Anúncios no meio de vídeos em TVs conectadas voltam com cara de TV antiga, apesar da promessa de 30 segundos; usuários relatam blocos de 90 segundos e a plataforma diz que está investigando
Os anúncios no YouTube em smart TVs voltaram a assustar quem achava que intervalos longos tinham ficado no passado. Usuários começaram a ver anúncios não puláveis de 90 segundos no meio de vídeos de cerca de 40 minutos, mesmo depois de o YouTube ter prometido em março um limite de 30 segundos para esse formato.
O recado por trás do teste é cada vez mais claro. O modelo de negócios do YouTube reforça a lógica “ou você paga, ou verá mais anúncios”, sem um meio-termo para escolher intervalos menores ou menos frequentes em TVs conectadas.
O que mudou nos anúncios do YouTube na smart TV
Em 2 de março, o YouTube anunciou o lançamento global de anúncios não puláveis de 30 segundos para quem assiste pela TV conectada. A justificativa é que cada vez mais gente usa o YouTube na sala de estar, e os anunciantes querem formatos que se pareçam com televisão tradicional.
-
Um homem foi ao supermercado na China com o salário de um único dia de trabalho e o que ele colocou no carrinho vai fazer qualquer brasileiro questionar por que paga tão caro para comer tão pouco
-
Homem cria ilhas flutuantes em lago de mais de 20 mil metros quadrados e solta 10 mil peixes-isca
-
Pai dizia que era impossível, e uma tempestade enterrou a primeira safra em uma noite, mas jovem chinês hoje colhe alfafa até seis vezes por ano em 1.530 hectares do deserto de Taklimakan
-
Mulher começa projeto da casa própria no terreno, monta deck de 8×8 metros, enfrenta solo duro, improvisa acampamento e vê obra parar após madeira acabar no meio do serviço
Só que, cinco semanas depois, a percepção dos usuários mudou. Em 7 de abril, começaram a surgir capturas de tela mostrando anúncios não puláveis de 90 segundos, três vezes o tempo divulgado anteriormente.
Reação do público e resposta do YouTube
Segundo a base, veículos repercutiram reações que foram da fúria à resignação. A resposta oficial do YouTube foi que os anúncios não puláveis de 90 segundos apareceram “sem intenção” e que a empresa estava investigando o que ocorreu.
O tema já vinha dando sinais antes. Uma pesquisa citada na base apontou que 87% disseram ter recebido anúncios não puláveis com mais de 30 segundos, e quase um terço afirmou ter visto esse tipo de anúncio com mais de dois minutos.
Por que isso tem cara de “TV antiga”
O próprio contexto explica a comparação: os anúncios na TV conectada são pensados para lembrar intervalos de televisão. E há um detalhe irônico citado na base: em 2017, o YouTube removeu anúncios não puláveis de 30 segundos por considerá-los “uma relíquia da televisão tradicional”.
Agora, o movimento vai na direção oposta. Anúncios mais longos no meio do vídeo viram um teste de tolerância, tentando medir até onde o público aguenta antes de desistir ou pagar.
Os números por trás da aposta em publicidade
A base cita que o YouTube gerou US$ 40,4 bilhões em receita publicitária em 2025, superando a receita combinada de Disney, NBCUniversal, Paramount e Warner Bros. Discovery, que teriam somado US$ 37,8 bilhões. Também aparece uma estimativa de receita total anual em torno de US$ 62 bilhões.
Em audiência, a base menciona que, em dezembro de 2025, o YouTube teria capturado 12,7% do tempo total de visualização de TV nos EUA, contra 9% da Netflix, com a diferença aumentando nos meses recentes.
IA, formatos e o “momento certo” para empurrar anúncios
Outro ponto destacado é que o Google usa um sistema de IA para decidir qual formato de anúncio exibir, entre vinhetas de 6 segundos, comerciais de 15 segundos e anúncios não puláveis de 30 segundos. Com mais gente assistindo pela TV, o sistema passa a ter dados para escolher quando o espectador parece “confortável o suficiente” para tolerar um intervalo maior.
Se você não quiser anúncios, a saída é o Premium
Para evitar anúncios, a base afirma que a alternativa oferecida é o YouTube Premium por € 13,99 por mês e no Brasil, R$16,90 por mês o premium lite focado em remover anúncios. Não há configuração para optar por anúncios mais curtos ou menos frequentes, e, segundo o próprio Google citado na base, não existe como desativar o formato de 30 segundos sem assinatura paga.
E até o Premium não é exatamente o que era: a base menciona que alguns planos incluem certos tipos de anúncios, seguindo um padrão já visto em serviços de streaming com camadas pagas e camadas com publicidade.
O teste de 90 segundos é só mais um degrau
A leitura final da base é que o YouTube, por ser uma plataforma gratuita com um negócio publicitário gigantesco, consegue se comportar como televisão tradicional. E os anúncios de 90 segundos entram como mais um teste para entender até que ponto as pessoas toleram mais publicidade antes de migrar ou assinar.
Você acha que esses anúncios mais longos na smart TV vão fazer maisAnúncios no meio de vídeos em TVs conectadas voltam com cara de TV antiga, apesar da promessa de 30 segundos; usuários relatam blocos de 90 segundos e a plataforma diz que está investigando
Os anúncios no YouTube em smart TVs voltaram a assustar quem achava que intervalos longos tinham ficado no passado. Usuários começaram a ver anúncios não puláveis de 90 segundos no meio de vídeos de cerca de 40 minutos, mesmo depois de o YouTube ter prometido em março um limite de 30 segundos para esse formato.
O recado por trás do teste é cada vez mais claro. O modelo de negócios do YouTube reforça a lógica “ou você paga, ou verá mais anúncios”, sem um meio-termo para escolher intervalos menores ou menos frequentes em TVs conectadas.
O que mudou nos anúncios do YouTube na smart TV
Em 2 de março, o YouTube anunciou o lançamento global de anúncios não puláveis de 30 segundos para quem assiste pela TV conectada. A justificativa é que cada vez mais gente usa o YouTube na sala de estar, e os anunciantes querem formatos que se pareçam com televisão tradicional.
Só que, cinco semanas depois, a percepção dos usuários mudou. Em 7 de abril, começaram a surgir capturas de tela mostrando anúncios não puláveis de 90 segundos, três vezes o tempo divulgado anteriormente.
Reação do público e resposta do YouTube
Segundo a base, veículos repercutiram reações que foram da fúria à resignação. A resposta oficial do YouTube foi que os anúncios não puláveis de 90 segundos apareceram “sem intenção” e que a empresa estava investigando o que ocorreu.
O tema já vinha dando sinais antes. Uma pesquisa citada na base apontou que 87% disseram ter recebido anúncios não puláveis com mais de 30 segundos, e quase um terço afirmou ter visto esse tipo de anúncio com mais de dois minutos.
Por que isso tem cara de “TV antiga”
O próprio contexto explica a comparação: os anúncios na TV conectada são pensados para lembrar intervalos de televisão. E há um detalhe irônico citado na base: em 2017, o YouTube removeu anúncios não puláveis de 30 segundos por considerá-los “uma relíquia da televisão tradicional”.
Agora, o movimento vai na direção oposta. Anúncios mais longos no meio do vídeo viram um teste de tolerância, tentando medir até onde o público aguenta antes de desistir ou pagar.
Os números por trás da aposta em publicidade
A base cita que o YouTube gerou US$ 40,4 bilhões em receita publicitária em 2025, superando a receita combinada de Disney, NBCUniversal, Paramount e Warner Bros. Discovery, que teriam somado US$ 37,8 bilhões. Também aparece uma estimativa de receita total anual em torno de US$ 62 bilhões.
Em audiência, a base menciona que, em dezembro de 2025, o YouTube teria capturado 12,7% do tempo total de visualização de TV nos EUA, contra 9% da Netflix, com a diferença aumentando nos meses recentes.
IA, formatos e o “momento certo” para empurrar anúncios
Outro ponto destacado é que o Google usa um sistema de IA para decidir qual formato de anúncio exibir, entre vinhetas de 6 segundos, comerciais de 15 segundos e anúncios não puláveis de 30 segundos. Com mais gente assistindo pela TV, o sistema passa a ter dados para escolher quando o espectador parece “confortável o suficiente” para tolerar um intervalo maior.
Se você não quiser anúncios, a saída é o Premium
Para evitar anúncios, a base afirma que a alternativa oferecida é o YouTube Premium por € 13,99 por mês. Não há configuração para optar por anúncios mais curtos ou menos frequentes, e, segundo o próprio Google citado na base, não existe como desativar o formato de 30 segundos sem assinatura paga.
E até o Premium não é exatamente o que era: a base menciona que alguns planos incluem certos tipos de anúncios, seguindo um padrão já visto em serviços de streaming com camadas pagas e camadas com publicidade.
O teste de 90 segundos é só mais um degrau
A leitura final da base é que o YouTube, por ser uma plataforma gratuita com um negócio publicitário gigantesco, consegue se comportar como televisão tradicional. E os anúncios de 90 segundos entram como mais um teste para entender até que ponto as pessoas toleram mais publicidade antes de migrar ou assinar.
Você acha que esses anúncios mais longos na smart TV vão fazer mais gente assinar o Premium, ou a tendência é aumentar ainda mais a irritação e a fuga da plataforma?

Seja o primeiro a reagir!