Travessia subterrânea sob as montanhas do sul da Albânia mudou um dos segmentos mais desafiadores da rota costeira, reunindo engenharia, segurança viária e mobilidade em uma ligação de quase seis quilômetros entre Dukat e Palasë, com efeitos diretos sobre moradores, visitantes e serviços regionais.
O Túnel de Llogara atravessa a região montanhosa do sul da Albânia e reduziu de cerca de 30 para apenas 7 minutos o percurso rodoviário entre Dukat e Palasë, criando um acesso mais direto à faixa costeira conhecida como Riviera Albanesa.
Em vez de contornar a montanha pela estrada sinuosa do passo de Llogara, motoristas agora podem cruzar o maciço por uma passagem subterrânea de aproximadamente 5,9 quilômetros, construída para facilitar viagens de moradores, turistas e serviços regionais.
Túnel de Llogara substitui percurso sinuoso pela montanha
Segundo o Conselho de Ministros da Albânia, o ganho de 23 minutos ocorre justamente em um trecho marcado por curvas sucessivas, mudanças acentuadas de altitude e condições de circulação mais difíceis durante o inverno, sobretudo nas partes elevadas da rota.
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Ao eliminar boa parte da subida, dos aclives e dos declives, a nova travessia permite que os veículos avancem de maneira mais direta entre os dois lados da montanha, sem repetir o caminho necessário para alcançar o ponto mais alto do passo.
Galerias conectadas ampliam a segurança da travessia
O Túnel de Llogara é formado por uma galeria principal e por uma segunda estrutura destinada a emergências, conectadas por 11 saídas internas que ampliam as alternativas de acesso e deslocamento durante eventuais ocorrências operacionais dentro do complexo.
Desse conjunto, cinco conexões foram planejadas para a passagem de veículos, enquanto outras seis permitem o deslocamento de pedestres, criando pontos intermediários de saída sem obrigar os usuários a percorrer toda a extensão até uma das entradas.
A galeria principal possui 7,70 metros de largura e 4,70 metros de altura, conforme os dados técnicos divulgados pelo governo albanês, dimensões que permitem a circulação rodoviária e reservam áreas laterais para acesso em situações de emergência.

Embora tenha sido concebida inicialmente como estrutura auxiliar, a segunda galeria foi escavada com dimensões semelhantes às do túnel principal e pode ser preparada para receber tráfego quando houver necessidade e autorização operacional, especialmente em períodos de maior movimento.
Viagem entre Dukat e Palasë cai para sete minutos
Aberta ao tráfego em 5 de julho de 2024, a passagem retirou do caminho principal uma das etapas mais demoradas entre Dukat e Palasë, transformando um percurso de aproximadamente meia hora em uma travessia oficial de sete minutos.
Durante a execução, o Conselho de Ministros da Albânia apresentou o projeto como um investimento de 142 milhões de euros, implantado cerca de 20 quilômetros ao sul de Vlorë, cidade costeira que funciona como ponto de passagem rumo ao litoral.
Por ocupar uma posição estratégica entre o entorno de Vlorë e localidades situadas mais ao sul, a estrutura atravessa uma barreira natural que antes obrigava a estrada a subir, contornar o relevo e descer novamente até o lado oposto.
Além da redução entre Dukat e Palasë, a documentação oficial registrou a estimativa de cortar aproximadamente 40 minutos da viagem mais ampla entre Vlorë e Sarandë, graças à eliminação de um dos segmentos mais lentos da rota costeira.
Sistemas monitoram circulação dentro do túnel
Para manter a operação diária, a galeria principal recebeu sistemas de ventilação, drenagem, iluminação, sinalização, chamadas de emergência e controle de fumaça e incêndio, reunindo equipamentos voltados ao monitoramento da circulação e à resposta dentro da passagem subterrânea.
Enquanto a drenagem controla águas subterrâneas e superficiais, a ventilação mantém a circulação de ar ao longo da galeria, ao passo que placas, iluminação e dispositivos de comunicação completam a estrutura utilizada por motoristas em diferentes condições de tráfego.
Estrada do passo permanece como rota alternativa
Na superfície, a diferença entre o caminho antigo e o novo aparece na maneira como cada rota enfrenta o relevo: a estrada acompanha as encostas e muda repetidamente de direção, enquanto o túnel segue pelo interior da formação montanhosa.

Apesar da nova alternativa, a estrada do passo de Llogara continua disponível para circulação, preservando o percurso pelas montanhas, enquanto a travessia subterrânea atende motoristas interessados em evitar o segmento de curvas e alcançar Palasë com maior rapidez.
Para moradores e serviços regionais, a redução acrescenta maior regularidade aos deslocamentos entre comunidades próximas, pois veículos de transporte de passageiros, abastecimento e atendimento passam a contar com uma rota direta, menos dependente das condições existentes na parte alta.
Também entre visitantes que chegam a Vlorë e seguem para destinos do litoral sul, o impacto é perceptível, já que a passagem de Llogara deixou de representar apenas uma longa sequência de curvas e ganhou uma opção subterrânea de poucos minutos.
Riviera Albanesa ganha ligação mais direta
Integrado a um corredor rodoviário mais amplo voltado à conexão do litoral albanês, o projeto liga suas entradas próximas a Dukat e Palasë às estradas existentes, permitindo que o túnel funcione como parte contínua da viagem, e não como estrutura isolada.
Produzida em apenas uma parcela do deslocamento total, a diferença de 23 minutos mostra como o relevo pode tornar demorada uma distância relativamente curta e como uma passagem subterrânea altera o funcionamento de uma rota sem mudar origem e destino.
Quem entra no túnel próximo a Dukat reaparece do outro lado da montanha na direção de Palasë, evitando a subida completa pelo passo de Llogara e substituindo as curvas da encosta por uma trajetória praticamente direta sob o maciço.
Até que ponto uma redução de 23 minutos em apenas um trecho pode transformar a forma como moradores, turistas, serviços de transporte e atividades econômicas percorrem e utilizam todo o litoral sul da Albânia ao longo do ano?
