Investimentos ferroviários ganham força no país com metas ambiciosas e obras estruturantes que prometem transformar a logística nacional.
O governo federal prevê R$ 94 bilhões em investimentos ferroviários nas próximas décadas, com o objetivo de reequilibrar a matriz de transporte do país e reduzir a dependência das rodovias, conforme afirmou o ministro dos Transportes, Renan Filho, no programa Canal Livre, da TV Bandeirantes.
De acordo com ele, o Brasil movimenta hoje cerca de 18% de sua produção por trilhos.
A meta é elevar esse percentual para aproximadamente 35% até 2040, ampliando a eficiência logística e fortalecendo os corredores de exportação.
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Segundo Renan Filho, esse avanço depende da finalização de grandes eixos estruturantes, entre eles a ferrovia Norte-Sul, já concluída, e a ferrovia Leste-Oeste, que passa por etapas simultâneas de obras.
Ele afirmou que a transformação em curso representa um marco histórico para o setor, pois, pela primeira vez, diferentes trechos antes desconectados formam uma malha integrada capaz de ligar portos estratégicos do Norte e do Sudeste.
Norte-Sul: eixo central da nova logística ferroviária
Conforme explicou o ministro, a Norte-Sul desempenha papel central no novo desenho logístico.
A obra, iniciada décadas atrás, teve avanços decisivos durante as gestões de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
“Eles fizeram 90% da ferrovia”, afirmou Renan Filho, destacando que agora o empreendimento encontra-se inteiramente operacional.
Ainda segundo o ministro, a conclusão permite um feito inédito.

“Uma locomotiva pode sair de Itaqui, no Porto de São Luís, pegar a ferrovia de Carajás até Açailândia, no Maranhão, seguir pela Norte-Sul até Estrela do Oeste, em São Paulo, e daí acessar a malha paulista rumo ao Porto de Santos”.
Ele destacou que tal ligação nunca havia sido possível porque os trechos não estavam completamente conectados.
O eixo é considerado estratégico para o transporte de grãos, minérios e insumos industriais.
Além disso, a integração entre portos do Norte e do Sudeste amplia as opções de escoamento, especialmente em períodos de sazonalidade e congestionamento rodoviário.
Expansão da ferrovia Leste-Oeste em ritmo acelerado
O ministro também detalhou o andamento da ferrovia Leste-Oeste, outro ponto-chave na meta de ampliar a participação ferroviária no país.
Segundo explicou no Canal Livre, diferentes segmentos da obra estão em execução simultânea, com frentes espalhadas por trechos da Bahia, de Minas Gerais e de Goiás.
Ele lembrou que esse corredor se conecta diretamente à Norte-Sul, formando a chamada “cruz ferroviária”, estrutura que deve alterar a dinâmica logística do Centro-Oeste e do Nordeste.
Renan Filho afirmou que, com a conclusão desses eixos, a produção agrícola e mineral terá alternativas mais rápidas e menos onerosas de transporte.
Ele destacou que a expansão ferroviária também contribui para reduzir emissões de gases de efeito estufa, já que o modal consome menos combustível por tonelada transportada.
FICO amplia a conexão com regiões agrícolas
Outro projeto detalhado pelo ministro durante a entrevista foi a FICO – Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, que ligará Mara Rosa, em Goiás, a Água Boa, no Mato Grosso.
Segundo Renan Filho, a obra está em execução com cerca de 8 mil trabalhadores, sob responsabilidade da mineradora Vale S.A.
Ele explicou que a FICO será essencial para o escoamento da produção do Mato Grosso, aproximando regiões agrícolas de corredores ferroviários de alta capacidade.
Ainda conforme o ministro, a conexão com a Norte-Sul permitirá que cargas do Centro-Oeste cheguem diretamente aos portos de Santos e Itaqui.
Investimentos complementares na malha ferroviária
Além dos corredores estruturantes, Renan Filho mencionou outros projetos em andamento ou expansão.
Ele citou obras operadas pela MRS Logística, investimentos da Rumo na malha paulista e a continuidade da Transnordestina.
O ministro também mencionou uma ferrovia construída sob autorização estadual para conectar regiões produtoras de Mato Grosso à malha paulista.
Segundo ele, a soma desses empreendimentos coloca o país em um momento de “máxima histórica” de investimentos no setor.
Desafios para ampliar a participação do modal ferroviário
Apesar do otimismo, Renan Filho reconheceu na entrevista que o país ainda enfrenta desafios importantes.
Entre eles estão o licenciamento ambiental, etapas complexas de financiamento e a necessidade de modernização de terminais de carga.
Ele afirmou que a meta de elevar a participação ferroviária para 35% até 2040 é ambiciosa, mas possível se as obras mantiverem ritmo constante.
O ministro observou que o aumento do transporte por trilhos ajuda a diminuir os custos logísticos nacionais, historicamente elevados devido à dependência das rodovias.
“Mudar essa proporção significa maior competitividade para o Brasil”, comentou.
Conforme destacou, avanços desse tipo favorecem exportadores e setores industriais que dependem de cadeias longas de abastecimento.
Perspectivas para as próximas décadas
Renan Filho afirmou que os investimentos devem acelerar a expansão da malha já nos próximos anos.
Ele ressaltou que as entregas ocorrerão de forma gradual, com integração progressiva de trechos.
Apesar disso, não apresentou datas específicas para cada corredor ou trecho em execução.
Segundo o ministro, a convergência entre iniciativa privada e setor público cria condições inéditas para a retomada ferroviária.
De acordo com ele, o país vive um momento que pode redefinir sua infraestrutura de transporte para as próximas décadas.
Se essas obras realmente se consolidarem no ritmo projetado, quanto tempo levará para que a ferrovia ultrapasse definitivamente a rodovia como principal opção de escoamento de carga pesada no Brasil?


Acredito que reduzirá os prejuízos nas estradas com os acidentes. O Brasil gasta muito com os acidentes e imposto sobre os produtos. O Brasil já era pra ter estradas de ferro,tanto pra transporte de produtos, quanto para passageiros. Que estaria incrementando o turismo no Brasil.
Governo Lula sempre insugura pedra fundamental , sempre dizendo que vai fazer . A Fico só está em andamento porque Tarcisio e Bolsobaro fizeram acontecer, sem corrupção e seriedade às coisas andavam até chegar este governo , já conhecido pelo bla bla bla , mas só sai do papel com muita corrupção , nao é Odebretch ? Não é Camarão Correa ?
**** LADRÃO DE JOIAS NADA FEZ NO PAÍS , A NÃO SER FAZER MOTOCIATAS E ANDAR DE JET-SKI!!
Contratos feitos pelo PR Bolsonaro