Em uma casa antiga e isolada, ele vive sozinho sem energia, improvisa para conservar alimentos, percorre longas distâncias para comprar mantimentos e enfrenta noites escuras apenas com lamparina, mostrando a rotina dura do sertão profundo
O relato apresentado pelo morador do interior mostra a rotina de alguém que vive em um ponto isolado do sertão e que, segundo suas próprias palavras, vive sozinho sem energia, enfrentando limitações que afetam desde o armazenamento de alimentos até a comunicação básica.
A conversa revela como ele administra o dia a dia em uma casa sem estrutura elétrica, distante de vizinhos e da cidade, mantendo hábitos simples para conseguir permanecer no local.
O vídeo foi gravado pelo influenciador Felipe Sena, conhecido por suas explorações no interior cearense.
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Desafios diários de quem vive sozinho sem energia
O morador explica que utiliza lamparina quando escurece e que continua recorrendo a esse recurso por não ter outra alternativa.
Para ele, não é confortável morar sem eletricidade, porque até o rádio que havia comprado queimou, deixando-o sem um dos poucos meios de distração e informação. Ele relata que o equipamento já funcionava mal e acabou estragando totalmente.
As dificuldades também atingem a forma de guardar mantimentos, já que sem energia não há possibilidade de conservar alimentos por mais tempo.
O acesso à água é feito por cacimbas, que ele considera boas, além do açude próximo, onde toma banho. Sobre a comida, conta que só cozinha o suficiente para o dia, justamente para evitar desperdício. Linguiça, mortadela e queijo se tornam alternativas práticas, porque podem durar mais tempo quando armazenados do jeito que aprendeu.
O queijo, por exemplo, ele dizia que colocava dentro de uma caixa para ficar mais firme, método que usa por causa da ausência de refrigeração.
A rotina isolada e a longa distância para ajuda
Em determinado momento da entrevista, ele fala sobre a antiga casa próxima dali, onde ocorreram histórias que, segundo moradores da região, teriam motivado boatos de assombração.
Ele afirma nunca ter visto nada e diz que o que ouviu foi que a dona da casa tirou a própria vida quando o marido estava fora. Os vizinhos atuais ficam a cerca de 2,5 km e, caso precise de ajuda, precisa se deslocar até lá.
A cidade mais próxima está a aproximadamente 11 km. Ele conta que, quando precisava, ia de bicicleta até lá, mas teve a moto roubada e não registrou ocorrência porque havia perdido os documentos do veículo.
A distância até o povoado mais perto é de cerca de 3 km, o que aumenta ainda mais a dependência do deslocamento em caso de necessidade. Esse trecho do depoimento mostra claramente como alguém que vive sozinho sem energia lida com o isolamento no cotidiano.
Trabalho, renda e sobrevivência em um sertão cada vez mais vazio
Ele comenta que, no passado, muitas pessoas trabalhavam em roçados, mas hoje quase não há mais serviço diário. Segundo ele, parte disso ocorre porque muitos vivem de benefícios como bolsa família, aposentadoria ou pensão. Para quem não tem nenhuma dessas fontes, explica que o jeito seria trabalhar de pedreiro, pois as diárias de roça praticamente acabaram.
Os valores citados mostram um cenário difícil. Pela manhã até o meio-dia, o serviço rende cerca de 40 reais. Para pedreiros, o pagamento chega a 120 reais. Mas o trabalho rural, ele aponta, diminuiu bastante. Antigamente, os roçados tinham 20 litros ou 10 litros, mas hoje quase não se faz mais. Ele afirma que criar gado está complicado e que até manter garrotes tem sido difícil.
A palavra do morador sobre quem decide viver sozinho sem energia
No meio da entrevista, ele é questionado sobre a possibilidade de alguém de fora escolher morar no sertão. A resposta é direta: se a pessoa não for pedreiro nem servente, terá de inventar alguma forma de renda, como vender pão, vender leite ou criar alguma alternativa própria. Ele insiste que diária de serviço não existe mais e que viver apenas do terreno só seria possível em áreas com características específicas, onde se possa fazer carvão ou vender madeira.
Segundo o morador, quem tem algum benefício do governo consegue viver com mais tranquilidade. Ele mesmo afirma ser laudado, utiliza medicação especial e recebe recurso mensal. Por isso, consegue permanecer onde está. Esse momento reforça mais uma vez o cenário de quem vive sozinho sem energia, dependendo de poucas condições para manter o estilo de vida no campo.
A vida na casa abandonada e o passado do lugar
O morador relata que a casa onde vive estava abandonada havia cerca de 15 anos. Antes disso, lembra que ao menos três famílias moraram ali, incluindo pais, filhos e pessoas que cuidavam do gado da antiga fazenda.
Conta que a residência tinha fogão a lenha e que precisou ajeitar alguns danos feitos por quem havia invadido o local. Ele reforça que a propriedade é ampla, com terreno aberto e terra boa, e destaca o açude como um ponto importante para água e banho.
Ele também menciona que, apesar de morar sozinho, não sente medo de assombrações ou animais selvagens.
Sua preocupação seria apenas com pessoas mal intencionadas. Sobre a possibilidade de trocar o sertão pela cidade, responde que só sairia dali se não pudesse ter energia na casa. Caso conseguisse colocar luz no local, afirma que preferiria continuar ali, por causa da água abundante e da tranquilidade do lugar.
Distâncias, acessos e as limitações de quem vive sozinho sem energia
Durante a conversa, ele reforça as distâncias até vizinhos, povoados e a própria cidade. Para compras, utiliza a bicicleta e percorre os 11 km até o comércio.
Para emergências, explica que precisaria procurar algum motoqueiro em casas distantes, já que ambulância não chega até ali.
Ele lembra ainda que o terreno possui áreas boas para plantio e que, antigamente, funcionava como uma pequena fazenda com curral e criação de animais.
O apego ao lugar e a conclusão da rotina de quem vive sozinho sem energia
Ao final, o morador confirma que vive no interior chamado Santo Amaro. Diz que o local é tranquilo e destaca novamente que não deixaria aquele pedaço de terra se houvesse possibilidade de ter eletricidade instalada.
Mesmo sem vizinhos próximos e com tantos desafios, ele demonstra apego ao lugar onde vive sozinho sem energia, afirmando que ali encontra a calma necessária para manter sua rotina simples, sustentada por hábitos antigos e pelas poucas condições que o sertão ainda oferece a quem decide permanecer.

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