A Radiação espacial e o desafio para os astronautas da Artemis II
Jeremy Hansen passou anos simulando desastres em cavernas italianas e cápsulas submersas na costa da Flórida, preparando-se para o isolamento e o estresse psicológico. Contudo, o maior perigo de sua próxima jornada é invisível e impossível de ser totalmente replicado na Terra: a radiação espacial. No próximo mês, com o lançamento da missão Artemis II da NASA, Hansen e sua equipe serão os primeiros seres humanos em mais de meio século a deixar a proteção do campo magnético terrestre, enfrentando um bombardeio de partículas atômicas que coloca a biologia humana à prova.
A Radiação espacial e o desafio para os astronautas da Artemis II
Ao contrário da órbita baixa da Terra, onde a Estação Espacial Internacional (ISS) reside sob a proteção da magnetosfera, os astronautas da Artemis II estarão expostos ao “clima espacial” bruto. A radiação espacial que eles enfrentarão provém de três fontes principais:
- Cinturões de Van Allen: Nuvens de elétrons e prótons aprisionados pela gravidade e pelo magnetismo terrestre que a cápsula Orion precisará atravessar rapidamente.
- Eventos de Partículas Solares (SPEs): Tempestades solares que podem elevar os níveis de radiação a patamares letais em questão de horas.
- Raios Cósmicos Galácticos (GCRs): O perigo mais insidioso. São núcleos de elementos pesados, como o ferro, que viajam quase à velocidade da luz. Ao atingirem o corpo humano, funcionam como “balas atômicas”, fragmentando cadeias de DNA e gerando radicais livres que causam caos bioquímico sistêmico.
Embora a dose estimada para os 10 dias de missão seja comparável a uma tomografia de corpo inteiro, a exposição crônica é o principal obstáculo para colonizar a Lua ou Marte. “Esta é a principal limitação para o quão longe podemos explorar nosso Sistema Solar”, afirma Aleksandra Stankovic, do Hospital Geral de Massachusetts.
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Inovação médica: células em chips e bioinformática
Para enfrentar a radiação espacial, a NASA está utilizando uma tecnologia revolucionária de bioengenharia: os “chips de órgãos”. Recentemente, células-tronco foram extraídas do próprio sangue de Jeremy Hansen para criar modelos microfluídicos de sua medula óssea — o tecido mais sensível à radiação e vital para o sistema imunológico.
Esses chips personalizados voarão a bordo da Orion enquanto seus “gêmeos biológicos” permanecerão na Terra para controle. O objetivo é comparar como o ambiente do espaço profundo acelera o envelhecimento celular e provoca mutações em tempo real. Essa abordagem permite que cientistas testem contramedidas específicas, como novos antioxidantes e terapias gênicas, antes mesmo de os astronautas apresentarem sintomas clínicos. No futuro, cada tripulante poderá ter um kit médico personalizado, adaptado às suas vulnerabilidades genéticas contra a radiação espacial.
Escudos e abrigos: a engenharia da sobrevivência
A proteção física também deu saltos tecnológicos. A cápsula Orion foi projetada com um “abrigo contra tempestades” sob o piso da cabine, onde a tripulação deve se refugiar caso o Sol emita uma erupção severa. Além disso, materiais ricos em hidrogênio, como polietileno, água e até as roupas dos astronautas, são usados como blindagem, pois o hidrogênio é o elemento mais eficiente para frear prótons solares.
Outra aposta é o colete AstroRad, desenvolvido pela startup StemRad. Testado com manequins na missão não tripulada Artemis I, o colete demonstrou reduzir a dose de radiação em órgãos vitais em até 60%. Embora o peso da carga útil ainda seja um limitador para a Artemis II, essa tecnologia será essencial para missões de longa duração.
Apesar dos riscos de câncer, doenças cardíacas e danos cognitivos, a história dos astronautas da era Apollo traz uma nota de otimismo: a maioria viveu até os 80 ou 90 anos. Contudo, para que a humanidade se torne verdadeiramente multiplanetária, vencer a radiação espacial não será apenas uma questão de engenharia de foguetes, mas de colocar a biologia e a biotecnologia a favor do explorador.

E há 60 anos eles usavam o quê, que conseguiram ir lá?🤔🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
Conseguiram mas muitos contraíram câncer linfático.
Há tá em 1969 eles tinhão está tecnologia