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A NASA vai lançar em setembro um novo telescópio espacial que fará em apenas um ano o que o Hubble levaria 2.000 anos para completar, e o campo de visão dele é 100 vezes maior que o do James Webb, criando o maior atlas do universo já feito

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 24/04/2026 às 23:11
Atualizado em 24/04/2026 às 23:29
Assista o vídeoA NASA lança em setembro o telescópio Roman com campo de visão 100x maior que o James Webb. Fará em 1 ano o que o Hubble levaria 2.000 para concluir.
A NASA lança em setembro o telescópio Roman com campo de visão 100x maior que o James Webb. Fará em 1 ano o que o Hubble levaria 2.000 para concluir.
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A NASA lançará em setembro de 2026 o telescópio espacial Nancy Grace Roman, capaz de mapear regiões enormes do céu em tempo recorde e com campo de visão 100 vezes maior que o do James Webb. O equipamento enviará 1,4 terabyte de dados por dia e fará em um ano tarefas que o Hubble levaria dois milênios para concluir, formando uma tríade com os dois telescópios veteranos.

A NASA está prestes a dar mais um salto na exploração do universo com o lançamento do telescópio espacial Nancy Grace Roman, previsto para setembro de 2026, oito meses antes do cronograma original e abaixo do orçamento estimado. O equipamento não chega para substituir o Hubble nem o James Webb, mas para trabalhar ao lado deles como o membro mais rápido e abrangente de uma tríade que promete revolucionar a forma como a humanidade enxerga o cosmos. O campo de visão do Roman é 100 vezes maior que o do James Webb, o que significa que ele conseguirá fotografar áreas imensas do céu de uma única vez, algo que os outros dois telescópios não foram projetados para fazer.

Na prática, o Roman vai acelerar descobertas que levariam séculos. A NASA afirma que tarefas que o Hubble demoraria cerca de 2.000 anos para concluir poderão ser realizadas pelo novo telescópio em apenas um ano. O equipamento enviará aproximadamente 1,4 terabyte de dados por dia, coletando informações sobre bilhões de estrelas e galáxias e mapeando grandes regiões do universo de uma só vez. Entre os objetivos principais estão investigar a matéria escura, estudar a energia escura e encontrar novos planetas fora do sistema solar, com a expectativa de descobrir dezenas de milhares de exoplanetas.

O que o telescópio Roman tem de diferente do Hubble e do James Webb

Segundo informações divulgadas pelo jornal Record News, o Roman não é o mais potente dos três, mas é o mais rápido e o mais amplo. O Hubble, lançado em 1990, é excelente em imagens detalhadas, mas possui campo de visão pequeno e opera em um espectro limitado de luz visível e ultravioleta. O James Webb, o mais poderoso da tríade, observa em infravermelho e é ideal para analisar exoplanetas e galáxias distantes com nível de detalhe sem precedentes, mas também tem campo de visão restrito.

O Roman ocupa o espaço que nenhum dos dois preenche. Com campo de visão 100 vezes maior que o do James Webb, ele conseguirá criar mapas gigantescos do universo, cobrindo áreas que os outros telescópios levariam décadas para fotografar individualmente. A analogia mais simples é pensar no Hubble como uma lupa de alta precisão, no James Webb como um microscópio infravermelho e no Roman como uma câmera panorâmica de altíssima resolução que captura o cenário completo de uma só vez.

O que o Roman vai investigar e por que isso importa

A lista de objetivos científicos do novo telescópio da NASA é ambiciosa. A investigação sobre matéria escura e energia escura está no topo das prioridades, porque essas duas forças compõem aproximadamente 95% do universo, mas a ciência ainda não sabe exatamente o que são. O Roman vai mapear a distribuição de matéria escura em escala cósmica, medindo como ela distorce a luz de galáxias distantes, um fenômeno conhecido como lente gravitacional.

A busca por exoplanetas é outra frente central. A expectativa é que o telescópio descubra dezenas de milhares de novos planetas fora do sistema solar, ampliando drasticamente o catálogo atual de mundos conhecidos. O Roman utilizará uma técnica chamada microlente gravitacional, que detecta planetas pela forma como sua gravidade curva a luz de estrelas de fundo, método que permite encontrar mundos que outros métodos não conseguem identificar, incluindo planetas que vagam pelo espaço sem orbitar nenhuma estrela.

Os números que impressionam: 1,4 terabyte de dados por dia

O volume de informação que o Roman vai gerar é difícil de dimensionar. Com 1,4 terabyte de dados transmitidos diariamente, o telescópio produzirá em semanas o que missões anteriores levaram anos para coletar. Esses dados incluem imagens de alta resolução, medições espectrais e mapeamentos de campos gravitacionais que alimentarão pesquisas em dezenas de áreas da astrofísica simultaneamente.

A capacidade de processamento desse volume exigirá infraestrutura computacional que a NASA vem preparando há anos. Os dados serão disponibilizados para a comunidade científica global, o que significa que pesquisadores de universidades e institutos ao redor do mundo terão acesso às mesmas informações que os cientistas da agência americana. Esse modelo aberto de compartilhamento é o mesmo que transformou o Hubble e o James Webb em ferramentas de descoberta coletiva, e o Roman promete ampliar essa tradição em escala sem precedentes.

Quando o telescópio será lançado e o que esperar nos primeiros meses

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O lançamento está previsto para setembro de 2026, oito meses antes do cronograma original. A NASA destacou que o projeto ficou abaixo do orçamento, um feito raro para missões espaciais de grande porte, que historicamente acumulam atrasos e estouros de custo. Após o lançamento, o Roman passará por um período de comissionamento em que seus instrumentos serão calibrados e testados antes de iniciar as observações científicas.

As primeiras imagens devem chegar semanas após a conclusão do comissionamento, e a expectativa da comunidade científica é alta. Quem acompanhou o impacto das fotos do James Webb, que revelaram detalhes nunca vistos de nebulosas, galáxias e estrelas, pode esperar um tipo diferente de deslumbramento com o Roman. Em vez de retratos detalhados de objetos individuais, o novo telescópio entregará panoramas cósmicos que mostrarão a estrutura do universo em escala que nenhum instrumento anterior conseguiu capturar, formando o maior atlas espacial já produzido pela humanidade.

Você está animado para as primeiras imagens do telescópio Roman, ou acha que o James Webb já mostrou tudo que precisávamos ver do universo? Conte nos comentários o que mais espera dessa nova fase da exploração espacial e se acredita que vamos encontrar vida fora da Terra ainda nesta geração.

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Marilene.alves.souza@educacao.mg.gov.br
Marilene.alves.souza@educacao.mg.gov.br
01/05/2026 12:41

Estou na expectativa. Amo astrofísica. Será que vamos encontrar vida no universo maquinifico ou vamos esperar mais alguns séculos. Força nassa

Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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