O Bolsa Família segue como um dos principais programas sociais do país. No entanto, a proposta de orçamento para 2026 trouxe cortes e nenhuma previsão de reajuste, levantando discussões sobre os impactos em milhões de famílias brasileiras.
O governo federal anunciou nesta sexta-feira (29) a proposta de orçamento para 2026. O texto prevê R$ 158,6 bilhões destinados ao Bolsa Família no próximo ano eleitoral.
O valor representa redução de R$ 8,6 bilhões em relação aos R$ 167,2 bilhões apresentados no projeto de 2024.
Segundo a equipe econômica, não haverá reajuste nos benefícios do programa. Desde março de 2023, quando o governo relançou o Bolsa Família, os valores pagos não passaram por correção. O secretário do Orçamento Federal, Clayton Montes, destacou que a proposta garante a execução plena, mas sem expansão. “O benefício médio será mantido em R$ 671”, disse.
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Regras de acesso e combate a fraudes
Em março deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto alterando as regras do Bolsa Família. O objetivo foi coibir fraudes e reforçar os critérios de acesso, com foco em famílias formadas por apenas uma pessoa. Para receber o benefício, a renda por membro deve ser de até R$ 218. Além disso, todos os integrantes precisam estar inscritos no Cadastro Único atualizado.
O governo pagou em agosto o benefício a 19,2 milhões de famílias. No ano anterior, a proposta de orçamento considerava 20,9 milhões de famílias em situação de pobreza.
Valores e adicionais
O valor mínimo pago é de R$ 600,00 por família. Além disso, há adicionais cumulativos, como R$ 150,00 por criança até seis anos, R$ 50,00 para gestantes, jovens de 7 a 18 anos incompletos e bebês até seis meses.
Portanto, apesar da redução no orçamento e da ausência de reajuste, o governo afirma que o programa seguirá contemplando os atuais beneficiários. A manutenção dos valores médios reflete a estratégia de segurar os custos em ano eleitoral, sem abrir espaço para aumentos.

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