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A maior obra hídrica estadual do Brasil chega a 91%: com 145,3 km, conclusão em junho de 2026; lotes 3 e 4 somam R$ 1,084 bilhão no Cinturão das Águas

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Escrito por Carla Teles Publicado em 26/01/2026 às 19:20
A maior obra hídrica estadual do Brasil chega a 91% com 145,3 km, conclusão em junho de 2026; lotes 3 e 4 somam R$ 1,084 bilhão no Cinturão das Águas
Maior obra hídrica estadual do Brasil, o Cinturão das Águas do Ceará leva transferência hídrica e segurança hídrica ao semiárido cearense.
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Com 145,3 km em execução e conclusão prevista para junho de 2026, a maior obra hídrica estadual do Brasil, o Cinturão das Águas do Ceará, amplia a transferência hídrica e reforça a segurança hídrica no semiárido cearense.

A maior obra hídrica estadual do Brasil, o Cinturão das Águas do Ceará, chegou a 91% de execução e avança como eixo central da transferência hídrica no estado. Com lotes em andamento no Cariri e metas de entrega até junho de 2026, o projeto consolida uma nova rota de água para o semiárido cearense

O que é o Cinturão das Águas do Ceará e por que ele é a maior obra hídrica estadual do Brasil

O Cinturão das Águas do Ceará, conhecido como CAC, é um sistema de transferência hídrica em larga escala. A água captada na barragem de Jati, no Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, percorre 145,3 quilômetros de canais a céu aberto, trechos em concreto, túneis e sifões até alcançar as nascentes do rio Cariús, no município de Nova Olinda, na região do Cariri.

O objetivo central é claro: levar segurança hídrica para o semiárido cearense, reduzindo a dependência de ações emergenciais e garantindo rotas alternativas de abastecimento.

Em vez de tratar cada açude como um sistema isolado, o projeto cria uma malha integrada de bacias, em que uma região pode apoiar outra em momentos críticos.

É essa combinação de extensão, capacidade de redistribuição e prioridade ao consumo humano que faz do CAC a maior obra hídrica estadual do Brasil, com impacto direto na rotina de milhões de pessoas ao longo das próximas décadas.

Andamento da obra: 91% de execução e conclusão prevista para 2026

As obras do Cinturão das Águas estão divididas em cinco lotes. Os Lotes 1, 2 e 5 já foram concluídos, formando trechos operacionais que antecipam parte dos benefícios antes mesmo do término total do empreendimento.

No Lote 3, que liga Barbalha ao Crato, passando por Juazeiro do Norte, a execução chegou a 86%. Já o Lote 4, que segue do Crato até Nova Olinda, está em 70% e tem previsão de conclusão para outubro de 2025. Somando todos os trechos, o CAC mantém execução geral em torno de 90%, com entrega final prevista para junho de 2026.

Durante visita técnica recente ao Lote 3, em Barbalha, gestores do Sistema de Recursos Hídricos reforçaram que o avanço acima do planejado, com 91% executados antes do fim do ano, mostra o esforço para concluir a maior obra hídrica estadual do Brasil dentro do cronograma.

Testes operacionais já vêm sendo feitos, preparando a infraestrutura para entrar em funcionamento pleno.

Como funciona a infraestrutura que redistribui a água no semiárido cearense

A espinha dorsal do projeto é uma sequência de canais escavados, estruturas de concreto, túneis e sifões que conduzem a água por gravidade ou diferença de nível, com estruturas de controle distribuídas ao longo do traçado.

Essas estruturas regulam vazões, permitem a operação segmentada e viabilizam o envio de água a diferentes bacias internas conforme a necessidade.

A operação será apoiada por automação e monitoramento remoto quase em tempo real, permitindo acompanhar volumes, pressões e fluxos com precisão.

A prioridade de distribuição obedece a regras claras: primeiro o abastecimento humano e serviços públicos essenciais, depois demandas da indústria e do turismo, em seguida uso rural e dessedentação animal e, por fim, projetos de agricultura irrigada, sempre de acordo com a disponibilidade.

Além de reforçar a região do Cariri, a maior obra hídrica estadual do Brasil tem papel estratégico na integração hídrica do estado.

Por meio da interligação com o Eixão das Águas, o Cinturão pode contribuir para o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza, alcançando mais de 5 milhões de habitantes, especialmente em situações de estiagem severa.

Investimentos, lotes 3 e 4 e impacto econômico no interior

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O investimento total no Cinturão das Águas é de aproximadamente R$ 800 milhões, considerando os aportes compartilhados entre os governos estadual e federal.

Nos Lotes 3 e 4, o valor global chega a R$ 1,084 bilhão, sendo cerca de R$ 319 milhões destinados ao Lote 3 e R$ 765,9 milhões ao Lote 4.

Essa injeção de recursos não se limita à infraestrutura física. A execução da obra movimenta cadeias produtivas de engenharia, materiais de construção, transporte, combustíveis e serviços locais.

Mais de 1.500 empregos diretos são gerados ao longo do traçado, apoiados por cerca de 500 máquinas em operação.

Ao redor dos canteiros, cresce a demanda por alimentação, hospedagem, comércio e serviços de apoio, o que fortalece a economia dos municípios do interior.

No médio prazo, a expectativa é que a conclusão da maior obra hídrica estadual do Brasil reduza gastos emergenciais do poder público com carros-pipa e ações de crise, ao mesmo tempo em que abre espaço para novos empreendimentos e para a expansão da agricultura irrigada em áreas com maior segurança de abastecimento.

Segurança hídrica para o Cariri e para 24 municípios diretamente atendidos

Quando concluído, o Cinturão das Águas representará um reforço decisivo na segurança hídrica do Cariri, segunda região mais populosa do Ceará e de grande relevância econômica.

O projeto prioriza o abastecimento humano, seguido pelo atendimento às demandas da indústria, do turismo, da dessedentação animal e da agricultura irrigada.

A área de influência direta do empreendimento abrange 24 municípios, beneficiando aproximadamente 561 mil pessoas.

Na prática, isso significa maior estabilidade no fornecimento de água, menos risco de racionamentos prolongados e menor dependência de medidas emergenciais em períodos de seca intensa.

Ao integrar bacias e criar rotas de reforço entre reservatórios, a maior obra hídrica estadual do Brasil reduz o risco de que um açude crítico leve uma cidade inteira ao colapso.

Em vez de depender de um único manancial, as regiões atendidas passam a contar com um sistema articulado, capaz de redirecionar água de áreas com maior oferta para áreas sob maior pressão.

Planejamento hídrico de longo prazo e referência para o Semiárido

O modelo do Cinturão das Águas do Ceará vem chamando a atenção de outros estados do Semiárido por combinar transferência hídrica em grande escala, integração de bacias e prioridade ao consumo humano em uma única estrutura.

Em vez de atuar apenas com ações emergenciais, o estado aposta em uma obra permanente como base de seu planejamento hídrico.

Com conclusão prevista para junho de 2026, o sistema tende a orientar decisões sobre uso da água em áreas urbanas, expansão industrial, projetos agrícolas e proteção de mananciais.

O Cinturão se torna, assim, instrumento central de convivência com o clima semiárido e de organização do desenvolvimento regional, ajudando a equilibrar crescimento econômico e disponibilidade de recursos naturais.

Ao mesmo tempo, a maior obra hídrica estadual do Brasil consolida uma mudança de visão: água deixa de ser tratada apenas como emergência e passa a ser estruturada como infraestrutura estratégica, tão importante quanto rodovias, linhas de transmissão ou grandes obras de energia.

Qual deve ser a prioridade a partir da conclusão do Cinturão das Águas do Ceará: expandir a agricultura irrigada, reforçar ainda mais o abastecimento urbano ou usar essa estrutura para atrair novas indústrias para o semiárido cearense?

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agilson
agilson
30/01/2026 08:49

Finalmente uma obra necessária sendo finalizada, ja deveria ter sido feita há decadas.

Adriano freitas
Adriano freitas
30/01/2026 08:42

Lula não fez nada, durante o governo dele engenheiros começaram a obra, ele desviou muito dinheiro e parou, ele tentou politizar a obra como promessa de campanha. Largou tudo a ação do tempo foi destruindo tudo. Quando Bolsonaro entrou concluiu a obra. Mas quando Lula **** voltou mandou desligar as bombas lula é o maior **** do mundo!

Mary Simonette
Mary Simonette
28/01/2026 22:35

A maior Obra Hídrica
do Brasil so poderia ter sido construída pelo Presidente Lula

Adriano freitas
Adriano freitas
Em resposta a  Mary Simonette
30/01/2026 08:38

Lula não fez nada, durante o governo dele engenheiros começaram a obra, ele desviou muito dinheiro e parou, ele tentou politizar a obra como promessa de campanha. Largou tudo a ação do tempo foi destruindo tudo. Quando Bolsonaro entrou concluiu a obra. Mas quando **** voltou mandou desligar as bombas. **** é o maior **** do mundo!

Pinheiro
Pinheiro
Em resposta a  Adriano freitas
30/01/2026 10:26

Muuuuuumuuu

JULIO GALEANO
JULIO GALEANO
Em resposta a  Mary Simonette
31/01/2026 12:26

De que planeta voce veio!!!! Acha mesmo que o 9 dedos……. ta de sacanagem

Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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