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O maior campo de petróleo dos Estados Unidos tinha camadas inteiras que ninguém sabia que existiam, e o governo americano acaba de confirmar 1,6 bilhão de barris escondidos em rochas que ficaram invisíveis por décadas

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Escrito por Douglas Avila Publicado em 13/04/2026 às 11:20 Atualizado em 13/04/2026 às 11:22
Vista aérea de campo de petróleo no Permian Basin Texas com centenas de unidades de bombeio
O USGS descobriu 1,6 bilhão de barris e 28,3 trilhões de pés cúbicos de gás em camadas que estavam invisíveis a 6.100 metros de profundidade.
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O USGS confirmou em janeiro de 2026 que as formações Woodford e Barnett do Permian Basin escondem 1,6 bilhão de barris de petróleo e 28,3 trilhões de pés cúbicos de gás natural a até 6.100 metros de profundidade — recursos que a indústria não sabia que existiam

O maior campo de petróleo do mundo tinha um segredo. Em 14 de janeiro de 2026, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) publicou uma avaliação que revelou 1,6 bilhão de barris de petróleo e 28,3 trilhões de pés cúbicos de gás natural tecnicamente recuperáveis nas formações shale Woodford e Barnett, enterradas sob os campos já produtivos do USGS Permian Basin no Texas e Novo México.

Ned Mamula, diretor do USGS, declarou: “Avaliações de petróleo e gás do USGS apontam para recursos que a indústria ainda não descobriu. Avaliamos que existem recursos não descobertos significativos nas formações Woodford e Barnett na Bacia do Permian.” Portanto, décadas de exploração passaram por cima de camadas inteiras de rocha.

Os números que estavam escondidos a 6 km de profundidade no USGS Permian Basin

Camadas geológicas de xisto profundo no USGS Permian Basin
  • Petróleo: 1,6 bilhão de barris (equivale a 10 semanas de consumo dos EUA)
  • Gás natural: 28,3 trilhões de pés cúbicos (10 meses de consumo dos EUA)
  • Profundidade: até 20.000 pés (6.100 metros)
  • Localização: oeste do Texas e sudeste do Novo México
  • Formações: Woodford e Barnett shales
  • Produção histórica: apenas 26 milhões de barris desde os anos 1990

A produção histórica dessas camadas — 26 milhões de barris — equivale a apenas um dia de consumo nos Estados Unidos. Dessa forma, o potencial não explorado é imensamente maior do que tudo que já foi extraído.

Por que essas reservas ficaram invisíveis por décadas

Sonda de perfuração horizontal no USGS Permian Basin Texas

A resposta é simples: profundidade e tecnologia. As camadas Woodford e Barnett estão a até 20.000 pés abaixo da superfície, muito mais profundas que outros recursos do USGS Permian Basin. Consequentemente, até avanços recentes em fraturamento hidráulico e perfuração horizontal, essas formações eram tecnicamente inacessíveis.

A avaliação foi liderada por Andrea D. Cicero do Central Energy Resources Science Center do USGS, em equipe com Christopher J. Schenk, Jenny H. Lagesse, Benjamin G. Johnson e outros pesquisadores. Além disso, a metodologia utilizada foi baseada em geologia, definindo unidades de avaliação como base do Projeto Nacional de Avaliação de Óleo e Gás.

O impacto na segurança energética americana e o que ainda falta resolver

Geólogo analisando amostra de rocha do USGS Permian Basin

Os 1,6 bilhão de barris representam 10 semanas de suprimento nacional, e os 28,3 trilhões de pés cúbicos de gás cobrem 10 meses de consumo dos EUA. Portanto, numa bacia que já é a maior produtora mundial de petróleo e gás, esses recursos adicionais reforçam a independência energética americana em plena crise geopolítica global.

Contudo, esses são recursos “não descobertos e tecnicamente recuperáveis” — não economicamente garantidos. A profundidade extrema de 20.000 pés aumenta custos e riscos de perfuração. Além disso, nenhuma operadora anunciou planos concretos de exploração nessas camadas. Ainda assim, o mero fato de existirem reservas significativas sob campos maduros que a indústria explorou por décadas sem perceber é um lembrete de que o USGS Permian Basin ainda guarda surpresas.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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