A concessionária RioSP apresentou à ANTT o projeto de uma passarela de 134 km exclusiva para romeiros, paralela à Dutra, que promete transformar a peregrinação até o Santuário Nacional de Aparecida com mais segurança e conforto
A concessionária RioSP vai construir uma passarela de 134 quilômetros destinada exclusivamente aos peregrinos que seguem a pé ou de bicicleta rumo ao Santuário Nacional de Aparecida. A via, com largura entre 3 e 7 metros, será paralela à rodovia Presidente Dutra, sem interferir na pista ou nos acostamentos. O objetivo é reduzir o risco de acidentes, já que atualmente os fiéis caminham junto aos veículos.
Passarela exclusiva para romeiros: um projeto prioritário e aguardado
O projeto técnico foi encaminhado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e recebeu prioridade para execução.
A previsão é de que as obras comecem em 2026, em conjunto com um plano de ampliação da capacidade da Dutra.
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Com a proximidade do feriado de 12 de outubro, data dedicada à Nossa Senhora Aparecida, a peregrinação já começou.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) estima que 40 mil pessoas percorram o trajeto a pé ou de bicicleta neste ano, contra 37 mil no ano passado.
Rodolfo Borrel, gerente de Operações da RioSP, explicou que, após a autorização da ANTT, será possível detalhar o projeto.
“É um esforço conjunto para oferecer mais segurança aos romeiros, especialmente durante o período das celebrações do dia de Nossa Senhora Aparecida. Realizamos uma mega operação de segurança para proteger os fiéis, mas há sempre o risco de que um carro desgovernado cause um acidente com os romeiros”, afirmou.
Trajeto e desafios técnicos
A nova via vai ligar Arujá, na Grande São Paulo, até Aparecida, passando por Jacareí, São José dos Campos, Caçapava, Taubaté, Roseira e Pindamonhangaba.
Segundo o estudo técnico, há espaço suficiente para a construção contínua na maior parte do percurso.
Em alguns trechos, no entanto, o volume de obras será maior, principalmente onde será preciso elevar a pista ou contornar as entradas e saídas da rodovia. “Há soluções técnicas para driblar esses pontos mais críticos”, detalhou Borrel.
Nos trechos urbanos, pode ser possível usar marginais locais já existentes, diminuindo o impacto das intervenções.
O projeto ainda está em fase inicial e depende da autorização formal da ANTT para seguir às próximas etapas, como o desenvolvimento do projeto funcional e a análise de viabilidade econômica.
Pontos de apoio e estrutura da passarela
O plano prevê a transferência dos pontos de apoio que hoje funcionam nos acostamentos para a nova via exclusiva.
Esses locais oferecem descanso, alimentação e segurança aos romeiros. Caso a obra seja aprovada, o investimento será integralmente custeado pela concessionária RioSP.
Como não estava previsto no contrato original de concessão, será necessário realizar um reequilíbrio econômico-financeiro do acordo.
A empresa defende que o benefício à segurança dos usuários justifica o investimento adicional.
Romaria Segura 2025
Enquanto o projeto definitivo avança, a RioSP desenvolve neste ano o programa Romaria Segura 2025, com ações voltadas à proteção e orientação dos peregrinos.
Entre os dias 6 e 12 de outubro, foram instaladas 23 tendas de apoio em pontos estratégicos da rodovia — de Arujá a Aparecida, no trecho paulista, e de Resende a Aparecida, no trecho fluminense.
Essas tendas funcionam 24 horas por dia e oferecem orientações de segurança, kits com coletes e fitas refletivas, água potável, banheiros e totens para recarga de celulares.
Além disso, a concessionária promove ações educativas em postos de serviço e praças de pedágio, distribui folhetos em igrejas e paróquias e divulga alertas nos painéis eletrônicos da Dutra.
Festa da Padroeira e impacto turístico
A Rota da Luz, reconhecida pelo Santuário Nacional como uma alternativa mais tranquila e integrada à natureza, também recebe estrutura de apoio e distribuição de kits de segurança.
De acordo com levantamento do Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), ligado à Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, a Festa da Padroeira deve atrair cerca de 450 mil visitantes neste ano.
A maior concentração de fiéis ocorre nos fins de semana, quando a cidade chega a receber até 150 mil pessoas.
Segundo a prefeitura, a maioria dos visitantes permanece de três a quatro dias, movimentando o comércio e a rede hoteleira local.
Com o novo projeto, a expectativa é que as futuras peregrinações sejam mais seguras, confortáveis e bem estruturadas — uma mudança significativa na tradicional caminhada de fé até Aparecida.
Com informações de Jovem Pan.

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