Projeto no Uruguai prevê ocupação ampla em Atlântida, com investimento anunciado em até US$ 500 milhões e tramitação ainda inicial.
A proposta aposta em usos mistos e articulação com órgãos públicos, enquanto detalhes técnicos do plano urbanístico e prazos dependem de autorizações e documentação.
Um projeto urbanístico anunciado no Uruguai prevê a criação de uma “cidade do futuro” em uma área de 238 hectares em Atlântida, balneário do departamento de Canelones, na Costa de Oro.
Batizado de El Águila, o plano é liderado pela empresa de arquitetura e desenvolvimento Kopel Sánchez, em associação com o Estudio Luis E. Lecueder.
-
RG para quem tem diabetes? Projeto aprovado pela Câmara prevê identificação no documento, novos direitos no SUS e mudanças em escolas e no trabalho
-
O que muita gente trata como erva daninha virou bicicleta nas mãos de um chileno, José Tomás transforma o coligüe, bambu nativo que cresce até cinco vezes mais rápido que o pinheiro, em bikes, bengalas e talheres
-
Com 3,3 milhões de litros de água e esbanjando 23 mil metros quadrados, o AquaFoz está entre os maiores aquários da América do Sul e do mundo
-
Relatos sobre possível prisão de Diogo Defante nos EUA durante a Copa de 2026 repercutem nas redes e levantam dúvidas sobre o que realmente aconteceu
A estimativa divulgada para o investimento é de até US$ 500 milhões, valor apresentado como equivalente a cerca de R$ 2,6 bilhões.
O empreendimento está em fase inicial e depende de uma sequência de autorizações para avançar.
De acordo com a descrição apresentada pelos responsáveis e repercutida em reportagem da Forbes, o objetivo é formar uma nova centralidade urbana na região metropolitana de Montevidéu, com usos mistos e integração ao tecido existente, em vez de um modelo fechado de ocupação.
Atlântida, Canelones e Costa de Oro no mapa do projeto
Atlântida é um balneário do litoral uruguaio e faz parte do departamento de Canelones, em uma faixa costeira conhecida como Costa de Oro.
A região reúne áreas com forte presença de residências de temporada e, ao mesmo tempo, concentra demandas por serviços e infraestrutura ao longo de todo o ano, segundo descrições usadas em materiais e reportagens sobre o tema.
Nesse cenário, El Águila é apresentado como um desenvolvimento de grande escala, pensado para dialogar com a cidade já instalada e atrair novas atividades econômicas.
O plano, segundo seus idealizadores, busca ampliar a oferta de moradia e serviços, reduzindo a dependência exclusiva da alta temporada.
Usos mistos, sustentabilidade e espaço público no El Águila
A proposta urbanística se apoia na ideia de “usos mistos”, com diferentes funções convivendo em uma mesma malha.
Entre os componentes citados estão moradia permanente, residências de veraneio, comércio, hotelaria, escritórios, centros de experiência, espaços de lazer e atividades ligadas à inovação.
Também foi informado que o desenho pretende priorizar espaço público, sustentabilidade e qualidade de vida, com uma trama urbana aberta e conectada ao entorno.
Na descrição apresentada, o empreendimento é concebido como um desenvolvimento integrado ao território, com circulação e ocupação planejadas para se articular com a área existente.
Em declaração atribuída ao sócio da Kopel Sánchez, Sebastian Sánchez, o projeto foi descrito nos seguintes termos: “O objetivo de El Águila é gerar cidade. Não é apenas um bairro, não é apenas uma área empresarial nem um desenvolvimento imobiliário pontual. É tudo isso ao mesmo tempo”.
Investimento de até US$ 500 milhões e prazo de 20 anos
A projeção divulgada aponta investimento total de até US$ 500 milhões, com execução prevista ao longo de aproximadamente 20 anos.
A implementação, segundo a estimativa mencionada, ocorreria por etapas, acompanhando a tramitação administrativa e o avanço de projetos imobiliários no local.
Os responsáveis também descrevem o plano como flexível, com capacidade de se adaptar ao longo do tempo.
Esse tipo de modelagem, segundo a própria apresentação do empreendimento, busca acomodar mudanças de demanda e de planejamento urbano sem alterar o objetivo central do desenvolvimento.
Interesse nacional e participação de órgãos públicos no Uruguai
Os proponentes afirmam que pretendem que El Águila seja declarado um projeto de interesse nacional.
Caso esse enquadramento avance, a iniciativa passaria a envolver órgãos públicos e uma articulação com diferentes instâncias do governo, conforme foi relatado nas informações disponíveis.
Entre as instituições mencionadas estão a Intendência de Canelones e ministérios ligados a áreas como Economia, Habitação, Meio Ambiente e Transporte.
A participação desses órgãos, segundo o que foi divulgado, estaria relacionada às análises técnicas, urbanísticas e ambientais necessárias para a implantação.
A estimativa apresentada é de que o processo para obtenção de autorizações possa levar cerca de um ano e meio.
Na sequência, a projeção citada é de que, em aproximadamente dois anos, poderia começar a especialização das terras e a elaboração dos primeiros projetos imobiliários, sempre condicionada ao andamento das licenças e dos trâmites exigidos.
O que falta de detalhe no masterplan e nas metas do empreendimento
Até o momento, não há uma lista pública consolidada de especificações técnicas que permita detalhar itens como densidade prevista, parâmetros de mobilidade, desenho de infraestrutura e capacidade total de ocupação.
Também não foram apresentados, de forma completa, dados como número de unidades habitacionais, etapas com marcos definidos ou a distribuição exata dos usos no território.
Por isso, o estágio atual é descrito como inicial, com foco nas diretrizes e no encaminhamento regulatório.
A próxima fase, segundo a própria lógica apontada pelos responsáveis, é transformar a proposta em documentação técnica e urbanística, necessária para sustentar licenças, cronogramas e contratos.

-
-
-
-
-
17 pessoas reagiram a isso.