A recarga em movimento começou a ser avaliada na rodovia A10, na França, com quatro veículos adaptados para receber energia da pista, mas o trecho equipado ainda é experimental e não elimina a necessidade de paradas para recarga.
Um carro elétrico, uma van, um ônibus e um caminhão passaram a circular sobre um trecho da rodovia A10 capaz de transferir energia aos veículos em movimento. O teste ocorre em 1,5 km de pista, perto de Paris.
A VINCI, grupo responsável pela divulgação do projeto da rodovia, anunciou a experiência em 24 de outubro de 2025. Os veículos circulam em meio ao tráfego para avaliar o funcionamento da tecnologia fora das pistas fechadas de teste.
Como a rodovia francesa envia energia aos veículos
Bobinas instaladas sob o asfalto criam o campo necessário para transferir energia por indução. Cada um dos quatro veículos de teste recebeu bobinas capazes de captar essa energia durante a passagem pelo trecho equipado.
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A ideia lembra uma base de carregamento sem fio: a energia passa entre duas peças preparadas para funcionar juntas. Na rodovia, porém, uma delas fica sob a pista, enquanto a outra segue no veículo em movimento.
Por isso, um carro elétrico comum não recebe energia apenas por passar pelo local. Ele precisa dos equipamentos de recepção usados no experimento.
O que significam os números de 300 kW e 200 kW
A VINCI, grupo que divulgou os resultados do teste na A10, informou que a tecnologia alcançou mais de 300 kW de potência instantânea e mais de 200 kW de potência média em condições ideais e estáveis.
Esses números mostram o desempenho medido nessas condições específicas. Eles não significam que cada carro, van, ônibus ou caminhão tenha recebido essa potência durante todo o percurso em tráfego real.
Também não permitem calcular, por si só, quanto a bateria de cada veículo ganhou ao atravessar os 1,5 km. Essa diferença é essencial para entender o alcance do teste.
Por que testar quatro tipos de veículo
O projeto reúne veículos de portes e usos diferentes. O carro aproxima a experiência da rotina de quem dirige um elétrico, enquanto a van, o ônibus e o caminhão ajudam a avaliar aplicações no transporte de pessoas e cargas.
Se a tecnologia funcionar em escala maior, receber energia durante a viagem poderá reduzir a necessidade de baterias muito grandes, especialmente em veículos pesados. Essa possibilidade ainda depende dos resultados dos testes e de uma infraestrutura muito mais extensa.
Por enquanto, o trecho da A10 demonstra a recarga em movimento em condições reais de trânsito. Ele não representa uma rede rodoviária pronta para abastecer veículos elétricos ao longo de viagens inteiras.
O que ainda separa o teste do uso cotidiano
Equipar uma rodovia exige instalar componentes na pista e preparar os veículos para receber energia. A ampliação da solução também levanta questões sobre custo de implantação e manutenção, que o anúncio não quantifica.
O avanço concreto é a circulação dos quatro veículos adaptados sobre 1,5 km de rodovia equipada. Os resultados iniciais medem a capacidade do sistema, mas ainda não mostram como seria a experiência diária de motoristas e transportadoras em uma rede ampla.
Você gostaria de receber energia enquanto dirige ou prefere a recarga nas paradas da viagem? Conte nos comentários.
