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Sapato dos anos 2000 que todo mundo jurou nunca mais usar voltou repaginado com aval de Beyoncé e Gisele e agora promete dominar as ruas no inverno de 2026 com visual completamente diferente

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 25/04/2026 às 11:39
Atualizado em 25/04/2026 às 11:42
O sapato de salto escondido dos anos 2000, aprovado por Beyoncé e Gisele, voltou na moda para o inverno de 2026. O sneaker agora vem minimalista e em tons neutros.
O sapato de salto escondido dos anos 2000, aprovado por Beyoncé e Gisele, voltou na moda para o inverno de 2026. O sneaker agora vem minimalista e em tons neutros.
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O sapato “feio” dos anos 2000, o sneaker de salto escondido popularizado por Beyoncé e Gisele, ressurge na moda para o inverno de 2026 em versão minimalista com tons neutros e materiais nobres, impulsionado pela estética ugly-cool e pela nostalgia Y2K que recupera calçados polêmicos como objetos de desejo.

O sapato que parecia ter sido aposentado definitivamente das prateleiras e dos armários está de volta com força suficiente para disputar espaço nas ruas do inverno de 2026. O sneaker de salto escondido, aquele tênis que disfarçava uma plataforma interna capaz de adicionar centímetros sem o desconforto de um salto convencional, retorna numa versão que abandonou os excessos e as cores gritantes do original para adotar um visual limpo, com materiais de qualidade superior e paleta de cores que combina com roupas de trabalho e de passeio. O sapato que celebridades como Beyoncé e Gisele adotaram como peça essencial no início dos anos 2010, quando a estilista francesa Isabel Marant lançou o modelo que misturava jeitão esportivo com elevação discreta, agora reaparece nos editoriais de moda e nas vitrines como peça central da tendência que valoriza calçados deliberadamente “estranhos” transformados em objetos de desejo.

A razão pela qual esse sapato considerado feio voltou a ser relevante tem menos a ver com nostalgia pura e mais com uma mudança no que as pessoas esperam de um calçado. Segundo o portal Who What Wear, a saturação do minimalismo extremo que dominou os últimos anos criou espaço para peças com personalidade que desafiam o convencional, e o sneaker de salto escondido ocupa exatamente essa faixa: não é um tênis comum, não é um salto alto, é algo entre os dois que funciona para quem quer altura sem sacrifício e estilo sem formalidade. O inverno de 2026 será o teste definitivo para saber se o sapato mais polêmico dos anos 2000 conseguiu se reinventar o suficiente para conquistar uma geração que nem estava prestando atenção quando ele surgiu pela primeira vez.

O que mudou no sapato para que ele voltasse sem parecer datado

O sapato de salto escondido dos anos 2000, aprovado por Beyoncé e Gisele, voltou na moda para o inverno de 2026. O sneaker agora vem minimalista e em tons neutros.

A diferença entre o modelo original e a versão 2026 é visível à distância. Os sneakers de salto que circulavam nos anos 2000 e 2010 abusavam de cores vibrantes, recortes evidentes e materiais que entregavam o truque à primeira olhada, estética que funcionou enquanto o exagero era celebrado mas que envelheceu mal quando a moda migrou para linhas mais contidas. A nova geração do sapato corrigiu cada um desses pontos: o visual agora é limpo, sem elementos desnecessários, em cores neutras como bege, preto e variações de cinza que se integram ao guarda-roupa sem competir com o restante da produção.

A qualidade dos materiais também subiu de patamar. Os novos modelos do sapato utilizam acabamentos que conferem aparência mais cara e durabilidade superior, afastando o calçado da imagem de produto descartável que acompanhou muitas das tendências dos anos 2000. O resultado é um sneaker que consegue transitar entre situações casuais e ambientes de trabalho sem parecer inadequado em nenhum dos dois, versatilidade que o modelo original nunca teve e que será determinante para que o sapato se sustente além de uma temporada.

Por que Beyoncé e Gisele são parte da história desse sapato

O papel das duas no sucesso original do sneaker de salto escondido não é detalhe. Quando Isabel Marant lançou o modelo que combinava estrutura de tênis de basquete com plataforma interna, foram celebridades do calibre de Beyoncé e Gisele Bündchen que transformaram o sapato em objeto de desejo global ao usá-lo repetidamente em situações públicas. A associação com esses nomes conferiu ao calçado um status que a silhueta estranha sozinha jamais conquistaria, e parte do apelo do retorno em 2026 vem justamente da memória de que aquele sapato “feio” já foi aprovado pelas mulheres mais fotografadas do mundo.

O endosso original funciona como credencial histórica. Para consumidores que não viveram o auge do sneaker de salto nos anos 2010, saber que Beyoncé e Gisele usaram o modelo confere legitimidade que nenhuma campanha publicitária atual consegue fabricar do zero. A estética ugly-cool, que transforma peças deliberadamente estranhas em itens cobiçados, precisa de narrativa para funcionar, e a história de que esse sapato já foi amado por ícones globais antes de ser rejeitado e agora retorna renovado oferece exatamente o tipo de arco que a moda adora contar.

O que a tendência ugly-cool e a nostalgia Y2K têm a ver com o sapato

O retorno desse calçado não acontece no vácuo. Faz parte de um movimento mais amplo que recupera referências estéticas dos anos 2000 e as reinterpreta para o presente, fenômeno batizado de nostalgia Y2K que já trouxe de volta calças de cintura baixa, óculos com lentes coloridas e bolsas minúsculas, peças que foram igualmente ridicularizadas antes de reaparecerem nas passarelas. O sapato de salto escondido é mais um item dessa lista, e sua volta confirma que no universo da moda não existe “nunca mais”, apenas “ainda não voltou”.

A estética ugly-cool adiciona camada extra a esse retorno. O princípio é simples: quanto mais um sapato desafia o padrão convencional de beleza, mais ele se destaca num cenário onde tudo parece igual, e o sneaker com salto escondido é por definição uma peça que provoca reação imediata, seja de curiosidade, de estranhamento ou de admiração. Para a geração que cresceu vendo conteúdo de moda em redes sociais e valoriza originalidade acima de conformidade, um calçado que gera conversa vale mais do que um que passa despercebido, e esse sapato nunca passou despercebido por ninguém.

O que esperar do sapato no inverno de 2026 e quem vai usar

O inverno favorece o sneaker de salto escondido por razões práticas. Calçados fechados e com estrutura robusta são escolha natural para temperaturas baixas, e o sapato com plataforma interna oferece vantagem adicional: a elevação discreta que antes era o centro da polêmica agora funciona como benefício funcional para quem quer ganhar altura sem recorrer a botas de salto alto que complicam a locomoção em calçadas molhadas e pisos irregulares do inverno.

A versatilidade da nova versão amplia o público potencial. Quem trabalha em ambientes que aceitam calçados esportivos pode incorporar o sapato ao dia a dia profissional, e quem busca opção de passeio que combine conforto com diferenciação encontra no sneaker renovado uma alternativa que não existia na oferta atual. Se as projeções dos editoriais de moda se confirmarem, o sapato que todo mundo jurou não usar de novo será visto com frequência suficiente no inverno de 2026 para que ninguém mais precise de coragem para calçá-lo.

E você, usaria o sneaker de salto escondido ou ainda acha ele estranho demais? Tem algum sapato dos anos 2000 que gostaria de ver de volta? Deixe sua opinião nos comentários.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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