O túnel elétrico sob o Rio Tâmisa já avançou 1,1 km entre Tilbury e Gravesend e prepara uma nova passagem para cabos de alta tensão, enquanto a National Grid, empresa britânica de infraestrutura de energia, substitui uma estrutura usada desde o fim da década de 1960
Existe uma construção subterrânea gigante sob o Rio Tâmisa, mas nenhum carro ou trem deverá atravessar essa passagem. O túnel foi criado para receber cabos de alta tensão e manter uma ligação importante da rede elétrica britânica protegida sob o rio.
Em 21 de agosto de 2026, a obra alcançou a metade do percurso planejado. A tuneladora Caroline havia avançado mais de 1,1 km, abrindo caminho entre Tilbury, em Essex, e Gravesend, em Kent.
Quando estiver concluído, o túnel elétrico terá 2,2 km. A obra integra o projeto Grain to Tilbury e substituirá a passagem elétrica que já existe sob o Tâmisa.
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Um túnel de 2,2 km que não foi feito para transportar pessoas
A dimensão da obra poderia lembrar uma passagem para metrô, trem ou rodovia. A função, porém, é outra: criar um corredor subterrâneo seguro para infraestrutura elétrica, levando os cabos por baixo do Tâmisa sem depender de uma travessia pela superfície.
O percurso liga Tilbury, em Essex, a Gravesend, em Kent. A escavação ocorre sob o rio, onde a passagem recebe estruturas de concreto instaladas à medida que a máquina avança.
Essa característica ajuda a entender por que uma obra sem passageiros ou veículos pode exigir uma escavação de grande porte. O espaço subterrâneo será dedicado aos cabos de alta tensão que fazem parte da rede de transmissão de eletricidade.
Escavação já retirou mais de 40 mil toneladas de material sob o Tâmisa
Ao atingir a metade do caminho, a tuneladora Caroline já havia removido mais de 40 mil toneladas de material. Todo esse volume saiu da abertura da nova passagem sob o Rio Tâmisa.
A máquina avança pelo terreno enquanto cria o espaço necessário para o túnel. Em termos simples, ela escava o solo à frente e permite que a estrutura definitiva seja montada logo atrás, evitando que o caminho recém aberto fique sem proteção.
O marco de 1,1 km escavado representa metade dos 2,2 km previstos para a nova ligação. A obra ainda estava em andamento quando o avanço foi divulgado em agosto de 2026.
Mais de 5.100 segmentos de concreto formam a proteção do túnel elétrico
Escavar não é a única tarefa realizada no subsolo. À medida que a tuneladora segue adiante, peças de concreto são instaladas para formar o revestimento que envolve a passagem.
Até o marco divulgado em agosto, haviam sido colocados mais de 5.100 segmentos de concreto. Essas peças formam a estrutura interna que protege o túnel e cria o corredor onde os cabos serão instalados.
Na prática, o processo combina duas etapas que avançam juntas: a retirada do material e a montagem da proteção de concreto. Isso permite que o túnel ganhe sua forma definitiva à medida que a escavação progride.
Nova passagem substituirá túnel elétrico usado desde o fim da década de 1960
A construção não parte do zero na ligação elétrica sob o rio. Já existe um túnel para cabos entre Tilbury e Gravesend, colocado em serviço no fim da década de 1960.
Essa estrutura se aproxima do fim de sua vida operacional, o que criou a necessidade de substituição. O novo túnel permitirá renovar essa ligação subterrânea sem transformar a travessia em uma obra destinada ao transporte de passageiros.

A National Grid, empresa britânica de infraestrutura de energia, detalhou que a nova passagem substituirá o atual Thames Cable Tunnel e permitirá renovar essa parte da infraestrutura de transmissão de eletricidade.
Obra faz parte de uma modernização maior da rede elétrica britânica
O projeto Grain to Tilbury integra o Great Grid Upgrade, programa de modernização da rede elétrica britânica. Nesse conjunto de obras, o túnel sob o Tâmisa representa uma parte pouco visível da infraestrutura necessária para transportar eletricidade.
O diferencial está justamente no que ficará escondido. Depois de pronta, a passagem de 2,2 km será usada para abrigar cabos elétricos sob o rio entre Tilbury e Gravesend.
A obra mostra como a renovação de uma rede elétrica também pode exigir grandes intervenções subterrâneas. Neste caso, o trabalho envolve retirar dezenas de milhares de toneladas de material e montar milhares de peças de concreto antes mesmo da instalação dos cabos.
O túnel sob o Tâmisa chegou à metade com 1,1 km escavado, mais de 40 mil toneladas removidas e mais de 5.100 segmentos de concreto instalados. Tudo isso para construir uma passagem que não levará carros, trens ou passageiros.
Quando concluído, o corredor subterrâneo substituirá uma infraestrutura usada desde o fim da década de 1960 e passará a cumprir uma função exclusivamente elétrica entre Tilbury e Gravesend.
Você imaginava que uma obra subterrânea desse tamanho poderia existir apenas para transportar cabos de eletricidade? Conte nos comentários e compartilhe com quem gosta de grandes obras de engenharia.

