Um negócio bilionário em uma das ilhas mais vigiadas de Miami reacende a disputa por endereços raros, com cifras recordes, obra ainda em andamento e vizinhos entre os nomes mais conhecidos do dinheiro e da tecnologia.
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, e sua esposa, Priscilla Chan, concluíram a compra de uma mansão avaliada em US$ 170 milhões em Indian Creek, ilha privativa no condado de Miami-Dade, na Flórida.
O negócio, revelado pelo The Wall Street Journal, estabeleceu o maior valor já pago por uma residência na região, segundo registros e fontes ouvidas por veículos americanos.
A propriedade fica em Indian Creek, na Baía de Biscayne, área conhecida pelo apelido de “Bunker dos Bilionários” por reunir uma concentração rara de fortunas e um sistema de segurança reforçado, com controle rígido de acesso.
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A casa adquirida por Zuckerberg e Chan ainda estava em construção no momento da venda, o que não impediu que o valor final entrasse para a lista das maiores transações residenciais já registradas nos Estados Unidos.

Recorde imobiliário em Miami-Dade e comparação com vendas nos EUA
A transação é descrita como a mais cara já concluída no condado de Miami-Dade, superando marcas recentes do mercado de alto padrão local, de acordo com reportagens publicadas nos Estados Unidos.
Também passa a figurar entre as vendas residenciais mais elevadas do país, embora não ultrapasse o recorde frequentemente citado do bilionário Ken Griffin, que fechou em 2019 a compra de um apartamento em Nova York por cerca de US$ 238 milhões.
Embora o valor em reais varie conforme a cotação do dólar, o montante de US$ 170 milhões equivale a quase R$ 1 bilhão, como sugerido no título.
Por outro lado, os textos consultados nos EUA priorizam o valor em dólar e tratam a conversão como referência aproximada, justamente por depender do câmbio do dia.
Quem eram os vendedores e a origem do terreno em Indian Creek
Os vendedores são o cirurgião plástico Aaron Rollins e sua esposa, Marine Rollins, corretora de imóveis.
Segundo o noticiário americano, o casal havia comprado o terreno na ilha por pouco mais de US$ 30 milhões em 2020 e, a partir dali, iniciou o desenvolvimento de uma residência de grande porte, com projeto pensado para uma faixa de preço considerada excepcional até mesmo para o padrão da vizinhança.
A área do lote é descrita como de aproximadamente dois acres, o que corresponde a pouco mais de 8 mil metros quadrados.
O imóvel em si é apresentado como uma construção ampla, com frente para a água e estrutura planejada para receber uma série de ambientes de lazer e bem-estar.
O que a mansão terá quando a obra terminar

Ainda em fase de construção, a mansão é tratada como um projeto de grandes dimensões, com nove quartos e mais de 11 banheiros, segundo diferentes relatos publicados nos EUA.
Parte do apelo está na combinação de privacidade, acesso à água e soluções de entretenimento integradas ao desenho interno.
Entre os itens citados em reportagens está uma doca privativa e uma piscina voltada para a orla.
Há também a menção a um aquário de grande capacidade instalado de modo a separar a cozinha da sala de jantar, solução incomum mesmo em casas de luxo.
Outra característica descrita é a presença de uma biblioteca com passagem secreta, além de espaços voltados a treino, cuidados pessoais e relaxamento, como academia, salão de cabeleireiro e sala de massagem.

Esses detalhes foram listados por veículos americanos ao descrever o empreendimento, mas é importante notar que, por se tratar de uma obra em andamento, elementos do interior podem sofrer ajustes até a finalização.
Listagem por US$ 200 milhões e projeto de Ferris Rafauli
Antes do fechamento, o imóvel chegou a ser ofertado por US$ 200 milhões.
A listagem, segundo relatos do mercado imobiliário dos EUA, foi conduzida por corretores associados à Coldwell Banker Realty, empresa tradicional no segmento.
O projeto é atribuído ao arquiteto e designer canadense Ferris Rafauli, citado como responsável por conceber tanto o desenho estrutural quanto a proposta de interiores e paisagismo.
Reportagens americanas também destacam que a casa foi planejada para ocupar uma área construída muito extensa, com referências que chegam a dezenas de milhares de pés quadrados.
“Bunker dos Bilionários”: como é viver em Indian Creek
Indian Creek é frequentemente descrita como uma ilha artificial pequena, com um número limitado de residências e uma população igualmente restrita.
Reportagens e perfis publicados nos Estados Unidos apontam que o local tem 41 casas e registrou 84 moradores no censo de 2020, números que ajudam a explicar o caráter exclusivo e o preço do metro quadrado.

A ilha se tornou sinônimo de discrição e segurança.
O acesso é controlado e a comunidade tem estrutura própria de vigilância e administração, o que reforça o interesse de empresários e celebridades que buscam privacidade em uma região turística e densamente povoada como Miami.
Bezos, Tom Brady e Ivanka Trump entre os vizinhos citados
Entre os nomes associados a propriedades no entorno, reportagens citam Jeff Bezos, que vem ampliando a presença imobiliária na área desde que intensificou sua mudança para Miami.
O ex-jogador da NFL Tom Brady também aparece como comprador de um terreno na ilha, com planos de construção, em transação anunciada no início da década.
Outro caso lembrado com frequência é o de Ivanka Trump e Jared Kushner, apontados como proprietários de uma casa em Indian Creek adquirida em 2020.
Textos jornalísticos ainda citam vizinhos como o banqueiro colombiano Jaime Gilinski Bacal e o colecionador de arte Norman Braman, em uma lista que varia conforme a fonte e o recorte do período.
Por que o mercado de luxo de Miami segue em alta
A venda reforça o peso crescente do mercado de luxo do sul da Flórida, região que recebeu uma onda de novos compradores de alta renda nos últimos anos.
Parte desse movimento é atribuída, em reportagens internacionais, à combinação de clima, infraestrutura, proximidade com centros financeiros e vantagens fiscais do estado.
No caso específico de Indian Creek, o diferencial está menos na cidade de Miami em si e mais no formato de enclave: poucas propriedades, acesso restrito e alta previsibilidade de vizinhança.
Esse pacote costuma elevar o valor dos imóveis, especialmente quando unidades disponíveis são raras e projetos novos são negociados antes mesmo de ficarem prontos.

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