Robô biomimético de origami salta 188 vezes e levanta até 1.700 vezes o próprio peso usando apenas energia da luz em experimento da Universidade da Califórnia em Davis
Um robô biomimético de origami do tamanho de um inseto, desenvolvido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos, conseguiu saltar continuamente 188 vezes e levantar cargas equivalentes a 1.700 vezes seu próprio peso usando apenas energia da luz.
Desenvolvimento do robô biomimético de origami
Pesquisadores liderados por Wenzhong Yan desenvolveram um robô biomimético de origami que combina dois conceitos já utilizados na engenharia moderna: robótica inspirada na biologia e estruturas baseadas em técnicas de dobradura semelhantes ao origami.
O dispositivo foi projetado sem qualquer componente eletrônico. Mesmo assim, ele é capaz de executar movimentos repetitivos apenas a partir da energia luminosa, convertida diretamente em movimento mecânico por meio do material que compõe sua estrutura.
-
A ciência ainda discute como medir a inteligência de quem pode ser um dos brasileiros mais brilhantes da atualidade, com QI 188 registrado em teste específico, 55 formações citadas e presença em sociedades de alto QI
-
Telescópios ALMA e James Webb revelam gás formador de estrelas em galáxias antigas, e descoberta mostra um pedaço raro da história cósmica
-
Sul pode registrar mais de 250 mm de chuva acima da média no segundo semestre com a chegada do Super El Niño, alerta meteorologista
-
OpenAI quer transformar o ChatGPT em um superapp poderoso com agentes de IA, Codex turbinado e ferramentas para empresas antes de possível IPO bilionário
O robô possui dimensões comparáveis às de um inseto e foi desenvolvido após diversos protótipos experimentais criados pela equipe de pesquisa.

Material especial permite salto contínuo
O funcionamento do robô biomimético de origami depende principalmente de um elastômero de cristal líquido, um material macio semelhante à borracha.
Esse material altera sua forma quando exposto à luz. Ao receber iluminação, ele se dobra e armazena energia elástica que posteriormente é liberada de forma repentina, impulsionando o salto.
O mecanismo se baseia em um princípio observado na natureza. Algumas plantas liberam sementes usando cápsulas que acumulam energia e depois a liberam abruptamente.
Durante o salto, a própria estrutura cria uma sombra que bloqueia a luz de acionamento. Quando isso ocorre, o material retorna automaticamente à forma original, preparando o sistema para um novo movimento.
Experimentos demonstram resistência e repetição
Mesmo com aparência delicada, o robô biomimético de origami demonstrou resistência durante os testes realizados pelos pesquisadores.
Em experimentos repetidos, o dispositivo realizou 188 saltos consecutivos sem apresentar falhas estruturais.
Segundo o pesquisador Wenzhong Yan, o resultado não era esperado no início do projeto. Ele relatou que o número de saltos foi uma surpresa durante os testes realizados com o protótipo.
Capacidade de levantar peso surpreende pesquisadores
Outro experimento avaliou a capacidade do robô biomimético de origami de saltar carregando peso adicional.
A equipe adicionou cargas gradualmente para verificar se o desempenho seria afetado. O objetivo era medir o limite de carga antes que o robô perdesse eficiência.
Mesmo com uma carga equivalente a 1.700 vezes seu próprio peso, não houve redução significativa na capacidade de salto.
Esse peso corresponde a cerca de 300 miligramas, aproximadamente o peso de um clipe de papel. Ainda assim, o robô continuou saltando de forma consistente durante os testes.
Em alguns registros do experimento, o robô continuou funcionando mesmo após várias repetiçõse do movimento, o que chamou a atenção dos pesquisadores.
Técnica de fabricação sem eletrônica amplia possibilidades
Os pesquisadores afirmam que um dos pontos mais promissores do projeto é a técnica de fabricação utilizada para construir o robô biomimético de origami.
O método permite criar robôs dobráveis totalmente autônomos sem depender de chips, circuitos eletrônicos ou baterias.
Nesse sistema, sensores, controle e atuadores são incorporados diretamente nos materiais e na estrutura do robô.
O objetivo futuro da equipe é desenvolver versões mais avançadas, possivelmente inspiradas em humanos ou animais, capazes de executar tarefas práticas em diferentes ambientes.
Possíveis aplicações ambientais e de resgate
Entre as aplicações imaginadas para o robô biomimético de origami, os pesquisadores destacam o monitoramento ambiental.
Uma das ideias é que esses robôs possam carregar sensores e saltar continuamente em áreas naturais. Caso detectem fumaça ou chamas, poderiam enviar um sinal para sistemas de monitoramento de incêndios florestais.
Esse modelo funcionaria como uma rede distribuída de detecção ambiental, cobrindo áreas amplas de forma autônoma.
Além disso, robôs desse tipo poderiam acessar locais difíceis ou perigosos, como prédios desabados, ambientes tóxicos ou radioativos e espaços subterrâneos estreitos.
Outra possibilidade citada é a exploração de regiões onde o acesso humano é limitado ou arriscado, ampliando as possibilidades de uso dessa tecnologia em diferentes contextos.
Com informações de Inovação Tecnológica.

-
-
-
6 pessoas reagiram a isso.