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Um único arvore com uma anomalia genética é confundido com um pequeno bosque, tem o tamanho de cerca de 70 casas, ocupa até 9.500 m² de copa e já chegou a produzir 70 mil cajus em uma única safra

Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 09/02/2026 às 10:29
Atualizado em 09/02/2026 às 10:30
Assista o vídeoUm único cajueiro com uma anomalia genética é confundido com um pequeno bosque, tem o tamanho de cerca de 70 casas, ocupa até 9.500 m² de copa e já chegou a produzir 70 mil cajus em uma única safra
Considerado a maior cajueira do planeta desde 1994, o Cajueiro de Pirangi cresce lateralmente, forma raízes nos galhos, cobre área de campos de futebol e transforma a ideia do que uma árvore pode ser
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Considerado a maior cajueira do planeta desde 1994, o Cajueiro de Pirangi cresce lateralmente, forma raízes nos galhos, cobre área de campos de futebol e transforma a ideia do que uma árvore pode ser

Na costa do Nordeste brasileiro, a poucos quilômetros de Natal, existe uma árvore tão grande que muitos visitantes a confundem com uma pequena floresta: o Cajueiro de Pirangi, considerado a maior cajueira do planeta. Esse gigante verde tornou-se um símbolo da região e uma das atrações naturais mais surpreendentes do país.

Onde fica e por que é famoso

O Cajueiro de Pirangi fica na praia de Pirangi do Norte, no município de Parnamirim, no estado do Rio Grande do Norte, bem perto da cidade de Natal. A localização, em frente a um litoral de águas quentes e piscinas naturais, faz com que a visita à árvore seja facilmente combinada com um dia de praia. Desde 1994, ele figura no Livro dos Recordes como a maior cajueira do mundo, reconhecimento que consolidou sua fama internacional. Hoje recebe cerca de 300 mil visitantes por ano e é considerado patrimônio natural, histórico e turístico do estado.

Um fenômeno genético que parece uma floresta

À primeira vista, o visitante vê uma imensa massa de vegetação que se estende em todas as direções, mas na verdade trata-se de um único indivíduo. O que torna o Cajueiro de Pirangi tão extraordinário é uma anomalia genética que altera sua forma de crescimento: em vez de crescer predominantemente para cima, muitos galhos se alongam horizontalmente e, ao tocar o solo, criam raízes e passam a funcionar como novos troncos, sem deixar de estar ligados à árvore original. Com o passar das décadas, esse processo se repetiu inúmeras vezes, criando uma rede de galhos e “troncos” clonados que formam uma grande copa contínua.

Atualmente, o cajueiro ocupa cerca de 8.500 a 9.500 metros quadrados de copa, uma área comparável a vários campos de futebol e equivalente, segundo estimativas locais, a cerca de 70 cajueiros comuns reunidos em um só organismo. Seu perímetro se aproxima de 500 metros, e a altura média gira em torno de 8 metros, o que reforça a sensação de caminhar sob um teto vegetal e não ao lado de uma árvore isolada.

História, idade e curiosidades

A verdadeira história de sua origem mistura ciência e lenda. Uma versão popular atribui o plantio da árvore a um pescador chamado Luís Inácio, no final do século XIX, o que lhe daria mais de 120 anos de idade. Outra teoria aponta um antigo proprietário do terreno, ex‑prefeito de Natal, como responsável pelo plantio. A terceira hipótese, considerada a mais aceita do ponto de vista ecológico, sustenta que uma cutia, pequeno roedor que enterra sementes, teria dispersado a castanha de caju que deu origem à árvore atual.

Seja qual for a versão verdadeira, o certo é que o Cajueiro de Pirangi acompanhou o desenvolvimento da região por mais de um século e tornou-se parte da identidade local. Ao longo do tempo, seu crescimento descontrolado exigiu podas periódicas, não só para preservar casas e ruas ao redor, mas também para manter a saúde da árvore e garantir a visita de milhares de pessoas todos os anos.

Um gigante que ainda dá frutos

Apesar da idade avançada, o cajueiro continua produzindo castanhas e frutos de caju todos os anos. Na década de 1990 foram registradas safras excepcionais, como a de 1995, quando produziu cerca de 70 mil cajus, equivalentes a aproximadamente 2,5 toneladas de frutos, o que levou moradores a dizer que “chovia caju”. Com o passar do tempo, a produção diminuiu por fatores como a idade da árvore, a variação das chuvas e a urbanização do entorno, mas a frutificação continua sendo um momento bastante esperado.

A safra ocorre principalmente entre novembro e janeiro, embora outras fontes mencionem um período mais amplo entre setembro e dezembro, dependendo das condições de cada ano. Nesses meses, os visitantes podem ver os frutos pendurados nos galhos, provar o caju in natura recém‑colhido e até receber suco de caju como cortesia incluída no ingresso. Um detalhe interessante é que, apesar do tamanho descomunal da árvore, os frutos mantêm aparência e sabor comuns para a espécie, o que destaca o caráter específico da anomalia: ela afeta o crescimento da copa, não a forma do fruto

Visitar o Cajueiro de Pirangi hoje

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A área onde se encontra a árvore funciona como um pequeno parque, administrado por órgãos ambientais e entidades locais. A visita normalmente começa na região do tronco principal, onde guias fazem explicações regulares sobre a história, a biologia e a importância econômica e turística do cajueiro. A partir dali, os visitantes percorrem passarelas construídas entre os galhos, o que permite circular sob a copa sem danificar a árvore.

O parque conta ainda com um mirante elevado de onde se pode apreciar a dimensão da copa em toda a sua extensão e observar como os galhos se entrelaçam até parecer um verdadeiro labirinto vegetal. A infraestrutura inclui boxes de artesanato, venda de produtos derivados do caju e serviços básicos para turistas, o que reforça o peso econômico do atrativo para a comunidade: estima-se que gere cerca de 1.300 empregos diretos e receba até 350 mil visitantes nos melhores anos.

O horário de funcionamento costuma ser diário, aproximadamente das 7h30 às 17h ou 17h30, com entrada paga e descontos para crianças, estudantes, professores e idosos. É possível chegar de carro particular, em excursões a partir de Natal ou combinando a visita com passeios de barco às piscinas naturais de Pirangi. Para muitos viajantes, conhecer o Cajueiro de Pirangi é uma experiência única: não é todo dia que se caminha por dentro da copa de uma única árvore que, por seu tamanho e forma, desafia a própria ideia do que um árvore pode vir a ser.

Principais fontes: Wikipedia (Cajueiro de Pirangi), Viagem e Turismo, Portal N10, blogs turísticos locais e relatos de visitantes em sites de viagem.

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Atb
Atb
13/02/2026 08:48

Como dar credibilidade numa notícia sem português o estagiário sabe escrever

Manoel José de Andrade Filho
Manoel José de Andrade Filho
11/02/2026 17:41

Tem um Cajueiro no Piauí, na cidade de Cajueiro da Praia, o nome é Cajueiro Rei

Rita
Rita
11/02/2026 03:05

Já conheci esse cajueiro em uma viagem a Natal. É grande mesmo .Se for visitar Natal não deixe de conhece-lo. Passeio imperdível.

Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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