Na Hannover Messe, drones que imitam borboletas e abelhas, serpente robótica, cachorros-robô e sensores capazes de inspecionar 2.400 peças por minuto mostram como a indústria transforma natureza, dados e automação
Borboletas e abelhas gigantes sobrevoaram um estande da Hannover Messe, na Alemanha, mas não eram animais reais. Eram robôs biônicos, drones criados para reproduzir movimentos da natureza em um dos principais eventos industriais.
A cena também incluía uma serpente com olhos vermelhos em outro estande e vários cachorros-robô pelos corredores. Esses modelos, mais comuns nos últimos anos, levam câmera e sensores no lugar da cabeça.

Projeto nasceu na Alemanha
César Gaitán, CEO da Festo na América do Sul, afirma que esses animais fazem parte de um projeto mais amplo da multinacional alemã, especializada em automação industrial. A iniciativa integra uma rede de conhecimento criada na Alemanha.
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A Bionic Learning Networking reúne a Festo, universidades e instituições de pesquisa para estudar e reproduzir funções de diferentes animais.
O objetivo inicial é observar movimentos, gasto energético e formas naturais de executar tarefas.
Natureza vira referência para automação
Gaitán afirma que a empresa busca aprender como a natureza resolve movimentos e consumo de energia.
A partir disso, desenvolve soluções que podem ser aplicadas à automação industrial e ao manuseio de produtos.
Entre os exemplos citados estão produtos com estrutura inspirada em um peixe, usados para manipulação.
A língua do camaleão também serve como referência para uma garra capaz de segurar e movimentar itens.
A repetição de funções naturais ajuda a desenvolver muita tecnolgia. Para a Festo, os robôs biônicos mostram como formas conhecidas na natureza podem orientar máquinas usadas em ambientes industriais.
Inteligência artificial acelera robôs
O avanço da inteligência artificial também acelera esse processo. Com mais dados para análise, novos sistemas conseguem treinar e operar robôs de forma mais eficiente, tornando as tarefas mais rápidas e precisas.
Essa combinação amplia o desempenho das máquinas e reforça a presença dos robôs biônicos e de outras soluções automatizadas em espaços industriais.
A feira mostra como sensores, drones e sistemas inteligentes avançam juntos.
Sensor da Siemens inspeciona 2.400 peças por minuto
No estande da Siemens, um sensor consegue identifiicar falhas em produtos em alta velocidade. A solução inspeciona 40 peças por segundo, o equivalente a 2.400 por minuto, conforme Davi Carbone, Head de digital enterprise.
A tecnologia da Siemens não foi inspirada em animais. Ainda assim, a velocidade do sistema indica como a automação industrial avança em ritmo acelerado, deixando para trás comparações diretas com olhos de lince.
Com informações de Exame.
