Navio histórico de 56 metros retorna ao local onde entrou na água em 1995, operação prevê apoio feito sob medida para preservar o casco de madeira e permitir sua exposição em terra
A réplica do navio histórico Batavia, de 56 metros, chegou ao estaleiro Damen Shiprepair Amsterdam, nos Países Baixos, em 19 de setembro de 2026. A embarcação voltou ao local onde foi lançada há 31 anos para uma operação que prepara sua transferência para terra.
O plano é acomodar o casco em um berço construído com 90 toneladas de aço e levar o conjunto ao Museum Batavialand, em Lelystad. A Damen, grupo de construção e reparação naval, divulgou os detalhes da operação em 23 de setembro de 2026, com a retirada definitiva ainda programada.
Navio histórico retorna à doca onde começou sua trajetória
O Batavia reproduz uma embarcação de 1628, mas a réplica foi construída entre 1985 e 1995, com técnicas e materiais tradicionais. Portanto, o casco que chegou ao estaleiro pertence à reprodução moderna.
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Foi na doca 4 que essa réplica entrou na água, em 10 de abril de 1995. Agora, o mesmo espaço participa da preparação para preservar a embarcação fora da água.
Berço de aço recebe madeira para acomodar o casco
A Niron Staal, empresa responsável pela estrutura de apoio, fabricou o berço em dois meses. Depois do tratamento e da pintura do aço, o museu acrescentou peças de madeira para suavizar o contato com a embarcação.
O apoio sob medida é central nessa mudança. Ao sair da água, o casco passa a depender de uma estrutura sólida para sustentar seu peso. O cuidado está em acomodar a madeira sem concentrar o esforço em poucos pontos.
Água da doca será retirada para baixar o navio lentamente
O procedimento prevê posicionar o Batavia sobre o berço, instalado em uma plataforma flutuante de transporte. A retirada gradual da água da doca permitirá que o navio desça lentamente até encontrar os apoios.

A Damen, grupo de construção e reparação naval, detalhou que a plataforma deverá voltar a flutuar carregando a embarcação. Essa etapa prepara o conjunto para o retorno ao museu, onde a colocação em terra está prevista para 1º de outubro de 2026.
Lastro será removido antes da instalação em terra
Outra parte do trabalho envolve retirar o lastro, peso usado para ajudar a manter o navio estável na água. Voluntários deverão remover blocos de chumbo de 20 kg cada.
A retirada reduz o peso que acompanhará a embarcação até sua posição em terra. A chegada ao estaleiro ocorreu com o Batavia ainda flutuando, sob reboque, antes da acomodação no berço.
O projeto conta com uma réplica construída com carpintaria tradicional e uma estrutura industrial preparada para sustentá-la. O objetivo é preservar o casco de madeira para exposição em terra, respeitando as etapas previstas para o transporte.
Você já tinha visto uma operação assim para preservar um navio? Conte nos comentários o que mais chamou sua atenção.
