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A forte resistência da atmosfera costuma desacelerar naves em baixa altitude, mas a York Space usou motores elétricos da Orbion Space e painéis solares finos em satélites em VLEO para estender a vida útil das missões militares de três a cinco anos.

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 08/09/2026 às 13:19 Atualizado em 08/09/2026 às 14:02
York Space lança plataforma de satélites em VLEO voltada para vigilância militar e rastreamento de mísseis em baixa altitude.
York Space lança plataforma de satélites em VLEO voltada para vigilância militar e rastreamento de mísseis em baixa altitude.
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Satélites em VLEO operam em baixas altitudes para melhorar o rastreamento militar e a vigilância, enfrentando forte atrito atmosférico enquanto buscam imagens mais detalhadas e sinais mais intensos para a segurança nacional.

A York Space Systems revelou a nova plataforma de satélites LX/V-class para missões em órbita terrestre muito baixa. O projeto apresenta formato alongado e painéis solares estreitos para diminuir a superfície exposta ao atrito da atmosfera superior.

O executivo-chefe Dirk Wallinger afirmou que o modelo evolui das famílias S-class e LX-class. A empresa reutiliza softwares, sistemas de voo e controle de atitude, adaptando a estrutura, a propulsão e os painéis solares para as condições operacionais.

O sistema de propulsão elétrica é fornecido pela Orbion Space, fabricante adquirida pela York em março. A tecnologia ajuda a manter a órbita e combater a resistência atmosférica. A estimativa de vida útil varia de três a cinco anos.

Foco em missões militares e arquitetura espacial distribuída

A empresa projeta que o setor de segurança nacional será o principal cliente da nova plataforma. As aplicações incluem alerta precoce de mísseis, rastreamento de alvos e detecção de objetos em movimento, como aeronaves e navios no solo.

Satélites em baixas altitudes observam detalhes com maior precisão e captam sinais fortes com cargas úteis menores. Wallinger indicou que os equipamentos integrarão redes de defesa em camadas, operando em conjunto com espaçonaves localizadas em órbitas mais altas.

A iniciativa alinha-se à tendência de constelações distribuídas, onde múltiplos satélites pequenos atuam integrados, em substituição ao uso exclusivo de poucas unidades de grande porte. A arquitetura reforça a resiliência e a capacidade de resposta contínua.

Testes prévios na órbita baixa validaram tecnologias do projeto

A York utilizou dados do satélite de demonstração Bane, lançado em dezembro de 2023 sobre a plataforma S-class. O veículo testou navegação, posicionamento resiliente da CACI e comunicações ópticas ao ser reduzido para cerca de 200 quilômetros de altitude.

Mesmo sob intenso atrito atmosférico, a espaçonave manteve o controle de atitude e a capacidade de comunicação. O resultado forneceu os dados operacionais necessários para modificar a família de satélites existente, sem exigir um projeto totalmente do zero.

A reutilização de tecnologias comprovadas encurta o tempo de desenvolvimento da fábrica. Com isso, a empresa afirma estar pronta para atender rapidamente os clientes que demandarem novas capacidades de vigilância e rastreamento em baixa altitude no espaço.

Fonte: Daily Galaxi

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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