Brasil pode ganhar mais de 26 milhões de litros diários de etanol em 2025 com usinas em construção, segundo dados da ANP.
Produção diária de biocombustível pode crescer mais de 26 milhões de litros com novos empreendimentos
O setor sucroenergético brasileiro vive um momento de forte expansão. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ao menos 24 usinas em construção estão em andamento no país.
Dessas, 11 têm previsão de iniciar operações ainda em 2025, o que pode adicionar 26 milhões de litros por dia de etanol à capacidade nacional.
A movimentação acontece em meio ao aumento da demanda pelo biocombustível, impulsionada pela adoção da mistura E30 (30% de etanol anidro à gasolina).
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Crescimento do etanol diante da nova demanda
O início de 2025 já aponta para mudanças estruturais no mercado. A expectativa é de maior procura por etanol, principalmente após a implementação do E30.
A medida, ao mesmo tempo que fortalece o papel do biocombustível na matriz energética, pressiona as empresas a acelerarem seus projetos de construção de usinas de etanol para atender ao consumo.
De acordo com a ANP, as novas plantas em construção somam 25,16 milhões de litros de capacidade diária, sendo 11,17 milhões de litros de anidro e 13,99 milhões de litros de hidratado.
Se todas entrarem em operação plena, o Brasil poderá alcançar 452 milhões de litros de etanol por dia.
Onde estão as novas usinas em construção
As informações reunidas pela ANP mostram que os projetos estão distribuídos por diferentes estados, reforçando a presença do Brasil como líder mundial em produção de biocombustíveis.
O levantamento, atualizado em setembro, detalha o estágio de cada construção, indicando prazos distintos de entrega.
Das 24 usinas listadas:
6 devem iniciar operações ainda em 2025;
5 têm previsão para 2026;
2 estão programadas para 2027;
1 encontra-se com as obras paradas.
Além disso, algumas companhias estão em fase final de aprovação junto à ANP, aguardando autorização para dar início à produção.
Etanol como alternativa estratégica
O cenário de ampliação das usinas de etanol não é apenas resposta à demanda imediata, mas também parte de uma estratégia maior de transição energética.
O biocombustível tem papel fundamental na redução das emissões de gases de efeito estufa, tornando-se cada vez mais relevante para a política energética nacional.
Para especialistas, o avanço das construções reforça a confiança do setor sucroenergético.
“A adoção do E30 trouxe uma perspectiva de aumento na demanda e preços mais firmes”, destaca o levantamento.
Isso justifica o volume de investimentos em novas plantas e ampliações.
Desafios e expectativas do setor
Apesar do otimismo, o ritmo de construção das usinas de etanol depende de variáveis como financiamento, licenciamento ambiental e estabilidade regulatória.
Segundo o levantamento, quatro empresas ainda não atualizaram seus cronogramas, e ao menos uma obra está paralisada. Por outro lado, o saldo geral é positivo.
O movimento de expansão indica que, mesmo diante de incertezas econômicas, o etanol segue como protagonista da matriz energética nacional, oferecendo ao Brasil uma posição de destaque no cenário internacional dos biocombustíveis.
O que esperar dos próximos anos
A consolidação de novas usinas em construção até 2027 tende a elevar a competitividade do Brasil na produção de etanol.
O aumento da oferta deve equilibrar preços, atender à demanda interna e abrir espaço para novas oportunidades de exportação.
Com isso, o país fortalece seu papel como referência mundial em energia limpa e renovável, reafirmando que o futuro do setor passa pela construção de usinas de etanol modernas e eficientes.
