Satélites em VLEO operam em baixas altitudes para melhorar o rastreamento militar e a vigilância, enfrentando forte atrito atmosférico enquanto buscam imagens mais detalhadas e sinais mais intensos para a segurança nacional.
A York Space Systems revelou a nova plataforma de satélites LX/V-class para missões em órbita terrestre muito baixa. O projeto apresenta formato alongado e painéis solares estreitos para diminuir a superfície exposta ao atrito da atmosfera superior.
O executivo-chefe Dirk Wallinger afirmou que o modelo evolui das famílias S-class e LX-class. A empresa reutiliza softwares, sistemas de voo e controle de atitude, adaptando a estrutura, a propulsão e os painéis solares para as condições operacionais.
O sistema de propulsão elétrica é fornecido pela Orbion Space, fabricante adquirida pela York em março. A tecnologia ajuda a manter a órbita e combater a resistência atmosférica. A estimativa de vida útil varia de três a cinco anos.
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Foco em missões militares e arquitetura espacial distribuída
A empresa projeta que o setor de segurança nacional será o principal cliente da nova plataforma. As aplicações incluem alerta precoce de mísseis, rastreamento de alvos e detecção de objetos em movimento, como aeronaves e navios no solo.
Satélites em baixas altitudes observam detalhes com maior precisão e captam sinais fortes com cargas úteis menores. Wallinger indicou que os equipamentos integrarão redes de defesa em camadas, operando em conjunto com espaçonaves localizadas em órbitas mais altas.
A iniciativa alinha-se à tendência de constelações distribuídas, onde múltiplos satélites pequenos atuam integrados, em substituição ao uso exclusivo de poucas unidades de grande porte. A arquitetura reforça a resiliência e a capacidade de resposta contínua.
Testes prévios na órbita baixa validaram tecnologias do projeto
A York utilizou dados do satélite de demonstração Bane, lançado em dezembro de 2023 sobre a plataforma S-class. O veículo testou navegação, posicionamento resiliente da CACI e comunicações ópticas ao ser reduzido para cerca de 200 quilômetros de altitude.
Mesmo sob intenso atrito atmosférico, a espaçonave manteve o controle de atitude e a capacidade de comunicação. O resultado forneceu os dados operacionais necessários para modificar a família de satélites existente, sem exigir um projeto totalmente do zero.
A reutilização de tecnologias comprovadas encurta o tempo de desenvolvimento da fábrica. Com isso, a empresa afirma estar pronta para atender rapidamente os clientes que demandarem novas capacidades de vigilância e rastreamento em baixa altitude no espaço.
Fonte: Daily Galaxi
