Modelos pouco lembrados no mercado de usados revelam combinações de desempenho, conforto e equipamentos que surpreendem quem busca alternativas fora das escolhas mais comuns.
Modelos que já deixaram as vitrines das concessionárias seguem chamando atenção no mercado de usados pelo que entregam em espaço, conforto e equipamentos na comparação com o que se compra zero hoje.
Entre eles, há um hatch médio que encarou o Volkswagen Golf, sedãs espaçosos para rodar muitos quilômetros com conforto e até uma picape intermediária discreta, mas robusta.
Em vez de olhar apenas para os nomes mais lembrados e fáceis de revender, parte dos consumidores tem buscado justamente esses carros que ficaram em segundo plano.
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São veículos que já saíram de linha ou perderam espaço em vendas, porém mantêm boa reputação em dirigibilidade, robustez mecânica e custo-benefício.
Nesta seleção, aparecem quatro modelos usados que costumam custar menos do que rivais diretos, sem abrir mão de equipamentos ou desempenho.
Os preços citados tomam como referência anúncios de unidades em bom estado, normalmente com manutenção em dia e quilometragem compatível com a idade.
Como acontece com qualquer usado, valores variam bastante conforme região, conservação e histórico de revisões, mas ainda assim ajudam a mostrar por que esses carros seguem atraentes para quem pesquisa com calma.
Ford Focus usado: hatch médio com ótimo custo-benefício
Único hatch médio produzido no Brasil que conseguiu rivalizar de igual para igual com o Volkswagen Golf, o Ford Focus é lembrado até hoje pela combinação de acerto de suspensão e direção precisa.
Para muitos entusiastas, foi um dos modelos com melhor dirigibilidade já vendidos na categoria.
No mercado de usados, ainda é comum encontrar exemplares da segunda geração, especialmente ano-modelo 2010, com valores partindo da faixa de R$ 29.990, a depender do estado de conservação e do pacote de equipamentos.
Nessa geração, o Focus oferecia opção de motor 1.6 flex ou 2.0 flex, ambos quatro-cilindros.
Quem prioriza desempenho tende a preferir o 2.0, que entrega 148 cv de potência e cerca de 19,5 kgfm de torque com etanol, números que permitem respostas rápidas em rodovias e ultrapassagens mais seguras.
Esse conjunto podia ser combinado ao câmbio manual de cinco marchas ou ao automático de quatro velocidades, este último mais voltado ao conforto do que à esportividade.

Mesmo nas versões intermediárias, o Focus já oferecia um pacote de itens de série considerado completo para a época, com ar-condicionado, direção hidráulica, computador de bordo, vidros, travas e retrovisores elétricos e faróis de neblina.
Rádio com toca-CDs fazia parte da lista original, com algumas unidades já atualizadas pelos donos para centrais multimídia com Bluetooth.
As configurações mais caras traziam ainda bancos de couro, ar-condicionado automático e teto solar, recursos que ainda hoje não aparecem em todos os compactos zero-quilômetro.
Para quem aceita conviver com um projeto descontinuado e entende a importância de manter revisões em dia, o Focus continua oferecendo um conjunto que alia bom comportamento dinâmico, ergonomia correta e sensação de carro “superior” ao preço que costuma ser pedido.
Chevrolet Vectra: sedã robusto e espaçoso no mercado de usados
Entre os sedãs médios, o Chevrolet Vectra ganhou espaço no Brasil principalmente na segunda geração, vendida entre o fim da década de 1990 e meados dos anos 2000.
No entanto, é a geração seguinte, comercializada de 2006 a 2011, que costuma aparecer como oportunidade no mercado de usados.
Apesar do nome conhecido, esse Vectra é, na prática, o Astra europeu adaptado ao mercado brasileiro, com foco em conforto e robustez mecânica.
Exemplares 2011, já de fim de produção, aparecem com preços iniciais próximos de R$ 33.880, variando conforme versão e estado geral.
Debaixo do capô, o sedã utiliza o conhecido motor GM Família II 2.0 flex de oito válvulas, que entrega 140 cv de potência e aproximadamente 19,7 kgfm de torque com etanol.

Não é um conjunto voltado à economia máxima de combustível, mas compensa com manutenção simples, ampla oferta de peças e histórico de confiabilidade.
O câmbio pode ser manual de cinco marchas ou automático de quatro velocidades, alternativa buscada por quem roda muito em trânsito urbano.
O Vectra se destaca também pelo pacote de equipamentos.
Entre os recursos mais comuns nas versões bem equipadas estão ar-condicionado automático, computador de bordo, faróis de neblina, sistema de som com toca-CDs e conexão Bluetooth, além de vidros, travas e retrovisores elétricos e sensor de chuva em determinados acabamentos.
Com bom espaço interno para a família e porta-malas amplo, o modelo se encaixa no perfil de quem busca um sedã médio completo, com conforto para viagens e custo de compra mais baixo que o de rivais japoneses da mesma época.
Renault Duster Oroch: picape intermediária com versatilidade
Antes de a Fiat Toro dominar o segmento das picapes intermediárias, a Renault Duster Oroch foi a primeira a ocupar esse espaço entre as compactas tradicionais e as médias.
Apesar de nunca ter repetido o sucesso da rival, a picape derivada do Duster continua sendo alternativa interessante para quem precisa de caçamba, mas não quer abrir mão de um porte relativamente compacto.
A Oroch aproveita a reputação do Duster em termos de robustez estrutural e custo de manutenção e adiciona uma área de carga generosa.
A caçamba oferece cerca de 683 litros de volume e suporta até 650 kg, dados que atendem bem tanto pequenos prestadores de serviço quanto quem precisa transportar cargas de lazer.
Unidades 2017, especialmente na versão Dynamique, aparecem com preços a partir de R$ 54.990, com grande variação de acordo com quilometragem e acessórios instalados.

Nessa fase, a picape podia ser equipada com motor 1.6 flex aspirado, de até 115 cv, ou com o 2.0 flex aspirado, que chega a 148 cv de potência e cerca de 20,9 kgfm de torque com etanol.
O câmbio podia ser manual de seis marchas ou automático de quatro velocidades, dependendo da configuração escolhida.
Na versão Dynamique, a lista de série inclui ar-condicionado, piloto automático, bancos de couro, faróis de neblina, sensor de estacionamento traseiro, computador de bordo e central multimídia com espelhamento de smartphone.
A suspensão mais alta, combinada a um acerto firme, contribui para enfrentar pisos ruins com menos preocupação com raspadas e buracos.
Quem precisa de um veículo “meio utilitário, meio passeio” encontra na Duster Oroch uma opção menos visada em revenda, porém interessante para uso misto urbano e rodoviário.
Nissan Sentra: sedã confortável e muitas vezes subvalorizado
Entre os sedãs médios japoneses, Toyota Corolla e Honda Civic costumam dominar a lembrança dos consumidores.
No entanto, há um terceiro modelo dessa escola que, muitas vezes, fica fora das primeiras buscas, embora entregue conjunto competitivo: o Nissan Sentra.
A geração mais recente vendida antes da mudança total de linha no país oferece um pacote equilibrado para quem quer um sedã confortável, silencioso e com bom espaço.
Unidades 2018 aparecem em anúncios com preços a partir da casa de R$ 58.967, dependendo da versão e da condição do veículo.

O Sentra traz sob o capô o motor 2.0 flex de quatro cilindros, que desenvolve 140 cv de potência e 20 kgfm de torque, tanto com etanol quanto com gasolina, sempre ligado ao câmbio CVT, sem trocas de marcha perceptíveis.
A proposta é claramente de conforto.
As respostas são suaves, o isolamento acústico é bom e o acerto de suspensão privilegia o rodar macio, sem abrir mão de estabilidade adequada para a categoria.
Um dos pontos fortes desse sedã é o espaço interno, com bom vão para as pernas de quem viaja atrás, além de um porta-malas generoso.
Dependendo da versão, o modelo oferece ainda ar-condicionado digital de duas zonas, chave presencial, partida por botão, controles eletrônicos de estabilidade e tração, bancos de couro e central multimídia.
Por não ter o mesmo apelo de imagem de Corolla e Civic, o Sentra costuma aparecer com preços mais baixos que os rivais diretos, reforçando a sensação de custo-benefício para quem busca um sedã japonês bem equipado.
Com esse cenário de modelos competentes, pouco lembrados e muitas vezes subvalorizados, fica a dúvida sobre qual outro carro usado “esquecido” poderia entregar mais do que custa e mereceria entrar em uma lista como essa?

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