A Petrobras obteve importante vitória no STF quanto a continuidade do seu processo de venda de ativos. Uma negativa no processo obrigaria a companhia a arcar com atividades non-core por mais tempo, fazendo ainda a empresa incorrer em juros e dilatando ainda mais as diferenças estruturais, econômicas e financeiras perante os pares globais.
Passada a aprovação, é hora de a companhia continuar com as vendas. Além das refinarias, cujas duas primeiras podem render a companhia um terço do upper bound de U$D 30 bilhões que a mesma deseja angariar com seu plano de investimentos até 2024, a companhia deve continuar colocando à disposição do mercado ativos de geração de energia e gás, bem como parte de seu portfolio non-core de exploração e produção, como campos de produção de terra, pós-sal e águas rasas.
Torna-se válido aferirmos que, tal como observamos na venda das refinarias, é possível que a venda de ativos seja novamente contestada judicialmente para frente. Até por isso, a decisão do STF semana passada ganha mais relevância, uma vez que ela embasa boa parte do processo da empresa e desmotiva futuras contestações. Ademais, o movimento ocorrido consolida o entendimento das maiores esferas do país quanto a relevância do movimento para o destravamento de valor que o país tanto necessita e quanto ao melhor aproveitamento destas importantes ferramentas produtivas na mão de outros players.
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Quanto a Petrobras, reforçamos que o maior risco envolvendo seu processo de desinvestimentos foi vencido. Apesar da vitória parcial, a companhia não pode esmorecer e precisa rumar à concretização de seu plano. Uma nova etapa de propostas será aferida para RELAM possivelmente ainda em outubro e, até lá, a companhia deve continuar disponibilizando teasers ao mercado. Reforçamos nossa confiança na capacidade da empresa em se monetizar neste processo e alocar de forma eficiente os recursos deste em sua nova e mais enxuta estrutura.
