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O cartão Samsung Itaú será encerrado em 1º de agosto de 2026 e toda a base de clientes vai migrar automaticamente para o Itaú Platinum, confirmam as duas empresas

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 05/07/2026 às 13:51
Cartão Samsung Itaú será encerrado em 1º de agosto de 2026 e clientes migram para o Itaú Platinum; veja o que muda nos benefícios e nos pontos
Cartão Samsung Itaú será encerrado em 1º de agosto de 2026 e clientes migram para o Itaú Platinum; veja o que muda nos benefícios e nos pontos
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Produto lançado em fevereiro de 2021 sai de linha após 5 anos por reestruturação da parceria entre a fabricante e o Itaú Unibanco, e o banco promete manter benefícios como o parcelamento de aparelhos sem juros

Quem carrega o cartão Samsung Itaú na carteira tem data para se despedir dele. Segundo o ND Mais, em matéria de 3 de julho de 2026, o cartão de crédito criado pela parceria entre a Samsung e o Itaú Unibanco será encerrado em 1º de agosto de 2026, permanecendo ativo e funcionando normalmente até essa data.

O anúncio veio das próprias empresas, sem rodeios. A decisão faz parte de uma reestruturação da parceria entre a fabricante sul-coreana e o maior banco privado do Brasil, conforme o ND Mais, e a base de clientes será migrada para um produto exclusivo do Itaú. Ninguém fica sem cartão: fica sem a marca Samsung estampada nele.

O que muda em 1º de agosto

A transição tem desenho simples para o cliente. Segundo o Poder360, o Samsung Itaucard será convertido em Itaú Platinum, com a migração de toda a base atual de clientes para a nova categoria.

Até lá, nada trava. O cartão atual continua ativo, as compras seguem valendo e o cliente não precisa tomar nenhuma ação imediata, conforme o ND Mais destaca ao informar que as novas condições serão comunicadas diretamente pelo banco. A regra de ouro em qualquer virada de produto financeiro se aplica aqui: quem muda o produto é o banco, e cabe a ele avisar cada cliente antes de qualquer alteração de cobrança.

Por que o cartão acabou: a reestruturação da parceria

O aplicativo do banco exibe a fatura durante a transição dos cartões da parceria.
O aplicativo do banco exibe a fatura durante a transição dos cartões da parceria.

O produto não morreu de fracasso, morreu de estratégia. Conforme o Poder360, Samsung e Itaú Unibanco confirmaram em comunicado conjunto o fim do cartão após 5 anos de mercado, dentro de uma reformulação do portfólio de serviços financeiros que as duas marcas oferecem juntas.

O detalhe que muda a leitura do anúncio está no que sobrevive. A parceria comercial entre a Samsung e o Itaú continua existindo, o que acaba é o cartão de marca compartilhada, conforme o ND Mais. Em vez de um plástico com logotipo dos dois lados, a relação passa a viver dentro do ecossistema do banco, com a loja da fabricante acessível pelos canais do próprio Itaú.

Os benefícios que o cartão Samsung Itaú oferecia

O cartão nasceu em fevereiro de 2021 com uma proposta clara: ser a porta de entrada financeira do universo Galaxy. Segundo o ND Mais, o produto foi lançado com bandeira Visa e oferecia parcelamento em até 24 vezes sem juros na compra de produtos Samsung, garantia estendida em compras selecionadas, integração com o Samsung Pay e acesso ao programa de pontos iupp.

Havia ainda uma camada de proteção que os fãs da marca valorizavam. O portfólio incluía o Cadeado Galaxy, recurso de proteção e rastreamento para celulares roubados, conforme o Poder360, um benefício raro no mercado de cartões e desenhado sob medida para quem carrega um aparelho premium no bolso.

De 2021 a 2026: a vida útil de uma parceria

A trajetória do produto conta a história recente do varejo financeiro brasileiro. O cartão Samsung Itaú chegou ao mercado em fevereiro de 2021, no auge da corrida dos bancos por parcerias com grandes marcas de tecnologia, quando cada aquisição de smartphone parcelada era também uma porta de entrada para novos correntistas e faturas recorrentes.

Cinco anos depois, o cenário virou. O mesmo cliente que em 2021 precisava de um cartão dedicado para parcelar um Galaxy sem juros hoje encontra ofertas equivalentes dentro do aplicativo do banco, sem plástico exclusivo, e é essa mudança de hábito, mais do que qualquer desgaste entre as marcas, que explica o encerramento. O produto cumpriu o ciclo: capturou o público na fase de expansão e agora é absorvido pela estrutura padrão do banco na fase de consolidação.

O que fica de pé depois da migração

Cliente aproxima o celular da maquininha usando o pagamento por aproximação.
Cliente aproxima o celular da maquininha usando o pagamento por aproximação.

A boa notícia para o consumidor é que a mudança não zera as vantagens. Segundo o Poder360, o cliente migrado mantém o acesso à loja Samsung dentro do Itaú Shop, com parcelamento em até 21 vezes sem juros, além do programa Sempre de Samsung, que financia até 60% do valor do aparelho em 21 parcelas.

A régua de comparação, porém, merece atenção. O parcelamento máximo sem juros encolhe de 24 para 21 vezes na loja da marca, e os demais benefícios do novo cartão passam a seguir o padrão da categoria Platinum do banco, conforme o Poder360. O saldo final de cada cliente vai depender de quanto ele usava as vantagens específicas da parceria e de quais condições o Itaú confirmar na comunicação individual de migração.

O que os clientes precisam fazer agora

A resposta curta é: nada, por enquanto. Conforme o ND Mais, os clientes receberão em breve as informações sobre as novas condições e o processo de migração, e o cartão atual segue funcionando normalmente até 1º de agosto de 2026.

A resposta esperta é um pouco mais longa. Vale conferir o saldo de pontos no programa de fidelidade, guardar os comprovantes de garantia estendida de compras recentes e acompanhar os comunicados oficiais do banco, porque toda migração de produto financeiro tem letras miúdas, e é nelas que moram tanto as surpresas boas quanto as ruins. Quem tiver parcelamento longo em andamento também deve confirmar que as parcelas seguem nas mesmas condições contratadas.

Outro ponto de atenção é a fatura e a anuidade. Nenhuma das comunicações iniciais detalhou a política de tarifas do novo produto, e categoria Platinum costuma ter régua própria de isenção por gastos. Se a anuidade do cartão novo não compensar o teu padrão de uso, a janela de migração é o melhor momento para negociar ou pedir outra categoria, porque é quando o banco mais quer evitar perder o cliente para a concorrência.

O tamanho da pegada do cartão no mercado brasileiro

O produto nunca divulgou base oficial de clientes, mas a relevância era visível no ecossistema da marca. A fabricante sul-coreana lidera as vendas de smartphones no Brasil há anos, e o cartão Samsung Itaú era peça central da esteira de financiamento desses aparelhos, aparecendo no checkout da loja oficial e nas campanhas de lançamento de cada geração do Galaxy.

Para o Itaú, o movimento consolida uma tendência interna. O banco vem enxugando o portfólio de cartões co-branded e concentrando os clientes nas categorias próprias, onde controla sozinho a régua de benefícios, a anuidade e o relacionamento, sem dividir a gestão do produto com um parceiro de outro setor. É um movimento espelhado no mercado inteiro, e o fim do cartão Samsung Itaú é o exemplo mais visível da safra de 2026.

Sinal dos tempos: por que os cartões de marca estão minguando

O fim do Samsung Itaucard não é um caso isolado no mercado brasileiro. Os cartões co-branded, aqueles de marca compartilhada entre um banco e uma varejista, companhia aérea ou fabricante, viveram seu auge quando eram o único caminho para benefícios exclusivos, e vêm perdendo espaço num país em que carteiras digitais, cashback direto no aplicativo e programas de pontos dos próprios bancos entregam vantagens parecidas sem a burocracia de um plástico dedicado.

Para os bancos, a conta também mudou. Manter um produto de nicho custa caro em tecnologia, marketing e atendimento, e concentrar os clientes em categorias padronizadas como a Platinum simplifica a operação, enquanto as marcas parceiras migram para dentro dos superaplicativos e das lojas integradas dos bancos. O cliente brasileiro deve se acostumar: a era do cartão com logotipo de loja está sendo substituída pela era do benefício embutido no aplicativo.

Conta pra gente nos comentários: tu tinhas o cartão da parceria e a migração para o Platinum te atende ou te faz procurar outro banco?

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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