A Agroindústria Brasileira ainda está vivendo um momento, após o início do ano de 2022 com perspectivas nada promissoras no agronegócio, começaremos o ano de 2023 com uma situação um pouco melhor.
Essa análise é do pesquisador do Centro de Agronegócio da FGV – Fundação Getúlio Vargas, Felippe Serigati, que diante do quadro apontado por esse índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), sendo um estudo realizado por essa instituição para que consiga medir a evolução de curto prazos no volume de produção física da agroindústria.
Esse Coordenador do Mestrado Profissional em Agronegócio (MPAgro) da Escola de Economia de São Paulo da FGV, o Serigati, estimou que a produção agroindustrial tenha um crescimento de cerca de 2% ainda este ano, mesmo levando em conta o último levantamento, que apontou para uma evolução de cerca de 0,7% até meados de agosto.
“A economia brasileira teve uma reação no segundo semestre com fatores estruturais, como o recuo na disseminação do vírus da Covid-19 e a abertura da economia, com pessoas podendo circular com a liberdade, o que aqueceu o setor de serviços, que realmente gera empregos no país”, analisa ele.
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As próximas horas serão de tensão crescente em torno do viés a ser adotado pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom/BC) com relação à taxa básica de juros (Selic), ao cabo da reunião dessa quarta-feira (17). Embora o mercado se apresente ‘dividido’ quanto à decisão do colegiado, a tendência mais forte das últimas semanas é de que a taxa se mantenha inalterada no patamar atual de 14,50% ao ano. Já uma ala minoritária ainda ‘aposta’ em uma queda 0,25 ponto percentual (p.p).
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“Combinando com fatores conjunturais, como o aumento do auxílio Brasil, redução tributária de combustíveis e a ajuda a algumas categorias, a exemplo dos caminhoneiros, isso deu um ganho de renda que se refletiu no aumento da demanda para os produtos da agroindústria”, concluiu Serigati.
Segundo o estudo do FGV Agro, os produtores alimentícios e as bebidas, foram os focos principais da ANUEFOOD Brazil – 4ª feira Internacional Exclusiva para os setores de alimentos e bebidas, que acontecem entre os dias 11 e 13 de abril deste ano de 2023 em São Paulo, terão ainda o crescimento de mais de 2,5%. Serigati explica que para toda essa previsão realmente acontecer, o crescimento desse segmento terá que ser ainda mais forte no último trimestre do ano.
“Será necessária uma evolução de mais de 6% em relação aos últimos três meses do ano passado em toda a agroindústria, enquanto para produtos alimentícios e bebidas esse índice deve aumentar em cerca de 5%. Como o quarto trimestre de 2021 foi muito fraco para esse setor, essas taxas de crescimento, embora expressivas, ainda são razoáveis”, calculou ele.
O PIM Agro é ainda gerado a partir de alguns dados de Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).


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