1. Início
  2. / Curiosidades
  3. / Sozinho no topo do abismo em Guizhou, uma casa esquecida há séculos resiste em penhascos mortais, guardado há quase 30 anos por um idoso de mais de 80 anos, sem eletricidade, cercado por ruínas, perigo e silêncio absoluto
Tempo de leitura 5 min de leitura Comentários 1 comentário

Sozinho no topo do abismo em Guizhou, uma casa esquecida há séculos resiste em penhascos mortais, guardado há quase 30 anos por um idoso de mais de 80 anos, sem eletricidade, cercado por ruínas, perigo e silêncio absoluto

Publicado em 12/01/2026 às 15:45
Assista o vídeoCasa isolada em montanha de Guizhou resiste há séculos. Um guardião idoso protege o templo antigo sobre penhasco perigoso, solidão e resistência.
Casa isolada em montanha de Guizhou resiste há séculos. Um guardião idoso protege o templo antigo sobre penhasco perigoso, solidão e resistência.
  • Reação
1 pessoa reagiu a isso.
Reagir ao artigo

Nas montanhas de Wuchuan, em Guizhou, uma casa que era ruína de templo antigo foi reencontrada num pico cercado por falésias. O guardião, sobrenome Yu, diz proteger o lugar desde 1996. Sem eletricidade, ele enfrenta trilhas íngremes, cachoeira, túmulos e paredes instáveis. O trajeto inclui 800 degraus e um cânion.

Uma casa solitária foi vista no alto da Montanha Liantai, em Wuchuan, Guizhou, cercada por penhascos íngremes e um vazio que intimida até antes da subida começar. O local, descrito como ruína de um antigo templo, permanece sob a guarda de um idoso de 83 anos.

Segundo o próprio guardião, de sobrenome Yu, ele protege a casa e o templo desde 1996, depois de ver o abandono e decidir reconstruir o que era possível. Sem eletricidade e com frio intenso no inverno, ele vive entre ruínas, silêncio e um caminho que exige atenção total.

Onde fica a casa e por que o cenário impressiona

A casa está nas profundezas das montanhas de Wuchuan, na província chinesa de Guizhou, num pico isolado cercado por falésias.

A impressão é de que a construção foi esquecida pelo mundo: um topo estreito, ruínas espalhadas e o abismo como vizinho permanente.

A equipe que visitou o local descreveu que esta era a terceira vez na região, mas com um trajeto diferente, seguindo o guardião até áreas ainda mais remotas.

Mesmo em linha reta parecendo perto, a caminhada real é longa e exige atravessar o relevo do cânion, descer e subir repetidas vezes.

O guardião de 83 anos e a rotina de uma casa sem eletricidade

O idoso, identificado pelo sobrenome Yu, afirmou ter mais de 80 anos e disse guardar o templo há quase 30 anos, numa contagem que remete a 1996.

Ele contou que decidiu reformar a casa para oferecer abrigo quando viu professores e alunos molhados pela chuva, sem lanternas e sem conseguir atravessar o penhasco.

Sem eletricidade, a casa depende de iluminação portátil. Ele mencionou usar uma lâmpada carregável que dura cerca de 8 horas, comprada pelo filho em Guiyang, e afirmou ter adquirido cinco unidades.

No inverno, ele evita dormir na casa por causa do frio, já que o vento entra por frestas e o isolamento é mínimo.

O caminho de 800 degraus, o cânion e a margem do erro

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

O próprio trajeto até a casa revela por que o lugar parece inacessível.

O guardião descreveu uma sequência que envolve descer e subir, com degraus em grande número, passando por um cânion e chegando ao fundo do vale antes de retomar a subida.

A trilha inclui trechos quase verticais, com falésias acima e abaixo.

Ele também relatou cuidar das estradas, varrendo e cortando grama, além de ter aberto trechos em z para reduzir o risco em áreas onde o caminho não podia ser reto.

Quem caminha ali percebe que um escorregão não é susto, é tragédia, porque a queda seria direta para o fundo do vale.

Ruínas ao redor da casa e sinais de um passado difícil de datar

O guardião afirmou que a história registrada do templo remonta ao período de Zhu Yuanzhang, o Imperador Taizu da Dinastia Ming, embora ele mesmo diga não saber a idade exata do complexo.

A área ao redor da casa tem estelas e monumentos muito desgastados, com partes ilegíveis, e há menções a registros de épocas como Daoguang e Xianfeng.

Também foram descritos túmulos ligados a monges de dinastias anteriores, além de estruturas destruídas e estelas quebradas e roubadas.

Em meio às ruínas, aparece a indicação de proteção cultural em nível de condado, e a percepção geral é de um espaço que já foi maior, mas hoje é dominado por fundações expostas, tijolos espalhados e paredes que perderam estabilidade.

Dentro da casa, reconstrução com as próprias mãos e objetos de devoção

A casa em que o guardião viveu parte do tempo teria sido reconstruída por ele após encontrar tudo desabado.

Ele disse ter reaproveitado materiais e tijolos caídos e ressaltou que a obra foi feita com lama, não com cimento.

Ele também se identificou como carpinteiro quando mais jovem e apontou itens do cotidiano e partes estruturais que teria montado.

No interior, foram descritas imagens e figuras religiosas, incluindo Imperador de Jade, Taishang Laojun, Deus da Riqueza, Bodhisattva Guanyin, além de referências a Sakyamuni e Maitreya.

Algumas peças aparecem rachadas, e a casa guarda utensílios simples, local de dormir e espaço de cozinha, reforçando a rotina de sobrevivência em isolamento.

A outra casa no alto, à beira do colapso e do silêncio absoluto

Além do templo principal, existe uma casa menor ainda mais acima, num ponto que exige escalada com mãos e pés.

Quem chega relata que a estrutura está pior do que em visitas anteriores, com partes que se afastaram da parede, telhado de proteção já caído e madeira com sinais de deterioração.

O cenário ao redor amplia a sensação de risco: montanhas afiadas, vale profundo, cachoeira ao fundo em época de menor volume e a aldeia distante visível no horizonte, onde o guardião diz morar quando desce.

No topo, a casa parece suspensa entre ruínas e vazio, reforçando a ideia de um lugar que resiste mais pelo hábito humano do que por qualquer conforto.

Você acha que essa casa deveria continuar sendo guardada por uma única pessoa, ou já passou da hora de alguém assumir a responsabilidade por esse lugar isolado?

Inscreva-se
Notificar de
guest
1 Comentário
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Emerson Santana de Almeida
Emerson Santana de Almeida
12/01/2026 17:54

Valores e Concepções,Extremamente Elevadas,de Milênios, Trancedendo a Pequenez, Ainda, Gritante da Pessoa Humana, Mais Perdida,do Que Gestões Ultra Falidas do Momento Presente, Que se Insinuam, Definitivamente, A Esmo.

Fonte
Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

Compartilhar em aplicativos
Ir para o vídeo em destaque
1
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x