Na China, a maior escada rolante do mundo, chamada Escada da Deusa, liga áreas de Wushan, em Chongqing, com 905 metros, 21 escadas interligadas, oito elevadores e trajeto de 21 minutos, reduzindo caminhada de mais de uma hora e atraindo turistas para a região montanhosa chinesa diariamente ao ar livre.
A maior escada rolante do mundo foi inaugurada na China como Escada da Deusa, no condado de Wushan, em Chongqing, e transformou uma subida difícil em nova experiência urbana. A estrutura conecta pontos da cidade por escadas rolantes, elevadores e passarelas.
Com 905 metros de extensão e desnível superior a 240 metros, o sistema equivale a uma subida de cerca de 80 andares. Segundo o portal nd+, o trajeto completo leva aproximadamente 21 minutos, substituindo uma caminhada que antes podia passar de uma hora em uma das regiões mais acidentadas de Chongqing.
Obra na China transforma subida montanhosa em rota urbana
A região de Chongqing é conhecida por seu relevo complexo, com ladeiras, desníveis e áreas urbanas construídas em diferentes níveis. Em Wushan, esse cenário criou por anos um desafio diário para moradores que precisavam se deslocar entre partes baixas e altas do município.
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A solução encontrada foi criar um sistema de mobilidade vertical ao ar livre. A maior escada rolante do mundo não funciona como uma única escada contínua, mas como um conjunto interligado de estruturas que vencem diferentes trechos da montanha.
O complexo começa próximo à Ningjiang Street e segue em direção aos pontos mais elevados da cidade. Ao longo do percurso, os usuários passam por plataformas, passarelas, pontes suspensas e áreas de integração com escadarias tradicionais.
A proposta combina mobilidade urbana e experiência visual. Enquanto reduz o esforço físico da subida, a estrutura também oferece vista para a região das Três Gargantas, transformando um deslocamento cotidiano em atração turística.
Sistema tem 21 escadas rolantes e oito elevadores
O projeto reúne 21 escadas rolantes interligadas, distribuídas ao longo do trajeto. Elas trabalham em sequência para permitir que moradores e visitantes vençam a diferença de altitude sem depender apenas de escadas convencionais.
Além das escadas, o sistema conta com oito elevadores instalados em pontos estratégicos. Esses equipamentos ajudam a superar os trechos de maior inclinação e tornam a estrutura mais acessível para diferentes perfis de usuários.
A maior escada rolante do mundo também inclui pontes suspensas e passarelas, responsáveis por conectar plataformas urbanas em níveis diferentes. Isso cria uma rota contínua entre áreas que antes exigiam muito mais tempo e esforço físico.
A integração com escadarias tradicionais mostra que o projeto não substitui totalmente a malha urbana existente. Ele se soma ao desenho da cidade e cria uma alternativa mais rápida para quem precisa subir ou descer a região montanhosa.
Trajeto de 21 minutos substitui caminhada de mais de uma hora
Antes da inauguração, o percurso entre os pontos conectados pela estrutura podia exigir mais de uma hora de caminhada. Em uma área de forte inclinação, esse tempo representava um obstáculo especialmente para idosos, trabalhadores, turistas e moradores que dependem do trajeto diariamente.
Com a nova estrutura, a subida passou a levar cerca de 21 minutos. A diferença mostra como uma obra de mobilidade vertical pode alterar a rotina de uma cidade construída em terreno acidentado.
O desnível superior a 240 metros ajuda a explicar a dimensão do desafio. Em termos práticos, subir essa altura equivale a vencer aproximadamente 80 andares, algo incomum em trajetos urbanos feitos a pé.
O impacto vai além da economia de tempo. A maior escada rolante do mundo reduz desgaste físico, facilita o acesso aos pontos altos de Wushan e cria um novo fluxo de circulação em uma área onde o relevo sempre condicionou a vida urbana.
Investimento passou de R$ 120 milhões
A construção levou cerca de quatro anos para ser concluída. O investimento informado foi de aproximadamente 158 milhões de yuans, valor equivalente a cerca de R$ 120,7 milhões.
O engenheiro Huang Wei, responsável pelo design da obra, afirmou ao Financial Times que, até onde sabe, não há estrutura semelhante. A declaração reforça o caráter incomum do projeto, que mistura engenharia urbana, turismo e adaptação ao relevo.
A maior escada rolante do mundo chama atenção porque resolve um problema local com uma solução de escala global. Em vez de apenas criar uma atração, a obra nasceu para responder a um desafio real de deslocamento em uma cidade montanhosa.
O investimento também mostra como a China tem apostado em infraestrutura urbana de grande impacto visual. Nesse caso, a obra não é apenas funcional: ela se tornou símbolo de modernização em uma região que já desperta curiosidade pelo relevo e pela paisagem.
Estrutura virou atração turística em Wushan
Embora tenha função de transporte, a “Escada da Deusa” rapidamente ganhou apelo turístico. O percurso ao ar livre permite que os visitantes observem a paisagem montanhosa e tenham uma vista panorâmica da região das Três Gargantas.
O fluxo diário chega a uma média de nove mil passageiros. Os usuários pagam uma taxa específica para utilizar o serviço, o que reforça a mistura entre mobilidade urbana e atração turística.
Durante o último Festival da Primavera, a popularidade ficou ainda mais evidente. As autoridades locais registraram movimento recorde de 450 mil usuários, número que mostra o interesse do público pela nova estrutura.
A maior escada rolante do mundo deixou de ser apenas um atalho e virou destino. Para turistas, ela oferece uma experiência incomum. Para moradores, representa uma forma mais prática de enfrentar um relevo que sempre tornou os deslocamentos mais difíceis.
Chongqing reforça fama de cidade em múltiplos níveis

A região de Chongqing já é conhecida na internet como uma espécie de “cidade 8D”, apelido ligado à complexidade de suas vias, prédios, pontes, estações e diferentes níveis urbanos. Wushan agora entra nesse imaginário com uma obra que parece feita para viralizar.
A nova estrutura reforça a imagem de uma China capaz de transformar desafios geográficos em projetos de engenharia de grande escala. Em vez de contornar a montanha, o sistema assume o relevo como parte da experiência.
Esse tipo de obra chama atenção porque foge do padrão das soluções urbanas convencionais. Em cidades planas, escadas rolantes desse porte seriam difíceis de justificar. Em Wushan, o relevo cria uma necessidade real para um equipamento desse tamanho.
O resultado é uma estrutura que une transporte, paisagem e curiosidade pública. A maior escada rolante do mundo funciona como solução urbana, mas também como cartão-postal de uma região que encontrou no próprio terreno montanhoso um diferencial.
Um projeto que mistura mobilidade, turismo e espetáculo urbano
A inauguração da estrutura em Wushan mostra como obras de mobilidade podem ultrapassar sua função original. A ideia inicial era reduzir o esforço de uma longa subida; o resultado foi uma atração capaz de atrair visitantes, gerar imagens virais e reposicionar a região no mapa turístico.
Com quase 1 km de extensão, 21 escadas rolantes, oito elevadores e um trajeto de 21 minutos, a obra impressiona pelos números. Mas o ponto mais interessante está na mudança de uso: o que antes era uma caminhada difícil virou uma experiência planejada.
A maior escada rolante do mundo também levanta uma pergunta sobre o futuro das cidades em áreas acidentadas. Em vez de depender apenas de ruas, ônibus ou escadarias, projetos verticais podem criar novas formas de circulação urbana.
E você, acha que uma obra como essa é uma solução inteligente para cidades montanhosas ou um exagero de engenharia que virou atração turística? Comente sua opinião.

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