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A missão Artemis II enfrenta o perigo da radiação espacial profunda. Saiba como a NASA utiliza chips de medula óssea e novos abrigos atômicos para proteger astronautas além da órbita da Terra

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Escrito por Noel Budeguer Publicado em 04/02/2026 às 20:32 Atualizado em 04/02/2026 às 20:33
A missão Artemis II enfrenta o perigo da radiação espacial profunda. Saiba como a NASA utiliza chips de medula óssea e novos abrigos atômicos para proteger astronautas além da órbita da Terra
A Radiação espacial e o desafio para os astronautas da Artemis II
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A Radiação espacial e o desafio para os astronautas da Artemis II

Jeremy Hansen passou anos simulando desastres em cavernas italianas e cápsulas submersas na costa da Flórida, preparando-se para o isolamento e o estresse psicológico. Contudo, o maior perigo de sua próxima jornada é invisível e impossível de ser totalmente replicado na Terra: a radiação espacial. No próximo mês, com o lançamento da missão Artemis II da NASA, Hansen e sua equipe serão os primeiros seres humanos em mais de meio século a deixar a proteção do campo magnético terrestre, enfrentando um bombardeio de partículas atômicas que coloca a biologia humana à prova.

A Radiação espacial e o desafio para os astronautas da Artemis II

Ao contrário da órbita baixa da Terra, onde a Estação Espacial Internacional (ISS) reside sob a proteção da magnetosfera, os astronautas da Artemis II estarão expostos ao “clima espacial” bruto. A radiação espacial que eles enfrentarão provém de três fontes principais:

  1. Cinturões de Van Allen: Nuvens de elétrons e prótons aprisionados pela gravidade e pelo magnetismo terrestre que a cápsula Orion precisará atravessar rapidamente.
  2. Eventos de Partículas Solares (SPEs): Tempestades solares que podem elevar os níveis de radiação a patamares letais em questão de horas.
  3. Raios Cósmicos Galácticos (GCRs): O perigo mais insidioso. São núcleos de elementos pesados, como o ferro, que viajam quase à velocidade da luz. Ao atingirem o corpo humano, funcionam como “balas atômicas”, fragmentando cadeias de DNA e gerando radicais livres que causam caos bioquímico sistêmico.

Embora a dose estimada para os 10 dias de missão seja comparável a uma tomografia de corpo inteiro, a exposição crônica é o principal obstáculo para colonizar a Lua ou Marte. “Esta é a principal limitação para o quão longe podemos explorar nosso Sistema Solar”, afirma Aleksandra Stankovic, do Hospital Geral de Massachusetts.

Inovação médica: células em chips e bioinformática

Para enfrentar a radiação espacial, a NASA está utilizando uma tecnologia revolucionária de bioengenharia: os “chips de órgãos”. Recentemente, células-tronco foram extraídas do próprio sangue de Jeremy Hansen para criar modelos microfluídicos de sua medula óssea — o tecido mais sensível à radiação e vital para o sistema imunológico.

Esses chips personalizados voarão a bordo da Orion enquanto seus “gêmeos biológicos” permanecerão na Terra para controle. O objetivo é comparar como o ambiente do espaço profundo acelera o envelhecimento celular e provoca mutações em tempo real. Essa abordagem permite que cientistas testem contramedidas específicas, como novos antioxidantes e terapias gênicas, antes mesmo de os astronautas apresentarem sintomas clínicos. No futuro, cada tripulante poderá ter um kit médico personalizado, adaptado às suas vulnerabilidades genéticas contra a radiação espacial.

Escudos e abrigos: a engenharia da sobrevivência

A proteção física também deu saltos tecnológicos. A cápsula Orion foi projetada com um “abrigo contra tempestades” sob o piso da cabine, onde a tripulação deve se refugiar caso o Sol emita uma erupção severa. Além disso, materiais ricos em hidrogênio, como polietileno, água e até as roupas dos astronautas, são usados como blindagem, pois o hidrogênio é o elemento mais eficiente para frear prótons solares.

Outra aposta é o colete AstroRad, desenvolvido pela startup StemRad. Testado com manequins na missão não tripulada Artemis I, o colete demonstrou reduzir a dose de radiação em órgãos vitais em até 60%. Embora o peso da carga útil ainda seja um limitador para a Artemis II, essa tecnologia será essencial para missões de longa duração.

Apesar dos riscos de câncer, doenças cardíacas e danos cognitivos, a história dos astronautas da era Apollo traz uma nota de otimismo: a maioria viveu até os 80 ou 90 anos. Contudo, para que a humanidade se torne verdadeiramente multiplanetária, vencer a radiação espacial não será apenas uma questão de engenharia de foguetes, mas de colocar a biologia e a biotecnologia a favor do explorador.

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Washington Luis
Washington Luis
08/02/2026 18:55

E há 60 anos eles usavam o quê, que conseguiram ir lá?🤔🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣

Valéria Cristina
Valéria Cristina
Em resposta a  Washington Luis
11/02/2026 05:55

Conseguiram mas muitos contraíram câncer linfático.

José Cruz
José Cruz
05/02/2026 18:59

Há tá em 1969 eles tinhão está tecnologia

Fonte
Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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