Relatório da ANM mostra avanços concretos na segurança das barragens de mineração, com sete anos sem rompimentos e resultados que destacam o fortalecimento das políticas preventivas e da gestão técnica nacional
A segurança das barragens de mineração no Brasil alcançou um marco importante em 2025, com o novo relatório da Agência Nacional de Mineração (ANM) confirmando uma tendência sólida de estabilidade, segundo uma matéria publicada.
Publicado no último dia 10 de outubro, o documento revela que 421 barragens, equivalentes a 92% das estruturas obrigadas ao envio das Declarações de Condição de Estabilidade (DCE), tiveram estabilidade atestada no segundo semestre.
O número supera o resultado anterior de 415 barragens estáveis, e reforça um cenário de maior confiança e amadurecimento na Política Nacional de Segurança de Barragens de Mineração (PNSB).
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Segurança das barragens de mineração: Estabilidade e confiança crescem com resultados positivos da ANM
Os dados também mostram queda nas estruturas embargadas, de 40 para 35, o que representa apenas 8% do total.
Desde 2019, o país não registra rompimentos, um marco que simboliza sete anos de resultados consistentes em gestão técnica e fiscalização.
Segundo o diretor-geral da ANM, Mauro Henrique Moreira Sousa, esses avanços comprovam que o Brasil vem consolidando uma cultura de prevenção e responsabilidade no setor mineral.
Fiscalização inteligente e tecnologia fortalecem a segurança operacional
O diretor da ANM, Roger Romão Cabral, destaca que o uso de monitoramento remoto e a modernização das rotinas de inspeção foram determinantes para o avanço da segurança das barragens de mineração.
A atuação da Superintendência de Segurança de Barragens e Pilhas de Mineração (SBP) também ganhou relevância ao integrar análises técnicas, dados de campo e políticas de embargo como instrumentos de preservação ambiental e de proteção à vida.
De acordo com o superintendente Luiz Paniago Neves, cada DCE recebida passa por uma verificação detalhada dentro de um contexto técnico de gestão de risco.
Ele explica que o princípio da prevenção e a atuação proativa da Agência são hoje pilares da política de segurança de barragens.
Essa integração de dados e transparência pública reforça o compromisso do setor com a sustentabilidade e a confiança social nas operações de mineração.
Avanços regionais e desafios estruturais exigem vigilância contínua
Outro destaque do relatório é o retorno de 14 barragens à condição de estabilidade, revertendo situações críticas identificadas no primeiro semestre.
No entanto, estruturas construídas por etapa única ainda representam 44% das barragens sem estabilidade declarada. A maior concentração permanece em Minas Gerais, que responde por 44% das estruturas sem DCE positiva.
A ANM determinou que todas as barragens que não tiveram estabilidade atestada ou não enviaram as declarações sejam priorizadas nas fiscalizações futuras, conforme previsto na Resolução nº 95/2022.
O plano inclui ações técnicas de campo e acompanhamento constante para assegurar a continuidade dos avanços obtidos na segurança das barragens de mineração.
O Relatório Sintético da Campanha de DCE 2º semestre de 2025 reafirma o compromisso público com a transparência e o aprimoramento contínuo do setor.

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