No Oregon, o casal Dabney Tompkins e Alan Colley construiu uma torre de vigia de incêndio de 36 m² a 12 metros do chão, em meio à floresta. Eles largaram os empregos para morar na casa suspensa e hoje a alugam no Airbnb por cerca de US$ 257 a noite, com 1.600 pessoas na fila.
Uma casa a 12 metros do chão, no meio da floresta, virou um dos aluguéis mais disputados dos Estados Unidos. No Oregon, o casal Dabney Tompkins e Alan Colley ergueu uma torre de vigia de incêndio de 36 metros quadrados e passou a alugá-la no Airbnb. O caso foi divulgado pela emissora Today e detalhado pela imprensa americana.
O sucesso é tão grande que a procura beira o inacreditável. A casa aceita apenas 65 reservas por ano e já tem cerca de 1.600 pessoas na fila de espera, com diárias que passam de US$ 257. Quando abrem novas datas, tudo se esgota em minutos.
Mas a história vai além do negócio de sucesso. Para chegar até ali, o casal largou os empregos, apostou em um projeto arriscado e viveu anos isolado na natureza. A seguir, veja como uma torre de vigia inspirada nas antigas guaritas florestais virou um dos destinos mais cobiçados do Airbnb.
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Quem são Dabney e Alan, o casal da torre no Oregon

Por trás do projeto está um casal em busca de uma vida diferente. Dabney Tompkins e Alan Colley decidiram trocar a rotina urbana por um refúgio isolado em plena natureza do Oregon, nos Estados Unidos. A ideia era criar um lugar único, longe do barulho e do ritmo das cidades.
O terreno escolhido é imenso e remoto. O casal se instalou em cerca de 160 acres de floresta, dentro da Umpqua National Forest, a uns 16 quilômetros da pequena cidade de Tiller. É um cenário de mata fechada, silêncio e vistas amplas, perfeito para o tipo de moradia que eles imaginavam.
A grande virada de vida veio em 2014. Naquele ano, Dabney e Alan largaram os empregos e se mudaram de vez para a propriedade, com o plano de morar ali por apenas um ano. Como um deles resumiu, “um ano virou nove”, tamanho o encanto com a vida na torre de vigia.
Hoje, porém, eles já não vivem no local. Depois de anos na propriedade, o casal seguiu outros caminhos, mas manteve a casa funcionando como aluguel de temporada. A torre que era o lar deles virou um empreendimento que continua atraindo gente do mundo inteiro.
Uma torre inspirada nas torres de vigia de incêndio

Aqui vale uma correção importante sobre a história. A torre não é uma antiga guarita reformada: o casal a construiu do zero, em 2009, inspirando-se nas torres de vigia de incêndio que o Serviço Florestal americano erguia no início do século 20. É uma homenagem moderna àquelas estruturas.
Essas torres tinham uma função clara no passado. Espalhadas por florestas dos Estados Unidos, as torres de vigia serviam para que observadores avistassem focos de incêndio a quilômetros de distância e dessem o alerta. Ficavam bem altas justamente para garantir uma visão ampla da mata.
Muitas dessas construções foram desaparecendo com o tempo. Com o avanço da tecnologia, aviões, satélites e câmeras substituíram boa parte das torres de vigia de incêndio, que foram abandonadas ou demolidas. Recriar uma delas, como fez o casal, ajuda a manter viva a memória dessas guaritas florestais.
Recriar esse estilo trouxe desafios de engenharia. Erguer uma torre de cerca de 12 metros de altura, acessível apenas por quatro lances de escada, exigiu mão de obra especializada e planejamento. O detalhe curioso é que um dos donos, Alan Colley, tem medo de altura, o que tornou o projeto ainda mais ousado.
O resultado é uma estrutura que mistura nostalgia e conforto. Por fora, a torre de vigia lembra as antigas guaritas florestais; por dentro, é uma casa aconchegante e equipada. Essa combinação entre visual histórico e comodidade moderna é parte do charme que conquista os hóspedes.
Como é a casa de 36 m² a 12 metros do chão

O espaço é compacto, mas completo. No topo da torre, a 12 metros do chão, fica a casa de cerca de 36 metros quadrados, o equivalente a 388 pés quadrados. Apesar do tamanho enxuto, o ambiente acomoda até quatro pessoas e conta com uma cozinha completa.
A vista é, sem dúvida, o maior luxo do lugar. Do alto da torre de vigia, os hóspedes enxergam o mar de árvores da floresta ao redor, com direito a céu estrelado à noite e amanheceres sobre a mata. É esse cenário que transforma uma diária em uma experiência inesquecível.

A localização isolada faz parte da proposta. Longe de cidades e cercada por 160 acres de natureza no Oregon, a casa oferece silêncio absoluto e desconexão total, algo cada vez mais raro e valorizado. Quem se hospeda ali troca o barulho urbano pelos sons da floresta.
Viver e se hospedar em um lugar tão remoto exige autonomia. Longe da rede urbana, casas como essa costumam depender de energia solar, captação de água e outros sistemas próprios para funcionar. Essa vida fora da rede é parte do encanto, mas também um desafio diário para quem administra a torre.
O acesso pelas escadas também vira atração. Subir os quatro lances até a casa suspensa faz parte da aventura, ainda que exija disposição. Para muita gente, dormir a 12 metros do chão, no alto de uma torre, é justamente o que torna a estadia tão especial e diferente de qualquer hotel.
Do sonho de um ano a nove anos morando ali
O que era para ser uma temporada curta virou quase uma década. Ao se mudarem em 2014, Dabney e Alan planejavam viver na torre de vigia por apenas um ano, como uma pausa na vida urbana. Mas o encanto com o lugar fez o prazo se estender muito além do previsto.
Para conciliar moradia e negócio, eles adaptaram a propriedade. Com o tempo, o casal construiu outros dois prédios no terreno, o que permitiu viver no local enquanto alugava a torre para hóspedes durante boa parte do ano. Assim, a casa dos sonhos também virou fonte de renda.
O aluguel funciona conforme as estações. A torre de vigia costuma ser oferecida no Airbnb de abril a novembro, período de clima mais favorável para encarar a floresta e as escadas. No inverno rigoroso do Oregon, o acesso e a estadia ficariam bem mais complicados.
Esse arranjo mostra como o projeto amadureceu. De refúgio pessoal a empreendimento, a casa no alto da torre foi ganhando estrutura e organização. Mesmo depois de o casal deixar o local, o modelo montado por eles seguiu de pé, atraindo visitantes atrás daquela experiência única.
1.600 na fila e US$ 257 a noite: o sucesso no Airbnb
Os números do aluguel impressionam. A torre de vigia aceita apenas 65 reservas por ano, o que já a torna naturalmente exclusiva. Mesmo assim, a procura é gigantesca: há cerca de 1.600 pessoas na fila de espera para conseguir uma diária no lugar.
A concorrência por uma vaga é feroz. Segundo as reportagens, quando novas datas são liberadas no Airbnb, elas se esgotam em questão de minutos. É o tipo de disputa que costuma acontecer com shows famosos, não com uma casa isolada no meio da floresta do Oregon.
O preço acompanha essa exclusividade. A diária na torre passa de US$ 257, valor considerado alto, mas que não afasta os interessados. Pelo contrário: a combinação de raridade, vista e experiência faz muita gente topar pagar e ainda entrar na longa lista de espera.
A escassez, aliás, é parte da estratégia. Ao limitar as reservas e operar só em parte do ano, a torre de vigia fica ainda mais desejada, num efeito parecido com o de produtos de edição limitada. Quanto mais difícil conseguir uma diária, mais gente quer entrar na fila do Airbnb.
Esse fenômeno diz muito sobre o novo turismo. Cada vez mais, viajantes buscam estadias diferentes e memoráveis, em vez de quartos de hotel padronizados. Uma torre de vigia de incêndio virada casa encaixa perfeitamente nesse desejo por experiências fora do comum.
Por que torres de vigia viram o Airbnb dos sonhos
O caso do Oregon faz parte de uma tendência maior. Nos Estados Unidos, antigas torres de vigia de incêndio, muitas desativadas pelo Serviço Florestal, viraram objeto de desejo para quem quer passar a noite em meio à natureza. Algumas são alugadas, outras recriadas, como a de Dabney e Alan.
O apelo dessas torres é fácil de entender. Elas oferecem vistas panorâmicas, isolamento e uma sensação de aventura que hotéis comuns não conseguem reproduzir. Dormir no alto de uma torre, cercado apenas por floresta, é o tipo de história que rende boas lembranças e muitas fotos.
Nos Estados Unidos, há até um sistema oficial para isso. O governo aluga dezenas de antigas torres de vigia de incêndio a preços acessíveis, por meio de programas de recreação nas florestas nacionais. Essas diárias baratas costumam esgotar meses antes, mostrando como o formato conquistou os viajantes.
Há também o fator nostalgia e história. As torres de vigia remetem a uma época em que homens e mulheres passavam meses isolados vigiando as matas contra o fogo. Hospedar-se em uma delas é, de certo modo, reviver esse passado, com todo o conforto de uma casa moderna.
Não por acaso, esse tipo de hospedagem lota o Airbnb. Estadias únicas, como cabanas na árvore, faróis, vagões de trem e torres, estão entre as mais procuradas na plataforma. A casa do casal no Oregon é um exemplo perfeito de como o inusitado virou um ótimo negócio.
No fim, a torre de vigia do Oregon provou que o inusitado tem preço, e bem alto: quanto mais rara e memorável a experiência, mais gente entra na fila disposta a pagar caro por uma única noite.
Quanto pode render uma hospedagem tão disputada
Vale fazer uma conta simples para dimensionar o negócio. Se a torre de vigia aluga 65 diárias por ano a mais de US$ 257 cada, o faturamento bruto passa facilmente de US$ 16 mil por temporada, apenas com a hospedagem principal. Não é uma fortuna, mas é uma renda relevante para uma única casa.
É claro que o modelo também tem custos e trabalho. Construir, manter e limpar uma casa remota, receber hóspedes e cuidar da segurança em uma torre de 12 metros dão bastante trabalho. O lucro existe, mas vem acompanhado de dedicação, e não cai do céu só porque o imóvel é bonito.
O valor real, porém, tende a ser maior. Propriedades tão disputadas costumam cobrar tarifas mais altas em datas especiais e podem incluir taxas de limpeza e serviços extras. Com 1.600 pessoas na fila, o dono tem margem para ajustar preços sem perder demanda no Airbnb.
Mais do que o dinheiro, há o valor da marca. Uma torre que vira notícia no mundo todo ganha uma fama que dinheiro nenhum compra, atraindo ainda mais interessados. Essa visibilidade transforma a casa em um destino desejado, e não apenas em mais uma opção de aluguel.
O caso mostra o potencial das hospedagens de experiência. Investir em um imóvel único, bem localizado e com uma boa história pode render mais, por diária, do que muitos aluguéis tradicionais. A torre de vigia do Oregon virou um estudo de caso sobre esse mercado.
O que isso tem a ver com o Brasil
O Brasil também vive o boom das hospedagens diferentes. Cresce no país a busca por estadias de experiência, como cabanas, domos, casas na árvore e refúgios em meio à natureza, muitos deles anunciados no Airbnb. A lógica é a mesma da torre de vigia do Oregon: vender vista, silêncio e algo fora do comum.
O mercado de aluguel por temporada explodiu por aqui. Com milhões de anúncios ativos e um turismo interno aquecido, plataformas como o Airbnb viraram fonte de renda para muita gente. Nesse cenário, imóveis com uma pegada diferente, como uma casa isolada na natureza, se destacam da concorrência e cobram diárias mais altas.
O turismo rural e ecológico ganha força por aqui. De serras a áreas de mata, proprietários brasileiros têm transformado terrenos e construções em refúgios para quem quer fugir da cidade, seguindo o modelo de moradia e negócio que o casal americano montou. É uma forma de gerar renda valorizando a natureza.
A criatividade na hospedagem também aparece no Brasil. Assim como uma torre virou casa de aluguel nos Estados Unidos, por aqui já há silos, contêineres e construções inusitadas convertidos em pousadas e Airbnbs charmosos. O inusitado atrai hóspedes e rende boas diárias.
Por fim, fica a inspiração para quem pensa em empreender. A história mostra que uma boa ideia, aliada a uma casa única e a uma boa história, pode virar um negócio de sucesso no Airbnb. Para o Brasil, cheio de paisagens exuberantes, o potencial desse tipo de turismo é enorme.
E você, pagaria para dormir no alto de uma torre?
A história da torre de vigia do Oregon mostra como uma ideia ousada pode virar sonho de consumo. O casal Dabney e Alan largou os empregos, construiu uma casa de 36 metros quadrados a 12 metros do chão e transformou a estrutura em um dos aluguéis mais disputados do Airbnb, com 1.600 pessoas na fila e diárias acima de US$ 257.
E você, toparia pagar para passar a noite no alto de uma torre, cercado só pela floresta? Conta aqui nos comentários o que achou dessa moradia improvável e se você trocaria a cidade por uma casa isolada como essa, mesmo que fosse só por uma diária.

