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A cidade que afunda 2 cm por mês: novas imagens do satélite da NASA revela colapso do solo da Cidade do México, a maior metrópole da América Latina 

Publicado em 06/05/2026 às 07:28
Atualizado em 06/05/2026 às 07:30
Assista o vídeoNovos dados de satélite mostram a Cidade do México afundando 24 cm por ano. Entenda como o esgotamento de aquíferos está mudando a paisagem da metrópole.
Novos dados de satélite mostram a Cidade do México afundando 24 cm por ano. Entenda como o esgotamento de aquíferos está mudando a paisagem da metrópole. (Imagem meramente ilustrativa)
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Novos dados de satélite da NASA mostram a Cidade do México afundando 24 cm por ano. Entenda como o esgotamento de aquíferos está mudando a paisagem da metrópole.

O solo sob uma das maiores metrópoles do mundo está cedendo a uma velocidade que já pode ser monitorada com precisão milimétrica por radares espaciais. Dados coletados entre o final de 2025 e o início de 2026 pelo satélite NISAR, fruto de uma cooperação entre a NASA e a Índia (ISRO), revelam que a Cidade do México está afundando cerca de 2 centímetros a cada 30 dias em seus pontos mais críticos.

O fenômeno, que já acumula um rebaixamento de mais de 12 metros em menos de um século, é provocado pela compactação das camadas de terra após a retirada intensiva de água dos reservatórios subterrâneos para abastecer os 22 milhões de habitantes da região.

Tecnologia espacial monitora a Cidade do México afundando

A gravidade do colapso do terreno foi mapeada por sensores avançados de banda L e banda S, capazes de enxergar variações na superfície mesmo através de vegetação densa.

Esse novo mapa de subsidência (termo que designa o afundamento do solo) destaca manchas em azul escuro sobre bairros onde o solo desce mais de 24 centímetros anualmente.

Por outro lado, a missão NISAR não serve apenas para fins urbanos; ela também monitora o degelo de calotas polares e o estado das florestas globais.

No caso mexicano, a tecnologia confirmou que o rebaixamento não é uniforme, afetando com mais força áreas construídas sobre sedimentos moles de antigos lagos.

Assim, o satélite tornou-se uma ferramenta vital para identificar quais infraestruturas correm risco iminente de danos estruturais graves devido à instabilidade do terreno.

Novos dados de satélite mostram a Cidade do México afundando 24 cm por ano. Entenda como o esgotamento de aquíferos está mudando a paisagem da metrópole.
Novos dados de satélite mostram a Cidade do México afundando 24 cm por ano. Entenda como o esgotamento de aquíferos está mudando a paisagem da metrópole. Fonte: NASA.

O paradoxo dos degraus e a herança lacustre

A arquitetura da capital é o reflexo mais evidente de que a Cidade do México está afundando de forma contínua.

Um exemplo emblemático é o monumento do Anjo da Independência, no Paseo de la Reforma, inaugurado em 1910.

Enquanto a coluna permanece estável por estar fixada em camadas profundas, o terreno ao redor desce tanto que, ao longo dos anos, foi necessário construir 14 degraus extras para que a população continuasse tendo acesso à base da estrutura.

Além disso, o cenário de crise é um reflexo direto do passado geográfico da região:

  • Fundação sobre a água: A cidade ocupa o antigo leito seco de lagos, como o Texcoco e o Chalco.
  • Canais extintos: Ruas do centro histórico já foram canais navegáveis no passado.
  • Ecossistemas em risco: Regiões úmidas remanescentes, como o Lago Nabor Carrillo, ainda abrigam o axolote, espécie ameaçada pela degradação do solo.
  • Compactação irreversível: À medida que a água é extraída do aquífero para consumo, o solo se comprime e perde o volume original.

Monumentos históricos e infraestrutura sob ameaça

Os efeitos do afundamento não poupam nem o patrimônio cultural nem os serviços essenciais.

A Catedral Metropolitana, cuja construção remonta ao século XVI, já exibe inclinações que podem ser notadas por qualquer visitante.

Além disso, pontos estratégicos para a economia e o transporte, como o aeroporto principal da cidade, também figuram entre as áreas de maior risco detectadas pelos radares da NASA.

A extração de água subterrânea cria um ciclo perigoso: quanto mais a cidade cresce, maior é a demanda hídrica e, consequentemente, mais rápido o solo cede.

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Portanto, a crise hídrica cronica enfrentada pelos mexicanos não é apenas uma questão de desabastecimento, mas uma ameaça direta à integridade física de edifícios e sistemas de transporte.

Os dados mais recentes do satélite NISAR, obtidos entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, servem como um alerta final para a necessidade de mudanças drásticas no planejamento urbano.

Além de expor a fragilidade do solo, as imagens destacam que a gestão hídrica atual é insustentável a longo prazo.

Enquanto isso, a tecnologia continua a fornecer subsídios para que engenheiros e geólogos tentem prever onde ocorrerão as próximas rachaduras em adutoras ou trilhos de metrô.

Com informações do g1

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Karlos Bambino
Karlos Bambino
06/05/2026 13:25

Mas não se preocupem hermanos….
Venham para o braziu, todos….
Aqui tem assistência pra tudo…. Vamos destruir esse país juntos … L ❤🦑

Eumermo
Eumermo
Em resposta a  Karlos Bambino
07/05/2026 16:34

Hermanos sao os argentinos, seu ****. Sabe nem lacrar.

Marco Antônio de Freitas
Marco Antônio de Freitas
Em resposta a  Eumermo
12/05/2026 15:01

Pela proximidade, o termo “hermano” é mais usado para designar os nossos vizinhos argentinos, mas também, pela origem linguística, também é aplicável a TODOS os latino-americanos. Um pouco menos de ódio lhe faria bem.

Fonte
Andriely Medeiros de Araújo

Ensino superior em andamento. Escreve sobre Petróleo, Gás, Energia e temas relacionados para o CPG — Click Petróleo e Gás.

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