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Uma impressora gigante chamada de ”Ferrari” do concreto desembarcou na América Latina e já consegue erguer uma casa de 120 metros quadrados em apenas 48 horas, deixando o tradicional canteiro de obras parecendo coisa do século passado

Publicado em 27/05/2026 às 22:08
Atualizado em 27/05/2026 às 22:11
Impressora 3D de concreto da Cobod ergue casa de 120 m² em 48 horas. Tecnologia chega à América Latina com 30% de desconto na construção.
Impressora 3D de concreto da Cobod ergue casa de 120 m² em 48 horas. Tecnologia chega à América Latina com 30% de desconto na construção.
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Uma impressora 3D de concreto fabricada pela dinamarquesa Cobod chegou à América Latina por meio da startup argentina Grondplek e promete transformar o canteiro de obras. A impressora ergue a estrutura de uma casa de 120 metros quadrados em 48 horas, com paredes duplas resistentes a terremotos e custo 30% inferior ao da construção tradicional. A máquina tem 11 metros por 11 metros e 7 metros de altura, molda concreto camada por camada e desperdiça apenas o material estritamente necessário para cada etapa. No Japão, uma estação de trem foi impressa em seis horas, e nos Estados Unidos já existem condomínios inteiros construídos com essa impressora.

Uma impressora de concreto do tamanho de um pequeno galpão está mudando as regras da construção civil na América Latina. A máquina, fabricada pela dinamarquesa Cobod e descrita por seus operadores como “a Ferrari das impressoras 3D de concreto”, foi trazida para a Argentina pela startup Grondplek, cofundada por Mateo Salvatto. A impressora ergue a estrutura completa de uma casa de 120 metros quadrados em apenas 48 horas, moldando concreto camada por camada a uma velocidade que transforma semanas de trabalho braçal em dois dias de operação automatizada.

O equipamento não constrói casas prontas para morar: ele produz a chamada “estrutura bruta”, que inclui paredes, escadas, canteiros e bancadas de concreto. Acabamentos, instalações elétricas e hidráulicas e detalhes finais ainda exigem trabalho manual. Mas a impressora elimina a etapa mais pesada e demorada da obra, reduzindo o custo total em 30% em relação ao preço de mercado e praticamente zerando o desperdício de material, já que a máquina bombeia apenas o concreto necessário para cada camada.

Como a impressora de concreto funciona

A impressora 3D tem aproximadamente 11 metros por 11 metros e 7 metros de altura
imagem:.www.gira.com
A impressora 3D tem aproximadamente 11 metros por 11 metros e 7 metros de altura
imagem:.www.gira.com

A impressora tem aproximadamente 11 metros por 11 metros e 7 metros de altura. O sistema conta com uma central de mistura compacta conectada a uma bomba e uma mangueira especial que alimenta a cabeça de impressão. O material é concreto convencional combinado com 2% de aditivos, como plastificantes e aceleradores, que estão facilmente disponíveis no mercado e são ajustados conforme a temperatura e as condições da máquina.

A estrutura é construída camada por camada. Durante a impressão, são feitos cortes entre as camadas para permitir que o material endureça antes de receber a próxima camada. O resultado são paredes duplas com uma camada de ar no meio, o que garante isolamento térmico superior e resistência estrutural. Salvatto afirma que as casas são resistentes a terremotos e que “você não consegue quebrá-las com nada”, destacando que a impressora permite curvas e contracurvas que melhoram o aproveitamento do espaço.

O que já foi construído com impressora 3D no mundo

A tecnologia de construção com impressora 3D de concreto já saiu da fase experimental. Em 2025, uma unidade do Starbucks construída com esse método foi inaugurada no Texas, e no Japão uma estação de trem foi impressa em apenas seis horas. Nos Estados Unidos, condomínios inteiros estão sendo erguidos com casas feitas por impressoras de concreto, demonstrando que a escala comercial já é viável.

As casas pré-fabricadas são resistentes a terremotos e possuem paredes duplas com uma camada de ar.
imagem: www.gira.com
As casas pré-fabricadas são resistentes a terremotos e possuem paredes duplas com uma camada de ar.
imagem: www.gira.com

A tendência está presente na Ásia, Europa e América do Norte, e agora chega à América Latina por meio da Grondplek. A empresa se tornou distribuidora oficial da Cobod para Argentina, Uruguai e Paraguai após uma viagem pela Europa em busca dos melhores fabricantes. “Eles fabricam as Ferraris das impressoras 3D de concreto”, descreveu Salvatto sobre a Cobod, cuja tecnologia é referência mundial no setor.

A impressora constrói apenas a chamada "estrutura bruta". Posteriormente, os retoques finais, as instalações e os detalhes finais precisam ser adicionados
imagem: .www.gira.com
A impressora constrói apenas a chamada “estrutura bruta”. Posteriormente, os retoques finais, as instalações e os detalhes finais precisam ser adicionados
imagem: .www.gira.com

O que a impressora não substitui na obra

A tecnologia não busca substituir os trabalhadores da construção civil, mas alterar suas tarefas. A impressora elimina o levantamento de cargas pesadas e a montagem manual de paredes, mas a operação da máquina, a supervisão e os acabamentos finais continuam exigindo intervenção humana em cada etapa.

Os retoques finais, a instalação elétrica, o encanamento e os acabamentos internos e externos são feitos da forma tradicional. A diferença é que, com a estrutura pronta em 48 horas, a equipe de acabamento pode entrar na obra dias depois do início, em vez de semanas. Salvatto descreve a impressora como “uma fábrica portátil de concreto pré-moldado: você pode levá-la para qualquer lugar, basta nivelá-la no chão e ela começa a imprimir”.

As limitações e o futuro da impressora de concreto

A principal limitação atual é a altura: o modelo utilizado pela Grondplek permite construir edifícios de até três andares. No entanto, já estão surgindo máquinas com guias horizontais capazes de realizar impressão em série, permitindo fazer cinco lotes lado a lado e imprimir um após o outro, o que viabiliza a construção de bairros inteiros com a mesma impressora.

A aplicação também vai além da habitação. A impressora pode ser usada em projetos de engenharia civil e mineração, onde estruturas de concreto são necessárias em locais remotos sem acesso a fábricas de pré-moldados.

Com custos 30% menores, construção em 48 horas em vez de meses e desperdício próximo de zero, a impressora de concreto da Cobod não é mais uma curiosidade tecnológica: é uma alternativa real que está começando a competir com o canteiro de obras tradicional.

Você moraria em uma casa construída por uma impressora 3D de concreto em 48 horas? O que mais impressiona: a velocidade, o desconto de 30% ou a resistência a terremotos? Conta nos comentários.

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Pedro valdeni de Oliveira Ramos
Pedro valdeni de Oliveira Ramos
31/05/2026 18:17

Qual o preco desta impressora?

Paulo Spina
Paulo Spina
29/05/2026 05:28

Moraria sim, sem problemas.
Seria interessante se os governos estaduais adquiram estas maquinas para programas sociais, podendo reduzir o tempo de espera das pessoas sem moradia.

Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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