A chuva prevista pelo INMET para 18 a 25 de maio concentra maiores volumes no Norte e no Sudeste, com risco de acumulados superiores a 200 mm no Amazonas e pancadas fortes entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, enquanto outras regiões devem ter cenários regionais mais irregulares.
A chuva deve ganhar força em áreas do Norte e do Sudeste do Brasil entre os dias 18 e 25 de maio de 2026, segundo previsão divulgada pelo INMET no Informativo Meteorológico nº 20/2026. O órgão aponta maiores acumulados no extremo oeste do Amazonas e pancadas intensas entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
De acordo com o INMET, a previsão indica volumes que podem superar 200 mm em áreas do Amazonas ao longo da semana. No Sudeste, a atenção se concentra especialmente entre a Zona da Mata Mineira, o norte do Rio de Janeiro e o sul do Espírito Santo, com maior risco de pancadas localmente fortes entre 19 e 21 de maio.
Norte deve concentrar os maiores acumulados de chuva da semana
Na Região Norte, os maiores volumes de chuva devem ocorrer em áreas do Amazonas, Pará, Amapá e Roraima. O INMET aponta que os acumulados podem ultrapassar pontualmente os 200 mm ao longo da semana, sobretudo em Roraima, no norte do Amapá, no oeste do Amazonas e na faixa de divisa entre Amazonas e Pará.
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Nas demais áreas da região, a chuva tende a ocorrer de forma mais irregular, com acumulados entre 40 e 100 mm. Já no Acre e em Rondônia, os volumes previstos são mais modestos, indicando um cenário menos intenso em comparação aos pontos de maior instabilidade.
Amazonas aparece como um dos principais pontos de atenção
O extremo oeste do Amazonas é um dos destaques da previsão. A possibilidade de acumulados acima de 200 mm em sete dias coloca a área entre os pontos de maior atenção do período, principalmente porque volumes elevados por vários dias podem aumentar riscos de transtornos em regiões vulneráveis.
A preocupação não está apenas na quantidade total de chuva, mas na persistência dos volumes ao longo da semana. Quando o solo já está úmido e novas precipitações ocorrem em sequência, cresce a chance de alagamentos localizados, dificuldade de deslocamento e impactos em comunidades mais expostas.
Sudeste terá pancadas intensas entre Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo
No Sudeste, o quadro é diferente do observado no Norte. A previsão não aponta, de forma ampla, os mesmos acumulados persistentes esperados em áreas amazônicas, mas indica pancadas de chuva fortes e localmente intensas em curto intervalo de tempo.
A área de maior atenção fica entre a Zona da Mata Mineira, o norte do estado do Rio de Janeiro e o sul do Espírito Santo. Nessas regiões, os acumulados podem superar pontualmente os 100 mm em poucas horas, especialmente quando as instabilidades atuarem de forma mais organizada.
Período noturno e madrugada exigem atenção no Sudeste
Segundo a previsão, os momentos de maior atenção no Sudeste se concentram entre a noite de terça-feira, 19 de maio, e a madrugada de quarta-feira, 20 de maio. Também há atenção para a noite de quarta-feira, 20 de maio, até a madrugada de quinta-feira, 21 de maio.
Esse horário preocupa porque pancadas fortes durante a noite podem reduzir a percepção de risco e dificultar respostas rápidas. Em áreas urbanas, chuva intensa em poucas horas pode afetar vias, encostas, córregos e pontos já conhecidos por alagamentos.
Litoral entre Santa Catarina e São Paulo pode ter chuva persistente

Além do Norte e do Sudeste, a previsão também indica chuva persistente em trechos do litoral entre Santa Catarina e São Paulo. Os maiores volumes da Região Sul devem se concentrar no litoral entre quarta-feira, 20 de maio, e quinta-feira, 21 de maio.
As precipitações devem atingir áreas entre o litoral da divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, além de trechos catarinenses e paranaenses. Até o momento da previsão do INMET, não havia indicativo de volumes extremos generalizados para a Região Sul.
Nordeste terá chuva moderada no litoral e tempo seco no interior
No Nordeste, o destaque fica para parte do litoral da Bahia, onde há previsão de chuva moderada em pontos isolados. Também podem ocorrer pancadas rápidas e de baixo volume ao longo da faixa litorânea, desde o sul baiano até a região metropolitana de São Luís, no Maranhão.
Por outro lado, o interior nordestino segue sob influência da estiagem típica desta época do ano. Áreas do agreste e do sertão devem ter pouca chance de chuva, com possibilidade de baixa umidade relativa do ar em alguns períodos.
Centro-Oeste deve manter chuva irregular e tempo mais estável
No Centro-Oeste, a previsão indica chuva irregular e esparsa, com acumulados inferiores a 70 mm no período. As áreas com maior potencial de precipitação ficam entre a divisa de Mato Grosso do Sul com Paraná e São Paulo, além de setores entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Em Goiás e no Distrito Federal, o cenário predominante é de tempo estável ao longo da semana, com baixa probabilidade de chuva. Esse padrão se aproxima do comportamento típico do período seco em parte do Brasil central.
Previsão mostra contraste entre excesso de chuva e tempo seco no Brasil
O informativo do INMET mostra um país dividido entre áreas com risco de acumulados elevados e regiões com pouca chuva. Enquanto Norte e parte do Sudeste concentram os principais alertas de precipitação, áreas do Centro-Oeste, oeste da Bahia, sul do Tocantins e pontos entre Piauí e Maranhão devem manter predomínio de tempo mais estável.
Esse contraste é importante porque a mesma semana pode reunir risco de chuva intensa em uma parte do país e baixa umidade em outra. Para quem acompanha agricultura, transporte, obras, viagens ou rotina urbana, a distribuição da precipitação pode pesar tanto quanto o volume total previsto.
Chuva forte entre 18 e 25 de maio exige acompanhamento local
A previsão para 18 a 25 de maio indica que a chuva deve ser acompanhada com mais atenção no Norte e no Sudeste, principalmente em áreas com potencial para acumulados elevados ou pancadas intensas em curto período. Embora o cenário seja regional, os efeitos podem variar muito de uma cidade para outra.
Agora fica a pergunta: a sua região costuma sofrer mais com chuva forte em poucas horas ou com vários dias seguidos de precipitação? Você acha que os alertas meteorológicos estão chegando com clareza suficiente para a população se preparar? Comente sua opinião.

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