas éticas com trabalhadores e populações locais.

No Expo Fórum, especialistas mostraram que empresas já enxergam nesse movimento uma oportunidade estratégica. O turismo brasileiro tem potencial para se transformar em referência continental quando o assunto é sustentabilidade.

ESG como base da nova economia brasileira

O evento também reforçou que empresas brasileiras passaram a incluir indicadores ESG em relatórios, metas anuais e práticas operacionais. Segundo o site da B3, mais de 200 empresas brasileiras já publicam relatórios de sustentabilidade alinhados às recomendações internacionais.

Mesmo assim, o desafio continua grande. Sustentabilidade exige constância, investimento, inovação e mudança cultural. Porém, especialistas afirmam que quem se adaptar primeiro colherá benefícios econômicos e reputacionais duradouros.

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Paulo H. S. Nogueira

Sou Paulo Nogueira, formado em Eletrotécnica pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), com experiência prática no setor offshore, atuando em plataformas de petróleo, FPSOs e embarcações de apoio. Hoje, dedico-me exclusivamente à divulgação de notícias, análises e tendências do setor energético brasileiro, levando informações confiáveis e atualizadas sobre petróleo, gás, energias renováveis e transição energética.

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